{"id":22016,"date":"2020-09-30T08:01:38","date_gmt":"2020-09-30T11:01:38","guid":{"rendered":"https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/?p=22016"},"modified":"2020-09-30T08:01:38","modified_gmt":"2020-09-30T11:01:38","slug":"presenca-de-henriqueta-ana-elisa-gregori","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/antigo\/presenca-de-henriqueta-ana-elisa-gregori\/","title":{"rendered":"Presen\u00e7a de Henriqueta: Ana Elisa Gregori"},"content":{"rendered":"<h6>Saudades de Henriqueta<\/h6>\n<h5><em>Ana Elisa Lisboa Gregori<\/em><\/h5>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em verdade, nasceu a menina na pia batismal. Recebeu o nome de Henriqueta. Desceu o Divino Esp\u00edrito Santo com Sua gra\u00e7a santificante e por apropria\u00e7\u00e3o estabeleceu morada naquela crian\u00e7a, amando-a. A f\u00e9 nos diz que essa gra\u00e7a \u00e9 ganha por Jesus Cristo, para n\u00f3s, para o ser batizado, prepara\u00e7\u00e3o para a <em>lumen gloriae<\/em>, luz de gl\u00f3ria. Deus entra na alma, \u00e9 feita a luz. Chega a purifica\u00e7\u00e3o, liberta\u00e7\u00e3o do pecado original que \u00e9 nossa cicatriz de nascimento, na alma. O verbo de Deus tece no esp\u00edrito a F\u00e9, a Esperan\u00e7a, a Caridade.<\/p>\n<p>Henriqueta, em entrevista de 5 de maio de 1984 a Edla van Steen<sup>1<\/sup>, confirma com palavras decididas:<\/p>\n<p>Apesar de extremamente sens\u00edvel, tive inf\u00e2ncia normal. Minha m\u00e3e era muito imaginativa e cultivava as tr\u00eas virtudes teologais: f\u00e9, esperan\u00e7a e caridade; meu pai, muito inteligente, reunia as quatro virtudes cardeais: justi\u00e7a, prud\u00eancia, temperan\u00e7a e fortaleza.<\/p>\n<p>A virtude desabrocha e cresce no h\u00e1bitat natural do pr\u00f3prio esfor\u00e7o, do bom h\u00e1bito adquirido e praticado.<\/p>\n<p>Tomo emprestadas as imagens de um poema de Henriqueta sobre o av\u00f4 e um neto para expressar o pensamento sobre a pessoa, a tia, que fez um la\u00e7o harm\u00f4nico de sua vida de f\u00e9 em Deus, no homem, tornando-a poesia, obra, op\u00e7\u00e3o de vida, profiss\u00e3o de f\u00e9, f\u00e9 em Deus, f\u00e9 no homem. \u201cLa\u00e7os\u201d \u00e9 o poema, e a imagem se presta \u00e0 liga\u00e7\u00e3o dos extremos atrav\u00e9s das veias azuis da nobreza da f\u00e9.<\/p>\n<p>La\u00e7os de fita?<\/p>\n<p>Veias azuis.<\/p>\n<p>La\u00e7os que ligam<\/p>\n<p>o norte e o sul.<\/p>\n<p>Em confer\u00eancia proferida em Bras\u00edlia, no momento apropriado de um encontro de escritores, Henriqueta confirmou sua posi\u00e7\u00e3o, postura definida de palavra e de vida, declarando naquelas terras de planalto a convic\u00e7\u00e3o que vem da Mantiqueira e para a serra volta como eco real atravessando nossos cora\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Declara\u00e7\u00e3o de Henriqueta: \u201cPoesia: minha profiss\u00e3o de f\u00e9&#8221;<sup>3<\/sup>.<\/p>\n<p>A escolha da profiss\u00e3o vem da voca\u00e7\u00e3o e passa a existir no trabalho bem cumprido. O of\u00edcio, o trabalho, qualquer esp\u00e9cie de trabalho, deve ser executado com seriedade. Consci\u00eancia no exerc\u00edcio de viver, testemunha viva da pr\u00f3pria vida na terra dos homens exerceu Henriqueta, pois a constru\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio mundo \u00e9 feita lado a lado, entre grandes e pequenas obras humanas, por oper\u00e1rios, servos que somos todos, cooperando com Deus.