{"id":21760,"date":"2020-09-25T22:22:29","date_gmt":"2020-09-26T01:22:29","guid":{"rendered":"https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/?p=21760"},"modified":"2020-11-27T17:32:14","modified_gmt":"2020-11-27T20:32:14","slug":"henriqueta-lisboa-recepcao-critica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/antigo\/henriqueta-lisboa-recepcao-critica\/","title":{"rendered":"Henriqueta Lisboa: recep\u00e7\u00e3o cr\u00edtica"},"content":{"rendered":"<h3>Coment\u00e1rios sobre a obra<\/h3>\n<p>Pela profundeza do pensamento; pelo poder de capta\u00e7\u00e3o do sentido \u00edntimo de seres e coisas; pela economia verbal; pelo tratamento meticuloso oferecido \u00e0 linguagem (a regra, hoje, \u00e9 a concess\u00e3o sem limites a tudo quanto \u00e9 errado e at\u00e9 antipo\u00e9tico); pela severa compreens\u00e3o da poesia e da arte de comp\u00f4-la; pela disciplina m\u00e9trica, ainda quando usados os <i>nuneri lege soluti<\/i>; pelo cauteloso, pelo s\u00e1bio aproveitamento da liberdade; pela indiferen\u00e7a em face de maneirismos e modismos; pela \u201cordem\u201d das suas composi\u00e7\u00f5es, que jamais cedem a certas modernidades encontradi\u00e7as at\u00e9 em poetas importantes e ainda pelo que paira de inef\u00e1vel e misterioso em sua obra, Henriqueta Lisboa \u00e9 um dos grandes nomes da poesia em l\u00edngua portuguesa.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/p>\n<h4>Abgar Renault | <i>Obras completas<\/i> (1985)<\/h4>\n<p>Conheci Henriqueta Lisboa. Discretamente. Suavemente, como ela nos permitia. E agora esse livro de Carmelo Virgillo me fez voltar a uns 30 anos atr\u00e1s. E eu estou vendo Henriqueta Lisboa ora saindo de uma livraria, ora esperando pacatamente por um \u00f4nibus numa rua de Belo Horizonte, ora saindo das aulas de literatura que dava na universidade. Ela passava como uma brisa, como um anjo t\u00edmido, ela passava por n\u00f3s com o rumor branco de sua poesia. Era uma parte da poesia modernista retida em Minas. Eu a olhava reverencialmente. A poesia era poss\u00edvel, delicadamente, sem atropelos das modas, liricamente.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p>[&#8230;]<\/p>\n<p>Chamou-me sempre a aten\u00e7\u00e3o o fato de a poesia de Henriqueta n\u00e3o se deixar tumultuar pelas novas tend\u00eancias e modismos po\u00e9ticos. Sua poesia, a rigor, n\u00e3o se preocupava nem com a modernidade. O mundo tecnol\u00f3gico com seus objetos e express\u00f5es vernaculares n\u00e3o perfuravam sua crosta po\u00e9tica. Passava pelo modernismo de rasp\u00e3o. Ela vinha de uma linhagem que, em Minas, passa por Alphonsus de Guimaraens, o simbolista, e por isso estava mais interessada no canto do que nas virtualidades do jogo vocabular.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/p>\n<h4>Affonso Romano de Sant\u2019Anna | <i>Henriqueta Lisboa <\/i>(1992)<\/h4>\n<p>Na \u00e2nsia de paz, de solid\u00e3o protegida, no gosto da inoc\u00eancia e da pureza, vis\u00edvel at\u00e9 na prefer\u00eancia de imagens sugeridas pelo cristal, revela-se a feminilidade, cujo estudo seduz na obra de Henriqueta Lisboa pela inconfund\u00edvel autencidade que lhe confere.<\/p>\n<h4>Aires da Mata Machado Filho | <i>Obras completas<\/i> (1985)<\/h4>\n<p>Atingiu-se o momento em que a poesia, cristalizada, se oferece, direta e simples, mas de uma simplicidade que significa paradoxalmente maior complexidade e maior riqueza interior.