{"id":24847,"date":"2021-03-29T17:34:41","date_gmt":"2021-03-29T20:34:41","guid":{"rendered":"https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/?p=24847"},"modified":"2024-01-23T12:17:13","modified_gmt":"2024-01-23T15:17:13","slug":"sinfonia-da-amazonia-paratexto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/antigo\/sinfonia-da-amazonia-paratexto\/","title":{"rendered":"Sinfonia da Amaz\u00f4nia &#8211; est\u00e1 a escutar?"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-20981 alignright\" src=\"https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/ll_25anos2-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/ll_25anos2-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/ll_25anos2-150x100.jpg 150w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/ll_25anos2-203x135.jpg 203w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/ll_25anos2-600x400.jpg 600w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/ll_25anos2.jpg 750w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>Lalau \u00e9 poeta e paulista, nascido em 1954. Seu nome verdadeiro \u00e9 L\u00e1zaro Sim\u00f5es Neto. Formou-se em Comunica\u00e7\u00e3o Social. Come\u00e7ou a escrever poesia para crian\u00e7as a partir de 1994, incentivado pelo seu grande mestre Jos\u00e9 Paulo Paes.<\/p>\n<p>Desde o come\u00e7o, publica seus livros em parceria com Laurabeatriz, que \u00e9 uma carioca que nasceu em 1949 e vive em S\u00e3o Paulo, \u00e9 artista pl\u00e1stica e ilustradora, apaixonada pela natureza e muito engajada em causas voltadas \u00e0 prote\u00e7\u00e3o do meio-ambiente.<\/p>\n<p>Juntos, os dois t\u00eam uma extensa publica\u00e7\u00e3o de livros de poesias infantis (mais de 40 t\u00edtulos) em diferentes editoras e pode-se dizer, sem medo de errar, que eles s\u00e3o respons\u00e1veis pelo primeiro contato de muitos brasileirinhos com a poesia.<\/p>\n<p>V\u00e1rias obras da dupla ganharam o selo Altamente Recomend\u00e1vel da FNLIJ. Pela editora Peir\u00f3polis, este \u00e9 o oitavo livro publicado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-24770 alignleft\" src=\"https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/1033632595-275x300.jpg\" alt=\"\" width=\"275\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/1033632595-275x300.jpg 275w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/1033632595-938x1024.jpg 938w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/1033632595-137x150.jpg 137w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/1033632595-768x838.jpg 768w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/1033632595-1407x1536.jpg 1407w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/1033632595-1877x2048.jpg 1877w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/1033632595-150x164.jpg 150w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/1033632595-203x222.jpg 203w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/1033632595-600x655.jpg 600w\" sizes=\"(max-width: 275px) 100vw, 275px\" \/><em><strong>Sinfonia<\/strong><\/em> \u2013 do grego &#8211; [\u03c3\u03c5\u03bc\u03c6\u03c9\u03bd\u03af\u03b1] &#8211; significa <em>Todos os sons juntos<\/em>, [\u03c3\u03c5\u03bc = <em>Syn]<\/em> e [\u03c6\u03c9\u03bd\u03af\u03b1 = <em>fonia<\/em>], sendo fonia o mesmo que fonos, aquele que produz qualquer coisa relativo ao som.<\/p>\n<p>No dicion\u00e1rio Uol &#8211; Michaelis &#8211; <em>Combina\u00e7\u00e3o de sons, toada agrad\u00e1vel e harmoniosa; harmonia, melodia, no sentido figurado: conjunto variado e harm\u00f4nico.