{"id":10812,"date":"2016-04-19T12:33:38","date_gmt":"2016-04-19T12:33:38","guid":{"rendered":"https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/?p=10812"},"modified":"2016-04-19T12:33:38","modified_gmt":"2016-04-19T12:33:38","slug":"prefacio-a-instrumentalina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/antigo\/prefacio-a-instrumentalina\/","title":{"rendered":"A Instrumentalina, de L\u00eddia Jorge: de bicicleta se vai longe"},"content":{"rendered":"<p>Por Solange Cardoso<\/p>\n<p>H\u00e1 livros que parecem ter sido criados a fim de fisgar o leitor pelas sensa\u00e7\u00f5es. Quando estamos diante de um t\u00edtulo desses, nos deparamos com a combina\u00e7\u00e3o de alguns elementos: linguagem de f\u00e1cil compreens\u00e3o, mas bem trabalhada, e hist\u00f3ria cativante e sedutora, narrada de maneira que nos faz embarcar numa viagem por uma leitura prazerosa e emocionante.<\/p>\n<p>L\u00eddia Jorge, uma das mais importantes escritoras de l\u00edngua portuguesa, leva isso tudo ao p\u00e9 da letra. Com gra\u00e7a e leveza, reuniu esses elementos no conto <i><a href=\"http:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/livro\/?id=365&amp;tit=A+Instrumentalina\">A Instrumentalina<\/a><\/i>, que voc\u00ea vai conhecer agora. Nele, a autora conta a hist\u00f3ria de uma mulher adulta que recorda e evoca mem\u00f3rias de sua inf\u00e2ncia, passada com os primos, as tias e o tio Fernando na casa de campo do av\u00f4, no sul de Portugal. Tudo \u00e9 contado retrospectivamente. A narradora \u00e9 uma adulta que, sentada \u00e0 mesa de um bar \u00e0 beira do lago Ont\u00e1rio, em Toronto, espera pelo tio e relembra acontecimentos marcantes de outras \u00e9pocas, como a presen\u00e7a da misteriosa Instrumentalina.<\/p>\n<p>\u201cQuem diria? Escondida no saco das reservas proibidas,<\/p>\n<p>havia anos e anos que n\u00e3o a soltava do seu local de abrigo,<\/p>\n<p>ainda que por vezes o seu selim, a sua roda pedaleira, ou a<\/p>\n<p>imagem caprina do seu retorcido guiador me aparecessem<\/p>\n<p>como coisas desgarradas.\u201d<\/p>\n<p>Essas recorda\u00e7\u00f5es rememoram tamb\u00e9m os tempos em que a narradora viveu na casa do av\u00f4. O relato faz uso da analepse, recurso liter\u00e1rio por vezes chamado de flashback e mais conhecido por seu uso no cinema. A volta ao passado, uma liga\u00e7\u00e3o intr\u00ednseca entre espa\u00e7o e tempo da narrativa, \u00e9 aqui elemento essencial e vertigem de leitura. Toronto \u00e9 o lugar da atualidade, a partir do qual<\/p>\n<p>as lembran\u00e7as da narradora s\u00e3o magicamente evocadas. J\u00e1 as terras da campina representam o passado, um espa\u00e7o rural onde foi erguida a casa do av\u00f4 e onde se passa a hist\u00f3ria central do conto.<\/p>\n<p>Numa grande casa, a narradora e os primos viveram com as m\u00e3es (que foram abandonadas pelos maridos) e com o av\u00f4 inv\u00e1lido, um homem austero e conservador, preocupado somente com<\/p>\n<p>os neg\u00f3cios e com o patrim\u00f4nio familiar. Flagramos essas mulheres em obedi\u00eancia total \u00e0 ordem vigente naquele momento, de acordo com o regime opressor imposto pelo patriarca. Cozinhavam, cosiam, liam, escreviam cartas aos maridos ausentes, cantavam e dan\u00e7avam ao som da grafonola e, \u00e0 noite, choravam a solid\u00e3o e o abandono em que viviam. Ao contr\u00e1rio e em contraponto \u00e0 triste situa\u00e7\u00e3o delas, as crian\u00e7as corriam livremente e viviam \u201ccomo uma matilha indom\u00e1vel, sem dono\u201d.<\/p>\n<p>Est\u00e1 posta a situa\u00e7\u00e3o inicial do tempo passado, aparentemente imut\u00e1vel, at\u00e9 que, atendendo a um pedido do av\u00f4, chega para morar na casa o tio Fernando. Muda-se levando consigo uma s\u00e9rie<\/p>\n<p>de objetos inusitados para aquele contexto: sua m\u00e1quina de escrever, sua c\u00e2mara fotogr\u00e1fica e a misteriosa Instrumentalina.<\/p>\n<p>Com a chegada do tio, as crian\u00e7as \u2013 e principalmente a narradora \u2013 vivem um per\u00edodo de felicidade, aventura e sonho. Isso porque, ao contr\u00e1rio do que esperava o pai, Fernando havia optado por um estilo de vida alternativo, na companhia de seus objetos de paix\u00e3o, os quais movem a narrativa e mexem com o cora\u00e7\u00e3o do leitor.<\/p>\n<p>Ainda que a Instrumentalina n\u00e3o seja personagem principal do conto, podemos dizer que \u00e9 a presen\u00e7a dela que d\u00e1 sentido \u00e0 hist\u00f3ria. No que ela simboliza reside o ponto fulcral do conto: o patriarca, ao pressionar o filho a ficar em casa e assumir as responsabilidades da fam\u00edlia, se choca com o esp\u00edrito aventureiro e sonhador de Fernando, criando, assim, uma tens\u00e3o que confere certa din\u00e2mica \u00e0 a\u00e7\u00e3o. Essa din\u00e2mica nos envolve e nos motiva a ler sem parar.<\/p>\n<p>Chamada de \u201ctransporte de del\u00edcia\u201d, a Instrumentaliza impulsiona todas as transforma\u00e7\u00f5es da fam\u00edlia, uma vez que \u00e9 objeto condutor de sonho e s\u00edmbolo de liberdade e prazer. Nos duros anos de ditadura vividos pela sociedade portuguesa na primeira metade do s\u00e9culo XX \u2013 pano de fundo que emoldura a narrativa \u2013, essa fam\u00edlia experimentou algo \u00fanico e inusitado.<\/p>\n<p>H\u00e1 ainda muito para dizer sobre este livro, mas qualquer coisa al\u00e9m dessas palavras adiaria a leitura e estragaria a deliciosa surpresa que \u00e9 a descoberta da hist\u00f3ria. Ent\u00e3o, boa viagem!<\/p>\n<p>Solange Cardoso \u00e9 Mestre em Letras pela Faculdade de Letras da<\/p>\n<p>Universidade de S\u00e3o Paulo (FFLCH-USP) e membro do Grupo de Investiga\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>do Centro de Literaturas e Culturas Lus\u00f3fonas e Europeias da<\/p>\n<p>Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (CLEPUL)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Chamada de \u201ctransporte de del\u00edcia\u201d, a Instrumentalina impulsiona todas as transforma\u00e7\u00f5es da fam\u00edlia, uma vez que \u00e9 objeto condutor de sonho e s\u00edmbolo de liberdade e prazer. Nos duros anos de ditadura vividos pela sociedade portuguesa na primeira metade do s\u00e9culo XX \u2013 pano de fundo que emoldura a narrativa \u2013, essa fam\u00edlia experimentou algo \u00fanico e inusitado. 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