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/p>\n<h4>Alphonsus de Guimaraens Filho | <i>Obras completas<\/i> (1985)<\/h4>\n<p>Henriqueta Lisboa realizou, na tradu\u00e7\u00e3o de alguns cantos do \u201cPurgat\u00f3rio\u201d, uma verdadeira proeza. Setecentos anos de dist\u00e2ncia tornam qualquer tradu\u00e7\u00e3o, j\u00e1 de si dif\u00edcil, um verdadeiro desafio.<br \/>\nA l\u00edngua italiana nascente, balbuciante, sofrendo a concorr\u00eancia de numeros\u00edssimos dialetos, \u00e9 a f\u00f4rma de que cumpre tirar o poema, para recri\u00e1-lo na f\u00f4rma da l\u00edngua portuguesa do s\u00e9culo XX, e do Brasil. Salto temporal de gigante, modelagem artesanal de fada!<br \/>\nE o \u201cPurgat\u00f3rio\u201d ressurge, recriado, como mais um fragmento daquele espelho partido do qual fala Henriqueta Lisboa, fragmento que n\u00e3o perdeu a limpidez nem a capacidade refletora de sua matriz secular. Tudo \u00e9 poss\u00edvel, no reino da Poesia!<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/p>\n<h4>\u00c2ngela Vaz Le\u00e3o | <i>Presen\u00e7a de Henriqueta<\/i> (1992)<\/h4>\n<p>O esfor\u00e7o cr\u00edtico, esfor\u00e7o da intelig\u00eancia, pode explicar facetas m\u00faltiplas da poesia de Henriqueta Lisboa, tudo aquilo que nela prov\u00e9m de t\u00e9cnica \u2013 e n\u00e3o \u00e9 pouco. Restar\u00e1 sempre, entretanto, uma zona em que s\u00f3 se consegue penetrar por intui\u00e7\u00e3o e simpatia, com humildade. Restar\u00e1 o mist\u00e9rio de sua for\u00e7a l\u00edrica.<\/p>\n<h4>\u00c2ngela Vaz Le\u00e3o | <i>Evolu\u00e7\u00e3o de um poeta<\/i> (1963)<\/h4>\n<p>A n\u00e3o ser em alguns versos do Sr. Manuel Bandeira e da Sra. Cec\u00edlia Meireles, n\u00e3o sei de outra poesia brasileira moderna que seja mais fluida e mais et\u00e9rea do que a da Sra. Henriqueta Lisboa. \u00c9 uma delicia a perfei\u00e7\u00e3o com que sugere e descreve.<\/p>\n<h4>Antonio Candido | <i>O menino poeta<\/i> (1944)<\/h4>\n<p>Henriqueta n\u00e3o \u00e9 poeta dilu\u00edda em eventos, mas visa, segundo ela pr\u00f3pria, \u201cde modo pertinaz e intensivo, \u00e0 ess\u00eancia do ser, a subst\u00e2ncia do que \u00e9 vital, a ansiedade da criatura em busca de perfei\u00e7\u00e3o e do infinito, os mist\u00e9rios da natureza, o pr\u00f3prio mist\u00e9rio do processo po\u00e9tico\u201d. Sua poesia n\u00e3o est\u00e1 de costas para a Hist\u00f3ria, como j\u00e1 se afirmou, pois a crispa\u00e7\u00e3o de sua sensibilidade ferida pelas veem\u00eancias do mundo, \u201csem compromissos nem modismos\u201d, liga-a ainda mais inexoravelmente \u00e0 pr\u00f3pria Hist\u00f3ria. S\u00f3 que a suas imagens tocam as tramas secretas das possibilidades.<\/p>\n<h4>Ant\u00f4nio S\u00e9rgio Bueno | <i>Casa de pedra: a edifica\u00e7\u00e3o de uma escrita<\/i> (1984)<\/h4>\n<p><i>Miradouro e outros poemas<\/i> pode ser encarado, agora, como a soma positiva de toda uma vida dedicada \u00e0 poesia \u2013 o visor, o miradouro do poeta, que est\u00e1 acima das coisas e dos homens, para marc\u00e1-los com a sua palavra, bela e contundente.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/p>\n<h4>Assis Brasil | <i>Dois poetas<\/i> (1977)<\/h4>\n<p>Recolhida em suas montanhas mineiras, de longe, no entanto, exerce o fasc\u00ednio dos seus poemas encantadores. H\u00e1 um reconhecimento p\u00fablico que a coloca na categoria superior dos poetas contempor\u00e2neos do Brasil. Irm\u00e3 leg\u00edtima de Carlos Drummond de Andrade. Os seus versos n\u00e3o s\u00e3o secretos nem misteriosos. Abrem-se como as flores, t\u00eam perfume e colorido. Irm\u00e3 tamb\u00e9m de Alphonsus de Guimaraens, do suave misticismo dos seus poemas. Nada \u00e9 artificial ou ex\u00f3tico e quanto mais trabalha mais aperfei\u00e7oa. Rom\u00e2ntica, simbolista, parnasiana, todos os ritmos e metros comp\u00f5em os requintes de sua arte que representa a oferta de sua vida gloriosa, inteiramente dedicada a poesia.