{"id":22012,"date":"2020-09-30T07:55:15","date_gmt":"2020-09-30T10:55:15","guid":{"rendered":"https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/?p=22012"},"modified":"2020-09-30T07:55:15","modified_gmt":"2020-09-30T10:55:15","slug":"presenca-de-henriqueta-antonio-sergio-bueno","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/antigo\/presenca-de-henriqueta-antonio-sergio-bueno\/","title":{"rendered":"Presen\u00e7a de Henriqueta: Ant\u00f4nio S\u00e9rgio Bueno"},"content":{"rendered":"<h5>A necessidade do sup\u00e9rfluo<\/h5>\n<h6><em>Ant\u00f4nio S\u00e9rgio Bueno<\/em><\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O conceito de poesia que Henriqueta Lisboa esbo\u00e7a em <em>Viv\u00eancia po\u00e9tica<\/em> aplica-se integralmente a seu pr\u00f3prio texto. Diz ela: \u201cN\u00e3o ouso definir especificamente a poesia, embora tenha aventado que ela seria a <em>coa\u00e7\u00e3o do eterno dentro do ef\u00eamero<\/em>. Sinto-a como a aura que se irradia do ser\u201d<sup>1<\/sup>. (grifos nossos)<sup>\u00a0 <\/sup><\/p>\n<p>No cora\u00e7\u00e3o do Modernismo, estilo art\u00edstico basicamente dessacralizador, Henriqueta Lisboa constr\u00f3i uma obra que restaura todo o brilho da <em>aura<\/em>, essa esp\u00e9cie de lume que unge todo o seu texto.<\/p>\n<p>Para Walter Benjamin, \u201cobservar, em repouso, numa tarde de ver\u00e3o, uma cadeia de montanhas no horizonte, ou um galho que projeta sua sombra sobre n\u00f3s, significa respirar a <em>aura<\/em> dessas montanhas, desse galho\u201d<sup>2<\/sup>. O olhar de Henriqueta Lisboa nem sempre \u00e9 repousado, mas sempre reconhece o sentido misterioso que se oculta nas coisas. E, se a <em>unicidade<\/em> \u00e9 o tra\u00e7o definidor da pr\u00f3pria aura, a aventura po\u00e9tica de Henriqueta Lisboa \u00e9 fruto de uma determina\u00e7\u00e3o intransfer\u00edvel.<\/p>\n<p>Recentemente, ouvindo Gerd Bornheim falar da crise contempor\u00e2nea dos fundamentos da cultura ocidental, lembrei-me de Henriqueta Lisboa. Dizia aquele que a arte do passado era religiosa, que depois do Barroco essa religiosidade desapareceu da arte ocidental. E chamava a arte do passado de <em>total<\/em>, marcada pelos universais, vivenciada a partir de uma garantia divina. Apesar de reconhecer a dimens\u00e3o religiosa da poesia de Henriqueta, penso que a aura que a envolve aponta antes para a sacraliza\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria arte e do artista, configurando uma esp\u00e9cie de <em>teologia da poesia<\/em>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Depois, de manh\u00e3 bem cedo<\/p>\n<p>ir \u00e0 igreja das Merc\u00eas,<\/p>\n<p>das Merc\u00eas e dos Perd\u00f5es,<\/p>\n<p>ficar ajoelhada no adro<\/p>\n<p><em>na contempla\u00e7\u00e3o feliz<\/em><\/p>\n<p><em>das volutas e dos frisos<\/em><\/p>\n<p><em>e, embora sem ter rezado,<\/em><\/p>\n<p>voltar para casa leve,<\/p>\n<p>cora\u00e7\u00e3o de passarinho<\/p>\n<p>navegando com del\u00edcia<\/p>\n<p>os rios de ar da montanha.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>[\u201cPoesia de Ouro Preto\u201d <em>(Madrinha lua)<\/em>, grifos nossos]<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 por acaso que <em>Viv\u00eancia po\u00e9tica<\/em>, um dos livros de ensaios de Henriqueta Lisboa, inicia-se com um depoimento sobre sua pr\u00f3pria poesia com o t\u00edtulo \u201cProfiss\u00e3o de f\u00e9\u201d.