{"id":29775,"date":"2022-10-25T18:05:26","date_gmt":"2022-10-25T21:05:26","guid":{"rendered":"https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/?p=29775"},"modified":"2025-06-24T17:48:47","modified_gmt":"2025-06-24T20:48:47","slug":"madrinha-lua-poesia-contemporanea","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/antigo\/curadoria-madrinha-lua\/","title":{"rendered":"Curadoria: Madrinha Lua &#8211; poesia contempor\u00e2nea na escola"},"content":{"rendered":"<h1 style=\"text-align: center;\">Curadoria: Madrinha Lua &#8211; poesia contempor\u00e2nea na escola<\/h1>\n<p>Para apoiar os educadores na escolha dos t\u00edtulos a serem trabalhados nas escolas, a Editora Peir\u00f3polis est\u00e1 desenvolvendo uma proposta de curadoria de leituras. A cada m\u00eas, ser\u00e1 enviada \u00e0s escolas uma publica\u00e7\u00e3o digital com foco em um tema. A partir desse foco, elegemos uma \u201cfam\u00edlia\u201d de obras que dialogam com o assunto, buscando apresent\u00e1-las, contextualizar sua pertin\u00eancia e sugerir propostas para serem desenvolvidas com os estudantes. O material \u00e9 elaborado por especialistas de acordo com as habilidades e compet\u00eancias previstas na BNCC.<\/p>\n<p>A curadoria aborda a leitura da <strong>poesia contempor\u00e2nea na escola<\/strong>, apresentando os livros de poetas brasileiras que fazem parte da <strong>Biblioteca Madrinha Lua<\/strong>, e oferecendo caminhos para a sua frui\u00e7\u00e3o. Para al\u00e9m da amplia\u00e7\u00e3o do repert\u00f3rio po\u00e9tico, o contato com a produ\u00e7\u00e3o po\u00e9tica contempor\u00e2nea pode ter uma for\u00e7a mobilizadora e impulsionadora de muitas quest\u00f5es que dizem respeito \u00e0 vida e ao futuro da juventude. Desse modo, \u00e9 capaz de estabelecer di\u00e1logos f\u00e9rteis e engajar jovens leitores e leitoras na leitura desse g\u00eanero t\u00e3o antigo e que continua t\u00e3o forte entre n\u00f3s.<\/p>\n<p>Essa curadoria foi desenvolvida por Ana Elisa Ribeiro, coordenadora da Biblioteca, professora de l\u00edngua portuguesa e pesquisadora da edi\u00e7\u00e3o no Cefet-MG, com contribui\u00e7\u00f5es de Ana Carolina Carvalho, mestre em Educa\u00e7\u00e3o (Unicamp) e Psic\u00f3loga (USP).<\/p>\n<h2 style=\"text-align: center;\">Baixe, leia, compartilhe.<\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/antigo\/curadoria-madrinha-lua-2\/\" class=\"pdfemb-viewer\" style=\"height: 800px; \" data-width=\"max\" data-height=\"800\" data-mobile-width=\"500\"  data-scrollbar=\"none\" data-download=\"off\" data-tracking=\"on\" data-newwindow=\"on\" data-pagetextbox=\"off\" data-scrolltotop=\"off\" data-startzoom=\"100\" data-startfpzoom=\"100\" data-toolbar=\"both\" data-toolbar-fixed=\"off\">Curadoria - Madrinha Lua: poesia contempor\u00e2nea - Peir\u00f3polis<br\/><\/a><a href=\"https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/antigo\/curadoria-madrinha-lua-2\/\" class=\"sc_button sc_button_square sc_button_style_default sc_button_size_small aligncenter\">Clique aqui para baixar ou visualizar<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2>A leitura de literatura e a forma\u00e7\u00e3o dos leitores na escola de hoje<\/h2>\n<p style=\"text-align: right;\">por Ana Carolina Carvalho<\/p>\n<p>H\u00e1 um sopro de renova\u00e7\u00e3o nos curr\u00edculos de leitura nas escolas, por conta da publica\u00e7\u00e3o e divulga\u00e7\u00e3o da <a href=\"http:\/\/download.basenacionalcomum.mec.gov.br\/\">BNCC<\/a>, bem como da necessidade de as escolas p\u00fablicas e particulares brasileiras revisarem seus curr\u00edculos.<\/p>\n<h3>E o que se renova?