<\/em><\/p>\n<p>J\u00e1 imaginou ouvir todos os sons da floresta Amaz\u00f4nica? Os barulhos do dia e da noite, os sussurros das \u00e1guas e dos ventos nas folhas das \u00e1rvores, as narrativas das lendas, as m\u00fasicas dos povos que habitam a imensa floresta, o sil\u00eancio das ra\u00edzes das \u00e1rvores e dos ru\u00eddos provocados por todo o tipo de animal \u2013 os que est\u00e3o no ch\u00e3o, nos ares, nas \u00e1guas e nas \u00e1rvores? Muito se fala sobre a diversidade da floresta, a necessidade de preserva\u00e7\u00e3o e sobre os riscos que se corre com os in\u00fameros desmatamentos e todo o tipo de rela\u00e7\u00e3o de explora\u00e7\u00e3o com aquele ambiente. Mas, o que comp\u00f5e essa diversidade e o que est\u00e1 em risco quando n\u00e3o cuidamos desse nosso tesouro natural e humano?<\/p>\n<p>\u00c9 disso que se trata Sinfonia da Amaz\u00f4nia. Um livro de poemas ilustrados que coloca uma lente de aumento em cada canto dessa enorme floresta. Aproxima o leitor, o faz mergulhar. Destrincha a diversidade, como se apresentasse cada instrumento que comp\u00f5e uma sinfonia. Na orquestra, todos os sons precisam estar juntos e s\u00e3o importantes: a aus\u00eancia de um se refletir\u00e1 em desarmonia para todos. Com delicadeza, Lalau e Laurabeatriz trazem um conceito importante para a conviv\u00eancia e para a preserva\u00e7\u00e3o do meio-ambiente: \u00e9 preciso que cada componente se mantenha vivo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h5 style=\"text-align: center;\">Com o livro em m\u00e3os (ou na tela)<\/h5>\n<h5>&nbsp;<\/h5>\n<h6>Primeiras aproxima\u00e7\u00f5es<\/h6>\n<p>Na capa, o leitor encontra tr\u00eas galos-da-serra, anunciando a sinfonia. Abaixo deles, v\u00ea-se o rio Amazonas, em uma de suas imagens mais famosas: visto de cima, em seu trajeto sinuoso. A capa \u00e9 portanto, um sobrevoo e um convite para entrar na floresta. O leitor vira as p\u00e1ginas iniciais e chega cada vez mais perto do seio da floresta.<\/p>\n<p>A dedicat\u00f3ria \u00e9, ao mesmo tempo, uma informa\u00e7\u00e3o e nos conta quais povos vivem na ali: os ribeirinhos, os ind\u00edgenas e os povos da floresta. Apenas uma frase e j\u00e1 um bom caldo para uma conversa: sabemos a diferen\u00e7a entre eles? O quanto conhecemos suas particularidades? Conhecer \u00e9 o primeiro passo para se saber sobre a import\u00e2ncia de preservar. A dedicat\u00f3ria tamb\u00e9m pode indicar ao leitor a motiva\u00e7\u00e3o que os autores tiveram para fazer o livro, que neste caso, pode girar em torno da valoriza\u00e7\u00e3o daqueles que vivem na Amaz\u00f4nia, seus povos, sua cultura e seu meio-ambiente. A presen\u00e7a da borboleta ao lado da dedicat\u00f3ria traz delicadeza e beleza. \u00c9 de fato delicado e belo conhecer todo esse ambiente, chegar perto, olhar para as riquezas com lente de aumento. Mas tamb\u00e9m pode fazer com o que o leitor pense na fragilidade. Ali, h\u00e1 muitas formas de vida que est\u00e3o amea\u00e7adas.<\/p>\n<p>O leitor segue e encontra a mesma imagem da capa, o rio majestoso, gigante, como uma grande serpente. Mas tamb\u00e9m se depara com uma esp\u00e9cie de encantamento: a presen\u00e7a do rio voador, que \u00e9 formado pela \u00e1gua que se evapora, vinda das muitas, milhares \u00e1rvores da floresta. Um rio voador que n\u00e3o se v\u00ea e que cobre boa parte do Brasil, garantindo mais humidade. Misto de natureza e sagrado. H\u00e1 tamb\u00e9m nessa imagem, uma esp\u00e9cie de vis\u00e3o do todo, como se ouv\u00edssemos a pr\u00f3pria sinfonia da Amaz\u00f4nia. No poema, o di\u00e1logo com a imagem, o conhecimento que vem carregado de poesia e, tamb\u00e9m, uma ideia crucial: ali, naquele ambiente, est\u00e3o as sementes, a promessa de bichos que ainda n\u00e3o existem. Cuidar da Amaz\u00f4nia \u00e9 cuidar das vidas porvir.