<\/p>\n<p>Mas Bornheim dizia que a totalidade da experi\u00eancia art\u00edstica de nosso tempo \u00e9 arte pura, poesia pura. Essa totalidade come\u00e7a a mover-se e a fragmentar-se em detalhes mais ou menos reveladores. Fica a nostalgia do <em>continuum<\/em>, e a poesia toma o caminho do ex\u00edlio. Cada poeta passa a ser o ex\u00edlio de si mesmo.<\/p>\n<p>Henriqueta Lisboa conheceu em sua pr\u00f3pria biografia pessoal um simulacro daquela forte totalidade que se perdeu com o advento do individualismo burgu\u00eas: a casa de pedra. Henriqueta habitou essa casa em um tempo em que seus poemas eram ainda apenas um brilho nos seus olhos. Essa casa era o universo ordenado e hierarquizado de sua fam\u00edlia. Mas esse centramento foi rompido pela morte, brandindo de s\u00fabito sua foice. Restou-lhe tentar restaurar o aconchego da concha pela mem\u00f3ria, em primeira inst\u00e2ncia, e pela linguagem, em \u00faltima. Sua escrita ergue sua casa de pedra definitiva, indestrut\u00edvel. Casa de pedra, a edifica\u00e7\u00e3o de uma escrita. Mas s\u00f3 agora, terminando o ex\u00edlio de Henriqueta Lisboa neste mundo, podemos contemplar o que ficou sendo essa casa de pedra. Nem mesmo em <em>Pousada do ser<\/em> sua arquitetura completou-se. Como disse Donaldo Sch\u00fcler: \u201cpousada e casa n\u00e3o s\u00e3o o mesmo. A casa mostra o est\u00e1vel, pousada desperta a inquieta\u00e7\u00e3o da jornada\u201d<sup>3<\/sup>. O ex\u00edlio caminha para o fim, mas ainda caminhava&#8230;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Este \u00e9 um planeta de palavras<\/p>\n<p>neutras mov\u00edveis e vers\u00e1teis<\/p>\n<p>que de rod\u00edzio pela ponte<\/p>\n<p>v\u00e3o ter \u00e0 margem oposta<\/p>\n<p>&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;..<\/p>\n<p>Mant\u00eam auras de mist\u00e9rio<\/p>\n<p>nos percursos de ida e volta<\/p>\n<p>conforme o sangue que as gera<\/p>\n<p>o incentivo que as abrasa&#8230;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Conhecendo essa natureza movente da palavra, Henriqueta a aguarda justamente na margem onde ela parecia n\u00e3o ir e a\u00ed a surpreende. \u00c9 o que acontece no jogo ir\u00f4nico entre \u201cessencial\u201d e \u201csup\u00e9rfluo\u201d contido no poema a seguir:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Do sup\u00e9rfluo<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m as cousas participam<\/p>\n<p>de nossa vida. Um livro. Uma rosa.<\/p>\n<p>Um trecho musical que nos devolve<\/p>\n<p>a horas inaugurais. O crep\u00fasculo<\/p>\n<p>acaso visto num pa\u00eds<\/p>\n<p>que n\u00e3o sendo da terra<\/p>\n<p>evoca apenas a lembran\u00e7a<\/p>\n<p>de outra lembran\u00e7a mais long\u00ednqua.<\/p>\n<p>O esbo\u00e7o t\u00e3o somente de um gesto<\/p>\n<p>de ferina inten\u00e7\u00e3o. A gra\u00e7a<\/p>\n<p>de um retalho de lua<\/p>\n<p>a pervagar num reposteiro.<\/p>\n<p>A mesa sobre a qual me debru\u00e7o<\/p>\n<p>cada dia mais temerosa<\/p>\n<p>de meus pr\u00f3prios dizeres.<\/p>\n<p>Tais cousas de \u00edntimo dom\u00ednio<\/p>\n<p>talvez sejam sup\u00e9rfluas.<\/p>\n<p>No entanto<\/p>\n<p>que tenho a ver contigo<\/p>\n<p>se n\u00e3o leste o livro que li<\/p>\n<p>n\u00e3o viste a rosa que plantei<\/p>\n<p>nem contemplaste o p\u00f4r do sol<\/p>\n<p>\u00e0 hora em que o amor se foi?