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/p>\n<h4>Austreg\u00e9silo de Athayde | <i>Meio s\u00e9culo glorioso<\/i> (1979)<\/h4>\n<p>O privil\u00e9gio de ter convivido com Henriqueta Lisboa me levou a suspeitar da origem de seu intenso of\u00edcio po\u00e9tico. Duas atitudes distintas me surpreendiam, al\u00e9m de sua maneira refinada de estar diante do \u201ct\u00eanue fio\u201d da exist\u00eancia. Uma primeira, supunha vir de sua capacidade purificada de n\u00e3o se indignar diante dos mist\u00e9rios que envolvem o ser humano e que jamais se revelam. Uma segunda residia em seu constante exerc\u00edcio de deslocar-se de sua intimidade reflexiva para estar com o outro, tomando a poesia como mat\u00e9ria maior para inaugurar o di\u00e1logo. Por ser assim, toda a produ\u00e7\u00e3o de Henriqueta Lisboa \u00e9 um convite insistente para que n\u00e3o deixemos passar despercebido nenhum dos elementos que nos rodeiam e nos espiam. Mas para tanto \u00e9 necess\u00e1rio nome\u00e1-los com palavras justas e escolhidas como fez a poeta.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/p>\n<h4>Bartolomeu Campos de Queir\u00f3s | <i>Luz da lua <\/i>(2006)<\/h4>\n<p>Como conhecedora da poesia, constru\u00edda ao longo da hist\u00f3ria da literatura, Henriqueta Lisboa nos presenteou com uma constru\u00e7\u00e3o impec\u00e1vel em forma e em ess\u00eancia. Sua poesia, como me afirmava, n\u00e3o possu\u00eda destinat\u00e1rio por reconhecer que a beleza \u00e9 prop\u00edcia a todos.<\/p>\n<h4>Bartolomeu Campos de Queir\u00f3s | <i>Luz da lua<\/i> (2001)<\/h4>\n<p>Henriqueta Lisboa \u00e9 poesia encarnada. Do azul ao m\u00e1rmore \u2013 ela constr\u00f3i, com invej\u00e1vel sensibilidade, os seus versos. Onde seu olhar repousa \u2013 das nuances do mundo \u00e0 alma Humana \u2013 a poesia se revela inusitada. Henriqueta \u00e9 presente, sempre.<\/p>\n<h4>Bartolomeu Campos de Queir\u00f3s | <i>Gabinete de arte<\/i> (2001)<\/h4>\n<p>Na sua intensidade, na sua simplicidade ilus\u00f3ria, na sua harmonia org\u00e2nica, s\u00e3o compar\u00e1veis os poemas de Henriqueta Lisboa aos de Emily Dickinson. A poesia americana tomou por muitos outros caminhos diferentes daqueles que Emily Dickinson t\u00e3o delicadamente, e contudo t\u00e3o claramente, tra\u00e7ou. A poesia brasileira avan\u00e7ar\u00e1 tamb\u00e9m por muitas outras estradas. Mas Henriqueta Lisboa, como Emily Dickinson, servir\u00e1 de guia, e se n\u00e3o de guia, ent\u00e3o como padr\u00e3o de excel\u00eancia po\u00e9tica com o qual os pr\u00f3prios poetas poder\u00e3o medir-se.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/p>\n<h4>Blanca Lobo Filho | <i>A poesia de Henriqueta Lisboa<\/i> (1966)<\/h4>\n<p>N\u00e3o haver\u00e1, em nosso acervo po\u00e9tico, instantes mais altos do que os atingidos por este t\u00edmido e esquivo poeta.<\/p>\n<h4>Carlos Drummond de Andrade | <i>Um poeta conta-nos da morte<\/i> (1952)<\/h4>\n<p>Henriqueta Lisboa destila poesia, servindo-se da mat\u00e9ria prima em que outros saberiam encontrar apenas aniquilamento ou desespero. Por isso tal poesia \u00e9 t\u00e3o confortadora, na sua especial dol\u00eancia; quase diria: na sua morbidez. E por isso nos comove tanto, sem recorrer a qualquer artif\u00edcio sentimental. Sentimos que seus versos s\u00e3o a secre\u00e7\u00e3o de uma vida, e n\u00e3o apenas um devaneio caprichoso. N\u00e3o haver\u00e1, em nosso acervo po\u00e9tico, instantes mais altos que os atingidos por esse t\u00edmido e esquivo poeta, e sem qualquer repeti\u00e7\u00e3o de atitude est\u00e9tica ou religiosa, se inscreve na tradi\u00e7\u00e3o de Alphonsus de Guimaraens.