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6>A sinfonia \u00e9 composta por diferentes sons, numa mesma toada<\/h6>\n<p>Nas p\u00e1ginas seguintes, o leitor se aproximar\u00e1 de cada instrumento, para conhecer melhor cada parte que comp\u00f5e o todo \u2013 uma toada harmoniosa.<\/p>\n<p>Ao passar as p\u00e1ginas e conhecer cada poema, escritos sempre em parelhas, ou seja, estrofes compostas por dois versos, formando no total, 4 estrofes, o conjunto de poemas imprime um ritmo pr\u00f3prio, uma harmonia nessa composi\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m pode chamar a aten\u00e7\u00e3o do leitor como o autor vai juntando diferentes elementos \u2013 flores, \u00e1rvores, peixes, p\u00e1ssaros, manifesta\u00e7\u00f5es culturais, povos que habitam a floresta, personagens de lendas. Isso \u00e9 bonito porque coloca todos esses elementos em uma sintonia, no mesmo grau de import\u00e2ncia, como uma sinfonia faz com todos os sons que a comp\u00f5e: nenhum \u00e9 mais importante do que outro, porque se n\u00e3o tivermos um \u00fanico som, n\u00e3o teremos a mesma sinfonia.<\/p>\n<p>O tra\u00e7ado de Laurabeatriz tamb\u00e9m contribui para essa experi\u00eancia com a diversidade: o leitor ora est\u00e1 no ar, no fundo de um rio, \u00e0 sombra das \u00e1rvores ou em um igarap\u00e9, observando uma palafita e suas longas \u201cpernas\u201d. Um convite a conhecer a Amaz\u00f4nia de perto, tanto por meio dos poemas, quanto das ilustra\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>A linguagem po\u00e9tica tamb\u00e9m convida a olhar para as met\u00e1foras, como nesses dois versos:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><em>chuva \u00e9 choro de lua<\/em><br \/>\n<em>suma\u00fama \u00e9 trov\u00e3o<\/em><\/p>\n<p>Por meio dessas met\u00e1foras, o leitor pode ser levado ao encontro de outra forma de entender os fen\u00f4menos da natureza, por exemplo: a chuva como manifesta\u00e7\u00e3o da lua, colocada aqui como um ser que tem sentimentos; ou aproximar-se de caracter\u00edsticas f\u00edsicas da suma\u00fama, \u00e1rvore gigantesca, cujo tamanho e presen\u00e7a podem ser comparados \u00e0 for\u00e7a de um trov\u00e3o. Assim, por meio da linguagem po\u00e9tica conhece-se um pouco mais sobre a floresta e a cultura de seus povos.<\/p>\n<p>Al\u00e9m das met\u00e1foras, outro aspecto que pode chamar a aten\u00e7\u00e3o do leitor, diz respeito \u00e0 sonoridade, ao ritmo do texto, dado ora pela presen\u00e7a das rimas, ora pela jun\u00e7\u00e3o de palavras que sustentam o mesmo tom.<\/p>\n<p>Como exemplo do primeiro caso:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><em>o que fazer amanh\u00e3,<\/em><br \/>\n<em>aruan\u00e3?<\/em><br \/>\n<em>barranco de rio,<\/em><br \/>\n<em>paix\u00e3o de matrinx\u00e3.<\/em><br \/>\n<em>maloca<\/em><br \/>\n<em>\u00e9 ninho de mandioca<\/em><br \/>\n<em>bois de Parintins<\/em><br \/>\n<em>bebem da pororoca.<\/em><\/p>\n<p>No segundo caso, pode-se observar como as palavras \u201csolo solit\u00e1rio\u201d parecem voar como uirapuru, pela presen\u00e7a repetida do S e do L, e pela pr\u00f3pria circularidade do verso:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><em>O solo solit\u00e1rio<\/em><br \/>\n<em>Do uirapuru<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><em>As rimas, por sua vez, podem estar emparelhadas ou alternadas.