<\/p>\n<p>Que tens a ver comigo<\/p>\n<p>se dentro em ti n\u00e3o prevalecem<\/p>\n<p>as cousas \u2013 \u00a0todavia sup\u00e9rfluas \u2013<\/p>\n<p>do meu intransfer\u00edvel patrim\u00f4nio?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Uma das tens\u00f5es b\u00e1sicas do texto \u00e9 a passagem da condi\u00e7\u00e3o de <em>signo<\/em> para a de <em>s\u00edmbolo<\/em> que se opera nos \u201csup\u00e9rfluos\u201d enumerados. S\u00f3 funciona como signo um objeto culturalizado, socializado.\u00a0 \u00c9 o dom\u00ednio do <em>n\u00f3s<\/em> e o poeta fala de <em>\u201cnossa vida\u201d<\/em> (grifo nosso) no segundo verso. Para Cirlot, o s\u00edmbolo \u00e9 a identifica\u00e7\u00e3o de um <em>arqh\u00e9<\/em>, uma categoria espiritual matricial que lembra o mundo plat\u00f4nico das ideias<sup>4<\/sup>. <em>Per visibilia ad invisibilia<\/em>, disse S\u00e3o Paulo aos romanos. N\u00e3o acho que estarei extrapolando muito ao surpreender reminisc\u00eancias plat\u00f4nicas nesta cita\u00e7\u00e3o: \u201c&#8230; O crep\u00fasculo \/ acaso visto num pa\u00eds \/ que n\u00e3o sendo da terra \/ evoca apenas a lembran\u00e7a \/ de outra lembran\u00e7a mais long\u00ednqua\u201d.\u00a0 Conhecer \u00e9 lembrar, reconhecer. O poeta realiza o percurso do sens\u00edvel (perec\u00edvel) para o intelig\u00edvel (imperec\u00edvel).<\/p>\n<p>A aguda consci\u00eancia de solid\u00e3o do poeta leva-o ao tratamento ir\u00f4nico impresso no texto. A ironia \u00e9 uma das \u201cimpurezas\u201d \u2013 ao lado das ideias, dos fatos e do pr\u00f3prio metro \u2013 inventariadas por Robert Penn Warren, que distorcem a m\u00fasica da poesia pura. O pr\u00f3prio t\u00edtulo do poema transcrito \u00e9 ir\u00f4nico. O \u201csup\u00e9rfluo\u201d \u00e9 essencial para o poeta e a poesia \u00e9 um inutens\u00edlio indispens\u00e1vel. \u201cDo sup\u00e9rfluo\u201d \u00e9 uma forma obl\u00edqua de transferir alguns preciosos bens do \u201cintransfer\u00edvel patrim\u00f4nio\u201d, compartilhando o incompartilh\u00e1vel no dizer de Carmelo Virgillo.<\/p>\n<p>E, afinal, a identidade entre o sup\u00e9rfluo e o essencial no poema apenas mostra que n\u00e3o h\u00e1 sup\u00e9rfluo nenhum. Jo\u00e3o Cabral de Melo Neto dizia que Le Corbusier lhe passara \u201ca impress\u00e3o de que a arte era constru\u00e7\u00e3o porque ele era arquiteto, que arte n\u00e3o devia ter o sup\u00e9rfluo\u201d. Esse poema, assim como toda a obra de Henriqueta Lisboa, nada tem de verdadeiramente sup\u00e9rfluo. \u00c9 puro cristal a reverberar sua luz no tempo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><sup>1<\/sup> LISBOA, Henriqueta. <em>Viv\u00eancia po\u00e9tica.<\/em> Belo Horizonte: S\u00e3o Vicente, 1979. p. 12.<\/p>\n<p><sup>2<\/sup> BENJAMIN, Walter, <em>Obras escolhidas.<\/em> <em>Magia e t\u00e9cnica, arte e pol\u00edtica.<\/em> S\u00e3o Paulo: Brasiliense, 1985. p. 170.<\/p>\n<p><sup>3<\/sup> <em>SUPLEMENTO LITER\u00c1RIO DO MINAS GERAIS. <\/em>Edi\u00e7\u00e3o especial sobre Henriqueta Lisboa, 21 jul. 1984.<\/p>\n<p><sup>4<\/sup> CIRLOT, Juan Eduardo. <em>Dicion\u00e1rio de s\u00edmbolos.<\/em> S\u00e3o Paulo: Moraes, 1984.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A necessidade do sup\u00e9rfluo Ant\u00f4nio S\u00e9rgio Bueno &nbsp; O conceito de poesia que Henriqueta Lisboa esbo\u00e7a em Viv\u00eancia po\u00e9tica aplica-se integralmente a seu pr\u00f3prio texto. 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