<\/p>\n<p>Menos de dois anos antes de ir ao encontro da Verdadeira Luz que ilumina todo o ser, Henriqueta respondeu, ainda na mesma entrevista a Edla van Steen, ao <em>Jornal da Tarde<\/em><sup>4<\/sup>, de <em>O Estado de S. Paulo<\/em>, \u00e0 seguinte pergunta: \u201cValeu a pena ter dedicado sua vida \u00e0 literatura?\u201d<\/p>\n<p>Sem d\u00favida! A literatura, ou, melhor dizendo, a poesia, preencheu minha exist\u00eancia, abrindo-me caminho entre os seres humanos e indicando-me os caminhos de Deus. Digo poesia no mais amplo sentido de amor, entendimento, ilumina\u00e7\u00e3o, premoni\u00e7\u00e3o, impulso renovador, continuidade patrimonial, expectativa de que a luz venha a nascer nas trevas.<\/p>\n<p>Era m\u00eas de maio de 1984. Luz e trevas. Trevas e luz. Como s\u00e3o misteriosos e belos os caminhos de Deus. Henriqueta encontrou no of\u00edcio da conviv\u00eancia po\u00e9tica o seu caminho. Prosseguiu com rara felicidade no encontro e na viv\u00eancia at\u00e9 ao fim. Quantas vezes desconhecemos o nosso caminho, desencontramos, esquecidos, ignorantes de que nem sempre os caminhos de Deus s\u00e3o os de nossa escolha.<\/p>\n<p>\u00c0s vezes n\u00e3o \u00e9 a senda que ansiamos, porque desejamos sombra, sil\u00eancio, \u00e1gua fresca irreais.<\/p>\n<p>Henriqueta, em Bras\u00edlia, selou, com palavras e frases de convic\u00e7\u00e3o, o ato de cada dia de vida que era o fazer do sil\u00eancio e da sombra a sua morada.<\/p>\n<p>Na casa da rua Bernardo Guimar\u00e3es, em Belo Horizonte, tia Quequeta, assim chamada pelos sobrinhos, existindo, trabalhando, escrevendo.<\/p>\n<p>Vulto leve, et\u00e9reo, feminino, delicado. Era algu\u00e9m que necessitava muito dos cuidados da av\u00f3 da menina, dona Sinh\u00e1, m\u00e3e de Henriqueta, se debru\u00e7ava sobre o fog\u00e3o zelando por seu alimento. Sopa de legumes, torradas, ch\u00e1, tudo leve, entrando na harmonia do corpo fr\u00e1gil. Poeta fr\u00e1gil-forte.<\/p>\n<p>A tia, algu\u00e9m que era muito respeitada, provocava certo espanto silencioso l\u00e1 dentro da crian\u00e7a, que foi morar com a av\u00f3 por poucos anos, estudando no internato do Col\u00e9gio Imaculada Concei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Um dia, viu um senhor, aos olhos da menina, alto, um pouco estranho, rosto grande, saindo do escrit\u00f3rio onde a tia escrevia \u00e0 m\u00e1quina. Atravessou a sala, despediu-se da av\u00f3 e se foi.<\/p>\n<p>\u201cQuem \u00e9 ele?\u201d<\/p>\n<p>\u201cOtto Maria Carpeaux\u201d, respondeu a prima.<\/p>\n<p>\u201cSer\u00e1 professor da tia Quequeta? Ent\u00e3o, ela tamb\u00e9m estuda?\u201d<\/p>\n<p>A menina e sua prima brincavam muito de teatro. A sobrinha n\u00e3o podia compreender, e na verdade nem pensava que o tempo da tia era de gente grande, precioso tempo de poeta.<\/p>\n<p>\u201cVem, vov\u00f3, vem tia, vem todo mundo assistir teatro.\u201d<\/p>\n<p>Henriqueta se sentava, assistia. Do come\u00e7o ao fim? A sobrinha n\u00e3o se lembra, mas para e pensa com perplexidade sobre como era esse acontecimento.<\/p>\n<p>M\u00fasica havia no escrit\u00f3rio que a gente se lembra, do outro da rua Fernandes Tourinho. Que m\u00fasica era aquela? Uma vaga lembran\u00e7a de violino tocando \u00e0 noite, n\u00e3o se sabe se na pr\u00f3pria casa, ou na casa do vizinho. De qualquer modo, aconteceu um clar\u00e3o ao ler a entrevista da tia, tantos anos depois.