<\/em><br \/>\n<em>A estrofe:<\/em><br \/>\n<em>\u00f4, raimundo,<\/em><br \/>\n<em>aqui \u00e9 o quintal do mundo?<\/em><br \/>\n<em>\u00c9 exemplo de rima emparelhada (AA).<\/em><br \/>\n<em>Ao passo que, como rima alternada, tem-se, no mesmo poema:<\/em><br \/>\n<em>escorpi\u00f5es e aranhas<\/em><br \/>\n<em>comp\u00f5em a realeza.<\/em><br \/>\n<em>(&#8230;)<\/em><br \/>\n<em>jupar\u00e1 come flor<\/em><br \/>\n<em>tem fome de beleza.<\/em><\/p>\n<p>Outro aspecto que pode chamar a aten\u00e7\u00e3o do leitor est\u00e1 na presen\u00e7a da letra min\u00fascula em todo o poema, como se o autor n\u00e3o quisesse fazer nenhuma distin\u00e7\u00e3o entre todos os elementos que fazem parte da floresta. Dessa forma, n\u00e3o h\u00e1 a centralidade do humano, como estamos acostumados a ver no mundo ocidental. Como pode-se observar nos versos aqui citados, raimundo, embora seja nome pr\u00f3prio n\u00e3o est\u00e1 em mai\u00fascula. Ele \u00e9 t\u00e3o parte da floresta como o boto, a iara, o igarap\u00e9, a maloca, o galo-de-serra etc. Isso se coaduna com o jeito dos ind\u00edgenas e povos da floresta conceberem o mundo e estabelecerem rela\u00e7\u00e3o com a natureza: o homem \u00e9 parte dela e n\u00e3o est\u00e1 de fora, como aquele que pode domin\u00e1-la ou explor\u00e1-la.<\/p>\n<p>A leitura de Sinfonia da Amaz\u00f4nia, portanto, tem muitas camadas. \u00c9 uma experi\u00eancia est\u00e9tica, textualmente e visualmente falando: leva o leitor a experimentar uma s\u00e9rie de sentidos, sensa\u00e7\u00f5es e emo\u00e7\u00f5es diferentes quando l\u00ea. Ao mesmo, tempo, em que apresenta a floresta e seu cen\u00e1rio de um jeito especial, com ritmo, sonoridade, cores e formas; possibilita que o leitor reflita sobre a sua diversidade, a import\u00e2ncia da preserva\u00e7\u00e3o e outros modos de se relacionar com a natureza, bem como sobre a cultura dos povos que habitam a regi\u00e3o, abrindo espa\u00e7o para muitas conversas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6>Ampliando o repert\u00f3rio verbal<\/h6>\n<p>Como j\u00e1 \u00e9 praxe em muitos t\u00edtulos da dupla, o livro traz informa\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas sobre o tema que abarca. Nesse caso, os autores elaboraram um rico gloss\u00e1rio dos termos que aparecem nos poemas e que podem ser desconhecidos do leitor. Essa, inclusive, \u00e9 uma informa\u00e7\u00e3o que pode ser compartilhada desde o in\u00edcio de uma leitura mediada, por exemplo. Para que aqueles acompanhem a leitura possam mergulhar nos ritmos e sensa\u00e7\u00f5es que o texto e a ilustra\u00e7\u00e3o provocam, sem se preocupar com o entendimento de tudo o que est\u00e1 escrito. Esse entendimento poder\u00e1 vir pelo contexto da leitura, ou mesmo alcan\u00e7ado ao final, quando se poder\u00e1 acessar o gloss\u00e1rio e ampliar tanto o repert\u00f3rio verbal, quanto o que se sabe sobre essa imensa e diversa floresta amaz\u00f4nica.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<a href=\"https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/antigo\/lalau-e-laurabeatriz-a-poesia-que-vem-da-natureza\/\" class=\"sc_button sc_button_square sc_button_style_border sc_button_size_large aligncenter\" style=\"color:orange;\"> Conhe\u00e7a tamb\u00e9m &#8211; Lalau e Laurabeatriz: a poesia que vem da natureza<\/a>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Lalau \u00e9 poeta e paulista, nascido em 1954. Seu nome verdadeiro \u00e9 L\u00e1zaro Sim\u00f5es Neto. Formou-se em Comunica\u00e7\u00e3o Social. 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