<\/p>\n<h4>Carlos Drummond de Andrade | <i>Um poeta conta-nos da morte<\/i> (1952)<\/h4>\n<p>Henriqueta Lisboa poderia bem afirmar a sua \u201csantidade\u201d ao criar atrav\u00e9s do texto de \u201cFrutesc\u00eancia\u201dum cosmo pr\u00f3prio. Neste mundo particular de sua cria\u00e7\u00e3o, ela consegue recuperar o fen\u00f4meno da mulher do tratamento frequentemente limitado que se lhe d\u00e1 sob o peso do passado cultural. Al\u00e9m disso, com o seu ato criador, sofrido e apaixonado, Henriqueta Lisboa afirma o seu duplo papel de artista e pessoa. E alcan\u00e7a isto ao provar que pode compartilhar com o leitor, mediante o poder sutil de sua linguagem, o processo solit\u00e1rio do poeta de inquieta\u00e7\u00e3o, amadurecimento e autodefini\u00e7\u00e3o, que conduz \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o pessoal e humana.<\/p>\n<h4>Carlos Drummond de Andrade | Ednalva Guimar\u00e3es (1970)<\/h4>\n<p>&#8220;A poesia de Henriqueta Lisboa sempre me cativou e continua a fazer-me companhia. Conta-me aquilo que s\u00f3 um poeta muito apurado e liberto de circunst\u00e2ncias pode e sabe contar. Devo-lhe a penetra\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios segredos, devo-lhe not\u00edcias da alma dos homens e da ess\u00eancia do mundo, que essa poesia consegue exprimir como pouqu\u00edssimas outras entre n\u00f3s.\u201d<\/p>\n<h4>Carmelo Virgillo | <i>A imagem da mulher em \u201cFrutesc\u00eancia\u201d de Henriqueta Lisboa<\/i> (1984)<\/h4>\n<p>Considerando-se as origens simbolistas de sua poesia e a conceitua\u00e7\u00e3o, na est\u00e9tica simbolista, de arte e poeta como t\u00f3picos transcendentais, impressiona a lucidez com que se abriu a intelig\u00eancia cr\u00edtica de Henriqueta Lisboa para o enfocamento de quest\u00f5es das mais variadas da cria\u00e7\u00e3o po\u00e9tica.[\u2026] A const\u00e2ncia com que se dedica \u00e0 interpreta\u00e7\u00e3o e \u00e0 explana\u00e7\u00e3o de motivos liter\u00e1rios tem permitido que Henriqueta Lisboa exer\u00e7a indiscut\u00edvel influ\u00eancia em \u00e1reas culturais que est\u00e3o bem pr\u00f3ximas: a universit\u00e1ria belo-horizontina e a da literatura mineira de gera\u00e7\u00f5es atuais.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/p>\n<h4>Darcy Damasceno | <i>Henriqueta e a cr\u00edtica de poesia<\/i> (1968)<\/h4>\n<p>Os versos de Henriqueta Lisboa envolvem como um suave canto de sereias, insistente, irresist\u00edvel e que, \u00e0 maneira das hom\u00e9ricas, p\u00f5em em risco a vida dos navegantes porque arrancam os incautos do seguro andar cotidiano, sacudindo-os pelas bases.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/p>\n<h4>Donaldo Sch\u00fcler | <i>As palavras como pousada do ser<\/i> (1983)<\/h4>\n<p>Nenhuma poetisa brasileira ter\u00e1 conseguido libertar-se tamanhamente do lirismo fr\u00e1gil e reduzido a poesia a lances de t\u00e3o extremada conten\u00e7\u00e3o.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/p>\n<h4>F\u00e1bio Lucas | <i>Obras completas<\/i> (1985)<\/h4>\n<p>Henriqueta Lisboa \u00e9, de todos os poetas do modernismo brasileiro, o que mais alto cantou o sentimento da morte. E, coisa que surpreendeu em Cruz e Sousa, \u00e0 medida que ia amadurecendo o tema e progredindo na t\u00e9cnica, passou a trabalh\u00e1-la por dentro, a quase participar da interioridade da morte.