<\/p>\n<p>Um esclarecimento, um brilho no arco do violino dentro da noite. Henriqueta referiu-se \u00e0 sua inf\u00e2ncia, talvez adolesc\u00eancia, contando sobre inclina\u00e7\u00f5es art\u00edsticas, com estas palavras: \u201cA esse tempo, o desenho me fazia vibrar, e o desejo de tocar violino me acalentava\u201d<sup>5<\/sup>.<\/p>\n<p>Ah! Ent\u00e3o aquele violino \u00e0 noite poderia ser m\u00fasica ouvida em disco, vinda do quarto de tia Quequeta&#8230; De qualquer modo, a m\u00fasica erudita era presen\u00e7a na casa, tia Quequeta muito convivia com a m\u00fasica.<\/p>\n<p>A sobrinha se lembra dela nitidamente noutro momento musical, estava pr\u00f3xima \u00e0 vitrola, aparelho que naqueles dias n\u00e3o era chamado de equipamento de som. O disco era grande e rodava, tocava, m\u00fasica estranha que apenas amea\u00e7ou com o medo para a menina, que olhava e escutava atenta. S\u00f3 amea\u00e7a de medo porque a tia falou em tom de est\u00f3ria infantil:<\/p>\n<p>\u201cEsta \u00e9 a est\u00f3ria do p\u00e1ssaro de fogo. <em>O p\u00e1ssaro de fogo<\/em> de Stravinsky!\u201d<\/p>\n<p>Primeira vez que a sobrinha ouviu esse nome!<\/p>\n<p>Muitos anos se passaram, a sobrinha cresceu e tamb\u00e9m tomou gosto por pintar. Um dia pintou o p\u00e1ssaro de fogo. No exato momento em que conclu\u00eda o pequeno quadro, a cunhada entrou e exclamou consternada: &#8220;Stravinsky morreu!&#8221;<\/p>\n<p>Guimar\u00e3es Rosa disse que as pessoas n\u00e3o morrem, mas ficam encantadas&#8230;<\/p>\n<p>Um dia, no Rio de Janeiro, tia Quequeta e a sobrinha, na casa de quem estava hospedada, foram visitar o escritor, amigo de Henriqueta, grande dentro de sua admira\u00e7\u00e3o, produto de preclara consci\u00eancia do verdadeiro valor do autor de <em>Grande sert\u00e3o: veredas<\/em>. Rosa sorriu larga alegria para Henriqueta, sorriso de m\u00fatua admira\u00e7\u00e3o. Respeito. A seguir, a recorda\u00e7\u00e3o v\u00edvida e presente brotando do amigo, em palavras a Henriqueta, de certa vez que a viu vestida em vestido cor de malva numa confer\u00eancia na Academia Brasileira de Letras. Lembran\u00e7as.<\/p>\n<p>Henriqueta contava em conversa cotidiana sobre o passado, di\u00e1logos entre as duas, que muito apreciava as confer\u00eancias, os momentos liter\u00e1rios desfrutados na Academia, naquela \u00e9poca distante em que morou no Rio, quando seu pai, Jo\u00e3o de Almeida Lisboa, foi deputado federal.<\/p>\n<p>Morando em Belo Horizonte, Henriqueta vinha de vez em quando ao Rio, ficava em casa do irm\u00e3o Jos\u00e9 Carlos, do irm\u00e3o Osvaldo, da sobrinha morena. Por que morena? \u201cMorena e Clara\u201d \u00e9 poema sobre as duas primas que brincavam de fazer teatro. Maria Antonia e Ana Elisa. \u201cMorena e Clara\u201d encontra-se em sua obra, <em>O menino poeta.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Quem n\u00e3o conhece<\/em><\/p>\n<p><em>Morena e Clara?<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Morena mi\u00fada,<\/em><\/p>\n<p><em>passos geom\u00e9tricos.<\/em><\/p>\n<p><em>L\u00e1bios polpudos<\/em><\/p>\n<p><em>de labareda.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Clara pernalta,<\/em><\/p>\n<p><em>mole como \u00e1gua.<\/em><\/p>\n<p><em>Doce de leite<\/em><\/p>\n<p><em>s\u00e3o seus cabelos.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Ou\u00e7o Morena:<\/em><\/p>\n<p><em>m\u00fasica brusca<\/em><\/p>\n<p><em>de frutas verdes<\/em><\/p>\n<p><em>e arranha-c\u00e9us.