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Projeto Quixote promove ato de reflexão no Dia do Graffiti

Projeto Quixote promove ato de reflexão no Dia do Graffiti
serão cinco dias de workshops, rodas de conversa, intervenções artísticas e oficinas relacionadas ao tema

 

O Projeto Quixote, OSCIP que atua com crianças, jovens e famílias em situações de vulnerabilidade social, promoverá em sua sede, na Vila Mariana, de 27 a 31 de março, uma semana especial para o Dia do Graffiti.

A proposta é aproveitar a data, estabelecida em 27 de março, para trazer reflexões como: intolerâncias artísticas, culturais e sociais, o papel do artista como reivindicador da rua, políticas públicas e a nova campanha Cidade Linda e o graffiti como ferramenta de inclusão social.

A agenda começa na segunda-feira com um manifesto de luto, momento em que o prédio da instituição será todo coberto de preto, como se o Projeto Quixote e todo seu trabalho multidisciplinar – que inclui o graffiti – não existissem mais, e assim começam as reflexões que serão abordadas durante toda a semana.

Para saber mais sobre como o Quixote usar o grafite em suas ações, conheça o livro Por trás dos muros – Horizontes sociais do graffiti, organizado por Graziela Bedoian e Kátia Menezes.

 

Programação:

Segunda, 27 de março
11h: abertura com manifesto de luto seguido de intervenções em spray na praça com artistas convidados: José Roberto Aguilar, Ricardo Smith, Vine/Enivo, Wolpy, Mogle, Feikehara, Anjo, Ota, Nick Alive, Risada e Harry.
14h: Teatro de rua em ação

Terça, 28 de março

09h às 11h: Oficina Graffiti literário – turma 1
14h: Workshop Graffiti e Hip Hop
14h às 16h: Oficina Graffiti literário – turma 2

Quarta, 29 de março

14h: Maremoto – 1o Encontro de Poéticas de rua

Quinta, 30 de março

09h: Oficina Parkour com coletivo Alma Forte
14h: Mulheres no Graffiti com Mariana Farcetto

Sexta, 31 de março

Fechamento com sarálogo de Bruno Pastore, grafiteiro que foi aprendiz e auxiliar na Agência Quixote Spray Arte.

 

Projeto Quixote e o Graffiti
O Projeto Quixote é uma OSCIP, que atua desde 1996 e tem como missão transformar a história de crianças, jovens e famílias em complexas situações de risco, através do atendimento clínico, pedagógico e social integrados, gerando e disseminando conhecimento.

Apostando na arte, na educação e na saúde como formas de aproximação e vínculo, o Projeto Quixote busca construir alternativas eficientes para os desafios cotidianos de suas vidas – como a violência, o abandono, a falta de referências e o abuso de drogas, por meio de oficinas artísticas e estratégias clínicas e sociais, em que criatividade, afeto e expressão caminham sempre juntos. 

“A arte funciona pra nós como território de sociabilidade, ela abre um campo de expressão. Às vezes, o adolescente chega muito fechado e não se interessa por nada. Quando começa a ver tintas, papéis, cores, ele vai se mostrando, vai abrindo um campo interno de capacidades. O desenho dele foi visto por várias pessoas, a gente fez um quadro… isso vai dando outro sentido pra vida do adolescente. O graffiti abre novos horizontes, chega trazendo um novo caminho, uma nova fonte de interesse, um novo jeito de pertencer, de ser valorizado, principalmente com o adolescente que está com a identidade ambígua, confusa. O graffiti é poderoso com os adolescentes, é uma linguagem artística com uma força muito própria e uma linguagem muito singular.” Zilda Ferré, coordenadora pedagógica do Projeto Quixote

Além de oficina pedagógica, o graffiti marca presença no Projeto Quixote por meio da Agência Quixote Spray Arte, um negócio social que tem como objetivo contribuir com a sustentabilidade financeira do Projeto e viabilizar a inserção de jovens no mercado de trabalho. A Agência realiza serviços de graffiti em fachadas, tapumes, paredes internas, telas, camisetas, móveis, objetos, além de cursos, workshops, eventos e performances ao vivo para empresas, e já foi premiada por seu plano de negócios como ideia inovadora do Prêmio Empreendedor Social Ashoka/McKinsey e pelo Prêmio Economia Criativa do Ministério da Cultura.

“O aprendiz é aquele que entra na Agência, participa das oficinas. Está no projeto para aprender as técnicas. Ele é o nível um. Ele já é atendido no Quixote. Passou pelo acolhimento e está frequentando alguma oficina do Quixote Ele fala que gosta de graffiti. Ele desenha. E a gente vê que ali tem um potencial para investir. Aí a gente convida para entrar na Agência. Às vezes alguns nem têm tanto talento, mas querem. E uma vez que eles topam, as atividades são obrigatórias. Depois de um tempo na situação de aprendiz, a gente consegue enxergar verdadeiros talentos, ou pessoas que têm grande dedicação. Os aprendizes eventualmente acompanham os grafiteiros nos trabalhos e a gente percebe a observação, a dúvida, ou seja, a evolução deles.” Graziela Bedoian, Coordenadora de Ensino e Pesquisa e Fundadora do Projeto Quixote.

Dia do Graffiti – história
O dia 27 de março foi estabelecido como Dia do Graffiti após a morte do artista Alex Vallauri, reconhecido como um dos precursores da arte urbana no Brasil. Na madrugada posterior a sua morte, muitos admiradores e novos artistas foram ao ‘buraco da Paulista’ e criaram uma série de grafittis, que estão lá até hoje, como forma de homenagem. A partir desse dia, nos anos seguintes, o Dia do Graffiti foi instituído: primeiro nas ruas e depois pelo governo, por meio da Lei Municipal nº 13903/2004.

Serviço
AAPQ-Associação De Apoio Ao Projeto Quixote
Av. Engenheiro Luís Gomes Cardim Sangirardi, 789, Vila Mariana | 11 5083-0449
Contato para imprensa:
Ana Vasconcelos | 11 5083-0449 | anaclaudia@projetoquixote.org.br
Organização da Semana do Graffiti
Otavio Fabro (Ota) e Nick Alive


 

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