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/p>\n<h4>F\u00e1bio Lucas | <i>Henriqueta Lisboa: o tema e a t\u00e9cnica<\/i> (1959)<\/h4>\n<p>Surgindo do dec\u00eanio da Semana de Arte Moderna, Henriqueta marcou o seu lugar, em nossas letras, num tom que tanto se distanciou da objetividade realista quanto da musicalidade ultra-simbolista e das tropelias l\u00fadicas do Modernismo. Vinha para descobrir pouco a pouco o seu pr\u00f3prio caminho. S\u00f3. Figura solit\u00e1ria. No seu recolhimento, mostrou-se logo uma artista laboriosa, determinada; nunca deixou de ser assim, ao longo de cinquenta anos, durante os quais n\u00e3o fez concess\u00f5es a modas e par\u00f3quias.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/p>\n<h4>Guilhermino C\u00e9sar | \u201c<i>A experi\u00eancia do recato\u201d<\/i> (1979)<\/h4>\n<p>Sua poesia confunde-se com o af\u00e3 de tangenciar o indiz\u00edvel, de ultrapassar os limites l\u00e9xico-sem\u00e2nticos da palavra e, afinal, como queria Rilke, de penetrar a ess\u00eancia da poesia.<\/p>\n<h4>Ivan Junqueira | <i>Obras completas<\/i> (1985)<\/h4>\n<p>\u00c0 autenticidade do sentimento, junta Henriqueta uma intelig\u00eancia aguda, altamente cultivada, capaz de formular uma filosofia pr\u00f3pria do mundo e da vida.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/p>\n<h4>Ivan Lins | <i>A poesia de Henriqueta Lisboa<\/i> (1974)<\/h4>\n<p>A poetisa sabe guiar a sua inspira\u00e7\u00e3o e a sua versifica\u00e7\u00e3o e tem a no\u00e7\u00e3o exata do momento exato em que deva submeter a torrente po\u00e9tica a uma mudan\u00e7a de dire\u00e7\u00e3o ou sentido.<\/p>\n<p>Jamil Almansur Haddad | <i>Obras completas<\/i> (1985)<\/p>\n<p>As palavras v\u00eam para ela, como se n\u00e3o fossem s\u00edmbolos ou arqu\u00e9tipos, valores ou sinais, mas as pr\u00f3prias coisas, os pr\u00f3prios sentimentos, as pr\u00f3prias sensa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<h4>Jo\u00e3o Gaspar Sim\u00f5es | <i>Romantismo e verbalismo<\/i> (1951)<\/h4>\n<p>A\u00ed est\u00e1 sua grandeza como poeta: o dom de jungir o evanescente e o preciso, mantendo-se fiel ao tom original, ao murm\u00fario da alma, sem procurar a retumb\u00e2ncia e a eloqu\u00eancia. Por outro lado, Henriqueta \u00e9 modern\u00edssima quanto \u00e0 qualidade da emo\u00e7\u00e3o, \u00e0 fatura dos versos, \u00e0 conson\u00e2ncia com seu tempo.<\/p>\n<h4>J. G. Nogueira Moutinho | <i>Al\u00e9m da imagem<\/i> (1965)<\/h4>\n<p>Sua personalidade inconfund\u00edvel, seu nov\u00edssimo mundo po\u00e9tico que encontra a express\u00e3o bela e segura numa versifica\u00e7\u00e3o variad\u00edssima e lib\u00e9rrima, seu apurado intelectualismo em que assoma um fino sentido do popular, d\u00e3o \u00e0 sua obra um valor destacado excepcional, n\u00e3o s\u00f3 entre os poetas brasileiros, mas entre a l\u00edrica universal contempor\u00e2nea.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/p>\n<h4>Joaqu\u00edn de Entrambasaguas | <i>Obras completas<\/i> (1985)<\/h4>\n<p>Entre os poucos grandes poetas dos nossos dias, cuja obra corresponde a qualquer coisa que \u00e9 preciso dizer atrav\u00e9s de uma express\u00e3o vigorosa, l\u00facida e por si mesma criadora, situa-se Henriqueta Lisboa.