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Clara desliza<\/em><\/p>\n<p><em>(c\u00e2mera lenta)<\/em><\/p>\n<p><em>pelos teclados<\/em><\/p>\n<p><em>do polo ant\u00e1rtico<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Ser\u00e3o amigas<\/em><\/p>\n<p><em>Morena e Clara?<sup>6<\/sup>&#8230;<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A finalidade \u00e9 depor sobre algu\u00e9m que com sua sensibilidade, intui\u00e7\u00e3o, definiu t\u00e3o claramente o ser que, tendo despertado para a poesia, pela perda prematura da m\u00e3e, obteve est\u00edmulo da parte de Henriqueta no futuro. O trabalho objetivo chegou para a sobrinha j\u00e1 casada e com filhos, que correu com ansiedade atr\u00e1s da tia, enviando-lhe seus originais escritos. N\u00e3o sabia se eram bons aqueles poemas. Chegou telegrama de Belo Horizonte para o Rio. \u201cRecebi lindos poemas, parab\u00e9ns, logo escreverei. Henriqueta.\u201d Aconteceu em 1962.<\/p>\n<p>Em carta de 5 de agosto de 1963, Henriqueta datilografa:<\/p>\n<p><em>Respondo sem demora \u00e0 sua carta de 30. Amanh\u00e3 recome\u00e7ar\u00e3o as aulas e j\u00e1 me pertencerei menos.<\/em> [Prossegue comentando construtivamente sobre os poemas. Incentiva. A carta continua.] <em>Prossiga, estude, leia muita poesia diferente, consulte sempre o dicion\u00e1rio, cofre de preciosas revela\u00e7\u00f5es; e ou\u00e7a, principalmente, sua voz interior.<\/em><\/p>\n<p>Tia e poeta, orientava, indicava livros, um deles que criou e abriu horizontes, <em>O significado da arte<\/em> de Herbert Read. O livro <em>Conv\u00edvio po\u00e9tico<\/em> era para a sobrinha uma aula constante, assim como os poemas de Henriqueta. Tia e sobrinha juntas, sobre a mesa de jantar, corrigiram os originais da segunda. Creio que o incentivo que partia da dedica\u00e7\u00e3o de Henriqueta era m\u00faltiplo a tantos que a procuravam, todos partilhando ansiedade de conviver com o inef\u00e1vel atrav\u00e9s de t\u00e3o alto ensino e apoio.<\/p>\n<p>Idas e vindas, passado, presente, futuro, a mem\u00f3ria pervaga sem contar minutos.<\/p>\n<p>De novo a sobrinha se v\u00ea menina sonhando de olhos abertos porque aprendeu, no poema do poeta, que as madrugadas possuem cor. Madrugada azul, rosa, verde, amarela, branca.<\/p>\n<p>\u201cAs madrugadas\u201d do menino poeta. Ciranda de valores, tons, m\u00fasica, muita cor nos poemas de tia Quequeta. Um dia, j\u00e1 adolescente, a sobrinha descobriu no chal\u00e9, na parede da casa de Lambari, solar da fam\u00edlia Lisboa, um quadro em formato longo como o dos artistas orientais, onde viu uma t\u00edmida cor\u00e7a pintada. Quem o pintou? Henriqueta, respondeu algu\u00e9m. \u201cAzul profundo\u201d \u00e9 o t\u00edtulo de uma de suas obras. Ouro, sangue, seiva, verdes, malva, rosas, azuis, arco-\u00edris constroem a meta para chegar ao <em>Alvo humano<\/em><sup>7<\/sup> .<\/p>\n<p>Alvo humano \u00e9 a poesia, o livro que se abre e l\u00ea.<\/p>\n<p>Reconstru\u00e7\u00e3o universal na arte de Henriqueta respondendo sempre \u00e0 rep\u00f3rter em seu tempo:<\/p>\n<p><em>Influ\u00eancia de autores estrangeiros n\u00e3o sei se as recolhi, embora sinta predile\u00e7\u00e3o antiga e renovada por simbolistas franceses, rom\u00e2nticos ingleses, m\u00edsticos espanh\u00f3is, medievais portugueses, Dante, Leopardi, Holderlin, Rilke, Tagore, sem falar nos mais modernos como Ungaretti e Jorge Guill\u00e9n, com os quais sinto muita afinidade. Tamb\u00e9m me foram proveitosas as reflex\u00f5es de Santo Agostinho, Schiller, Emerson, Alain.<sup>8<\/sup><\/em><\/p>\n<p>A presen\u00e7a viva de Henriqueta Lisboa no pensamento, no cora\u00e7\u00e3o \u00e9 a poesia mesma. Pura. A vis\u00e3o para quem a v\u00ea \u00e9 a sacerdotisa em permanente liturgia, fidelidade, amor objetivo. Amor que eleva esta imagem, \u201cal\u00e9m da imagem\u201d, acima de si mesma.<\/p>\n<p>Henriqueta escreveu em <em>Conv\u00edvio po\u00e9tico<\/em>:<\/p>\n<p><em>Existe, em sentido essencial, a poesia comum ao g\u00eanero humano, aura de inspira\u00e7\u00e3o que o eleva acima de si pr\u00f3prio: participando virtualmente das atividades e atitudes compat\u00edveis com a nobreza, ela preside a todos os mist\u00e9rios do universo e \u00e9, como a vida mesma, indefin\u00edvel. A essa, precisamente, denominava Novalis \u201ca flor azul\u201d, s\u00edmbolo representativo da nostalgia do homem pelo inexistente, dos seus anseios de perfei\u00e7\u00e3o e sobrenatural.<sup>9<\/sup><\/em><\/p>\n<p>Ao reler essas palavras n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel travar o pensamento, que anseia por dar aqui um la\u00e7o entre esses conceitos ao estado espiritual de Santo Agostinho. Palavras do grande Doutor da Igreja a Deus:<\/p>\n<p>Todavia, esse homem, particulazinha da Cria\u00e7\u00e3o, deseja louvar-Vos. V\u00f3s o incitais a que se deleite nos vossos louvores, porque nos criastes para V\u00f3s e o nosso cora\u00e7\u00e3o vive inquieto, enquanto n\u00e3o repousa em V\u00f3s.<sup>10<\/sup><\/p>\n<p>Pensemos sobre caminhos e caminhadas paralelas.<\/p>\n<p>V\u00e1lida \u00e9 a inquieta\u00e7\u00e3o do homem, quando n\u00e3o coloca seu cora\u00e7\u00e3o no tesouro que a tra\u00e7a come e a ferrugem consome. V\u00e1lida \u00e9 a arte, na gruta da alma humana, onde o gesto primitivo sobre a rocha da caverna, no para\u00edso, desenhou com linha e cor, para se transformar, reverberando o eco da palavra, do Verbo dentro de n\u00f3s mesmos.<\/p>\n<p>Deus ordenou luz ao esp\u00edrito da menina Henriqueta, a luz foi feita em lanterna de virgem prudente, poesia que a ela e a n\u00f3s indica o caminho de Deus, com Deus, para Deus. Of\u00edcio.<\/p>\n<p><sup>1 \u201c<\/sup>Henriqueta unida aos homens e a Deus. Pela poesia\u201d., Entrevista a Edla van Steen, <em>Jornal da Tarde<\/em>, <em>O Estado de S. Paulo<\/em>, Cadernos de Programas e Leituras, 5 maio 1984, p. 4.<\/p>\n<p><sup>2<\/sup> \u201cLa\u00e7os\u201d, <em>O menino poeta.<\/em> Rio de Janeiro: Bedeschi, 1943.<\/p>\n<p><sup>3<\/sup> <em>Viv\u00eancia po\u00e9tica: ensaios.<\/em> Belo Horizonte: Imprensa Oficial, 1979.<\/p>\n<p><sup>4<\/sup> Ibib.<\/p>\n<p><sup>5<\/sup> Ibid.<\/p>\n<p><sup>6<\/sup> \u201cMorena e Clara\u201d, <em>O menino poeta.<\/em> Rio de Janeiro: Bedeschi, 1943.<\/p>\n<p><sup>7<\/sup> <em>O alvo humano.<\/em> S\u00e3o Paulo: 1973.<\/p>\n<p><sup>8<\/sup> Ibid.<\/p>\n<p><sup>9<\/sup> <em>Conv\u00edvio po\u00e9tico.<\/em> Belo Horizonte: Secretaria de Estado da Educa\u00e7\u00e3o, 1955.<\/p>\n<p><sup>10<\/sup> <em>Confiss\u00f5es de Santo Agostinho.<\/em> Porto: 1984.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Saudades de Henriqueta Ana Elisa Lisboa Gregori &nbsp; Em verdade, nasceu a menina na pia batismal. 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