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/p>\n<h4>Jorge Ramos | <i>Henriqueta Lisboa<\/i> (1974)<\/h4>\n<p>A fus\u00e3o do tradicional \u2013 m\u00edtico lend\u00e1rio, ou apenas ritmicamente assimilado e transmitido pelo povo \u2013 com o pudor \u2013 que eu acho exato \u2013 de uma personalidade que se afirma no verso e n\u00e3o atrav\u00e9s dele, tamb\u00e9m isto \u00e9 uma caracter\u00edstica de sua poesia, e uma das que a tornam mais afim de uma vis\u00e3o, que \u00e9 a minha, de uma poesia que n\u00e3o seja arte po\u00e9tica nem exibicionismo liter\u00e1rio, sen\u00e3o na medida em que, para sermos poetas, devemos a n\u00f3s mesmos um conhecimento seguro do mundo para que a poesia se forme.<\/p>\n<h4>Jorge de Sena | <i>Obras completas<\/i> (1985)<\/h4>\n<p>H\u00e1bil artes\u00e3 da palavra, Henriqueta Lisboa sabe realmente \u2013 e com que perfei\u00e7\u00e3o! \u2013 trabalhar a mat\u00e9ria-prima que molda. O valor est\u00e9tico \u2013 magistral e primoroso \u2013 reveste adequadamente o fator tem\u00e1tico, que impressiona e empolga pela profundidade.<\/p>\n<h4>Jos\u00e9 Afr\u00e2nio Moreira Duarte | <i>Henriqueta Lisboa: poeta maior<\/i> (1974)<\/h4>\n<p>\u00c9ramos quatorze, originalmente. Depois, passamos a nove. Hoje, somos seis: tr\u00eas mulheres, reunidas em Belo Horizonte: Maria, Henriqueta, Ala\u00edde; tr\u00eas homens, dispersos: S\u00e3o Paulo, Baependi, Rio de Janeiro. Os quatorze, nove ou seis fomos e somos os mesmos: atados por uma profunda solidariedade, irmanados verdadeiramente, com o sentido do amor e do respeito m\u00fatuos, herdados no leite, cultivados na doce conviv\u00eancia de casa. Nesta, em todo o tempo, as excel\u00eancias desse amor e desse respeito gravitaram sempre em torno de Henriqueta. N\u00e3o por ser a ca\u00e7ula, a mais fr\u00e1gil ou a mais dominadora. Apenas por ser quem era, e foi, e \u00e9: um ser de Poesia, diferente dos demais, na sua mansa firmeza, no seu poder criador, na vida ou nas artes \u2013 em todas as artes, letras, m\u00fasica, pintura. Ela era, para nosso orgulho e para nossa alegria, a singular figura marcada para a Eternidade, a Maga, a M\u00e1gica \u2013 sem qualquer ostenta\u00e7\u00e3o: a Irm\u00e3 perfeita, a Filha perfeita, a Amiga perfeita, era e \u00e9: o Poeta.<\/p>\n<h4>Jos\u00e9 Carlos Lisboa | <i>Henriqueta<\/i> (1984)<\/h4>\n<p>Henriqueta e Drummond, dentro de um mundo \u00fanico e n\u00e3o uno, s\u00e3o dois modernos e mor\u00edgenos mineiros; dentro de um mundo que se vai apequenando, mecanicamente, fechado em dimens\u00f5es de casa nossa, com seu todo de ubiquidade e sincronia, desde as muitas terras e muitos mares de seus muitos espa\u00e7os. Com tanta alteridade espacial, contra t\u00e3o pouco tempo digestor, a poesia ficou muito dif\u00edcil. Nossos dois poetas, entretanto, com simesmice de mineiro, aprenderam a moderar o cotidiano, lirizando o momento que passa. Humanos como est\u00e3o, enxutos e sazonais, lembram-me a flor de um vinho caracense.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/p>\n<h4>Jos\u00e9 Louren\u00e7o de Oliveira | <i>Poesia e Henriqueta<\/i> (1970)<\/h4>\n<p>Em cada objeto-poema seu, a imagem \u00e9 texto e contexto, n\u00e3o se podendo contempl\u00e1-la isoladamente e esvaziada da consci\u00eancia criadora em que a manipula\u00e7\u00e3o conceitual n\u00e3o elide a concep\u00e7\u00e3o m\u00e1gica de uma est\u00e9tica aberta a todos os horizontes da realidade.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/p>\n<h4>La\u00eds Corr\u00eaa de Ara\u00fajo | <i>L\u00facida e l\u00edmpida vig\u00edlia<\/i> (1979)<\/h4>\n<p>O que distingue os grandes poemas, recentes ou antigos, da poetisa mineira, \u00e9 a sua inconfund\u00edvel marca di\u00e1fana, abstrata. Henriqueta extrai da sua cont\u00ednua contempla\u00e7\u00e3o da natureza antevis\u00f5es do informe que brotam do visto em sua forma concreta.<\/p>\n<h4>Leo Gilson Ribeiro | <i>Obras completas<\/i> (1985)<\/h4>\n<p>Com acuidade e sutileza, captou uma vis\u00e3o essencial da alma humana em nosso tempo. Talhou em mat\u00e9ria consistente seus poemas. Na solid\u00e3o, na incomunicabilidade, no amor, no medo, na desesperan\u00e7a, na f\u00e9, no sentido oculto da morte. Ou seja: foi da condi\u00e7\u00e3o humana, prec\u00e1ria e contradit\u00f3ria, que tirou seus mais pungentes elementos de cria\u00e7\u00e3o. E sempre com uma perspectiva de profundidade, penetrando camadas inexploradas, revelando aspectos inusitados. Da\u00ed sua singularidade dentro da poesia brasileira.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/p>\n<h4>Luz e Silva | <i>Obras completas<\/i> (1985)<\/h4>\n<p>J\u00e1 disseram da poesia de Henriqueta que ela se caracteriza por uma constante perfei\u00e7\u00e3o (como a de Cec\u00edlia Meireles). Mas essa perfei\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 fruto de f\u00e1cil virtuosidade: \u00e9 perfei\u00e7\u00e3o de natureza asc\u00e9tica, adquirida \u00e0 for\u00e7a de dif\u00edceis exerc\u00edcios espirituais, de rigorosa economia vocabular.<\/p>\n<h4>Manuel Bandeira | <i>Dante e Henriqueta<\/i> (1959)<\/h4>\n<p>Evidencia-se, pois, que ela, poeta e pequeno deus, acaba por existir com maior for\u00e7a de presen\u00e7a na obra criada que na pr\u00f3pria biografia, fruto do acaso e da necessidade. Quem queira, portanto, conhec\u00ea-la, na sua \u201cmaneira particular de ver as coisas, no seu discreto testemunho do mundo e na sua extasiada contempla\u00e7\u00e3o da entressonhada beleza, procure desvendar na sua poesia os seus biografemas\u201d \u2013 tra\u00e7os ou rasgos de vida que se podem colher na imensa dispers\u00e3o de seu legado de voz e sil\u00eancio, do real ao inef\u00e1vel.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/p>\n<h4>Maria Jos\u00e9 de Queiroz | <i>Henriqueta Lisboa: do real ao inef\u00e1vel<\/i> (1976)<\/h4>\n<p>&#8230; Esse lirismo que a excetua, uma car\u00edcia simples, dor rec\u00f4ndita em sorriso leve e a frase contida \u2013 coisas raras na poesia nacional.<\/p>\n<h4>M\u00e1rio de Andrade | <i>Cora\u00e7\u00e3o magoado (1941)<\/i><\/h4>\n<p>Nenhuma concess\u00e3o ao convencional, neste livro, nenhum sentimentalismo f\u00e1cil. Um grande tato na busca da express\u00e3o, com belos achados t\u00e9cnicos, e a exuma\u00e7\u00e3o da palavra trasflor. Sentimento, h\u00e1 muito, mas, junto com ele, o pudor do sentimento, que d\u00e1 em resultado poemas densos e tensos como \u201cElegia\u201d, um poema definitivo.<\/p>\n<h4>M\u00e1rio Quintana | <i>A face l\u00edvida<\/i> (1945)<\/h4>\n<p>Cada novo livro de Henriqueta Lisboa mostra a que grau de perfei\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica vai atingindo a sua poesia, cuja economia de palavras e cuja condensa\u00e7\u00e3o forte de emo\u00e7\u00e3o tem algo de \u00eaxtase contemplativo e de definitiva fixa\u00e7\u00e3o cristalina.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/p>\n<h4>Oscar Mendes | <i>Prisioneira da noite<\/i> (1941)<\/h4>\n<p>Sei \u2013 e apoio-me nessa autoridade \u2013 que Manuel Bandeira \u00e9 da mesma opini\u00e3o: Henriqueta Lisboa \u00e9 dos maiores poetas em l\u00edngua portuguesa.<\/p>\n<h4>Otto Maria Carpeaux | <i>Mais livros na mesa<\/i> (1959)<\/h4>\n<p>O Poeta se prop\u00f4s um destino, tra\u00e7ou-se um caminho que ousou seguir, descobriu em si e renovou as suas for\u00e7as. Aspira \u00e0 transcend\u00eancia e a conquista na ciranda suspensa em seus espa\u00e7os. Para definir Henriqueta Lisboa, escolhi esta sua met\u00e1fora: \u201c\u00e1gua menina que se atreve\u201d.<\/p>\n<h4>Padre Lauro Pal\u00fa | <i>Pousada do ser<\/i> (1982)<\/h4>\n<p>Realizando uma dial\u00e9tica funcionalmente l\u00edrica entre as coisas, a vida e o sentir dela, a tens\u00e3o entre a vida e a morte, sendo-no-mundo, Henriqueta Lisboa instaura uma ideologia de Arte para o Homem, num equil\u00edbrio emocional e expressional capaz de revel\u00e1-lo (o Homem) de uma maneira nova, em seu eterno e irrevers\u00edvel destino.<\/p>\n<h4>Pascoal Motta | <i>Poesia e humanismo: Miradouro e Cara\u00e7a<\/i> (1977)<\/h4>\n<p>No prodigioso mundo moderno, tecnocr\u00e1tico, bombiat\u00f4mico, astron\u00e1utico, est\u00e1 faltando alma para o tamanho do corpo que se adquiriu. Ela se v\u00ea, junto com fil\u00f3sofos, artistas, sacerdotes, educadores, mas principalmente com os poetas \u2013 seus irm\u00e3os \u2013 formando a \u201csofrida minoria\u201d, dos que lutam para restituir ao ser humano a capacidade de \u201ccumprir seu destino de transcend\u00eancia\u201d.<\/p>\n<h4>Paschoal Rangel | <i>Essa mineir\u00edssima Henriqueta<\/i> (1987)<\/h4>\n<p>Seu \u00faltimo livro n\u00e3o vale apenas pelo que \u00e9, mas ainda pelo valor que empresta ao conjunto de uma cria\u00e7\u00e3o art\u00edstica admiravelmente coerente.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/p>\n<h4>S\u00e9rgio Buarque de Holanda | <i>Flor da morte<\/i> (1950)<\/h4>\n<p>Henriqueta Lisboa \u00e9 hoje um dos poetas mais puros do Brasil.\u00a0A forma l\u00edmpida, cristal sem ja\u00e7a de sua poesia, a agudeza das imagens, a densidade das palavras, a seguran\u00e7a do ritmo, sua humildade, constituem sua for\u00e7a expressiva e comunicativa.<\/p>\n<h4>S\u00e9rgio Milliet | <i>Flor da morte e lembran\u00e7a de Rilke<\/i> (1950)<\/h4>\n<p>A sua l\u00edrica se eleva e se avantaja, projetando-se agora, pelo conjunto, pela espiritualidade, pela alta hierarquia do pensamento, pelo equil\u00edbrio entre o ef\u00eamero e o absoluto, como algo de s\u00f3lido, concreto, impression\u00e1vel e inolvid\u00e1vel dentro da moderna literatura brasileira.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/p>\n<h4>Wilson Castelo Branco | <i>Em torno da l\u00edrica de Henriqueta Lisboa<\/i> (1960)<\/h4>\n<h1><\/h1>\n<h1><\/h1>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Coment\u00e1rios sobre a obra Pela profundeza do pensamento; pelo poder de capta\u00e7\u00e3o do sentido \u00edntimo de seres e coisas; pela economia verbal; pelo tratamento meticuloso oferecido \u00e0 linguagem (a regra, hoje, \u00e9 a concess\u00e3o sem limites a tudo quanto \u00e9 errado e at\u00e9 antipo\u00e9tico); pela severa compreens\u00e3o da poesia e da arte de comp\u00f4-la; pela [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":12,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[1910],"tags":[2700,2696,2699,2701,1711,2702,1956,2703,2704,2705,2706],"class_list":["post-21760","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-complementar-interno","tag-carlos-drummond-de-andrade","tag-critica-literaria","tag-fabio-lucas","tag-guilhermino-cesar","tag-henriqueta-lisboa","tag-leo-gilson-ribeiro","tag-mario-de-andrade","tag-mario-quintana","tag-otto-maria-carpeaux","tag-sergio-buarque-de-holanda","tag-sergio-milliet"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.5 - 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