<\/h3>\n<p>Primeiramente, o lugar do leitor. Aquela ideia do estudante passivo que conhecia as correntes liter\u00e1rias, lia alguns can\u00f4nicos \u2013 ou o resumo deles \u2013 \u00e9 coisa do passado. O leitor, al\u00e9m de solicitado a estabelecer rela\u00e7\u00f5es com sua pr\u00f3pria vida, suas leituras anteriores, seu entorno e os contextos de produ\u00e7\u00e3o das obras liter\u00e1rias, \u00e9 tamb\u00e9m autor e produtor\/consumidor das produ\u00e7\u00f5es art\u00edstico-liter\u00e1rias. Desse modo, \u00e9 desej\u00e1vel uma <strong>hibridiza\u00e7\u00e3o de pap\u00e9is<\/strong>. Entendemos que essa necessidade de forma\u00e7\u00e3o desse a leitor\/autor\/produtor\/consumidor inclui a circula\u00e7\u00e3o de<strong> pr\u00e1ticas contempor\u00e2neas de linguagem<\/strong> nas escolas, com destaque para as culturas juvenis, os novos letramentos, os multiletramentos. Assim, ganham espa\u00e7o na escola participa\u00e7\u00f5es em eventos como: saraus, competi\u00e7\u00f5es orais, audi\u00e7\u00f5es, mostras, festivais, feiras culturais e liter\u00e1rias, rodas e clubes de leitura, cooperativas culturais, jograis, repentes,&nbsp;<em>slams<\/em>, para que se possa socializar tanto leituras de obras consagradas, como tamb\u00e9m as de autoria dos estudantes, em diferentes formatos: poemas, contos e suas variedades, roteiros e microrroteiros, videominutos,&nbsp;<em>playlists<\/em>&nbsp;comentadas de m\u00fasica etc.<\/p>\n<p>Faz parte do processo de forma\u00e7\u00e3o deste leitor\/autor\/produtor\/consumidor o alargamento das \u201crefer\u00eancias est\u00e9ticas, \u00e9ticas e pol\u00edticas que cercam a produ\u00e7\u00e3o e recep\u00e7\u00e3o de discursos, ampliando as possibilidades de frui\u00e7\u00e3o, de constru\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o de conhecimentos, de compreens\u00e3o cr\u00edtica e interven\u00e7\u00e3o na realidade e de participa\u00e7\u00e3o social dos jovens, nos \u00e2mbitos da cidadania, do trabalho e dos estudos\u201d. (BRASIL, 2018, p.490)<\/p>\n<p>Portanto, al\u00e9m do lugar de leitor, renovam-se os acervos, com especial aten\u00e7\u00e3o aos cl\u00e1ssicos, mas tamb\u00e9m \u00e0 produ\u00e7\u00e3o contempor\u00e2nea. E dentro dessa produ\u00e7\u00e3o, observamos uma amplia\u00e7\u00e3o de vozes: femininas, negras, ind\u00edgenas e dos canais de publica\u00e7\u00e3o \u2013 n\u00e3o apenas a produ\u00e7\u00e3o reconhecida e divulgada pelo mercado editorial, mas o que ganha espa\u00e7o em outros canais: blogs, vlogs e cole\u00e7\u00f5es com car\u00e1ter mais independente, como a <em>Biblioteca Madrinha Lua<\/em>, organizada pela Peir\u00f3polis e que visa reunir algumas das poetas contempor\u00e2neas que est\u00e3o nas brechas, nas frestas e nas fendas do debate liter\u00e1rio mais amplo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2>Ler poesia contempor\u00e2nea na escola<\/h2>\n<p style=\"text-align: right;\">por Ana Elisa Ribeiro<\/p>\n<p>A poesia \u00e9 um g\u00eanero liter\u00e1rio muito antigo, h\u00e1 tempos protagonista entre as outras formas liter\u00e1rias existentes, mas que tamb\u00e9m convive com uma diversidade interna. O que \u00e9 isso? \u00c9 dizer que h\u00e1 tipos de poesia, formas de poesia, modalidades que convivem h\u00e1 tempos imemoriais e que continuam presentes hoje, em nossa sociedade.<\/p>\n<p>Embora atualmente possamos pensar primeiro na poesia que vem dos livros, como \u00e9 o caso da&nbsp;<em>Biblioteca Madrinha Lua<\/em>, esse g\u00eanero tamb\u00e9m vem da oralidade, transita como poucos entre as duas possibilidades. Podemos falar, por exemplo, de uma poesia mais cl\u00e1ssica, ocupada da metrifica\u00e7\u00e3o e da rima, e podemos tamb\u00e9m falar do verso livre, de p\u00e9 quebrado, sem perder o ritmo e a cad\u00eancia, escritos ou falados. Podemos falar tamb\u00e9m no cordel, express\u00e3o considerada popular e extremamente forte em nossa cultura. A poesia tamb\u00e9m est\u00e1 na m\u00fasica, em muitos estilos, cantada, falada, recitada. Pode-se ler poesia, falar poesia, declamar poesia, menos ou mais teatralmente. Muitas performances s\u00e3o poss\u00edveis, assim como \u00e9 poss\u00edvel que existam livros de poesia que servem melhor \u00e0 leitura silenciosa, funcionam melhor vistos-lidos, enquanto outros podem e devem ser tamb\u00e9m falados\/ouvidos.<\/p>\n<p>Nos dias de hoje, a poesia continua forte entre n\u00f3s, tanto nos livros, que s\u00e3o publicados em n\u00famero consider\u00e1vel, em especial por casas editoriais pequenas, e na internet, quanto na arte de rua, nas interven\u00e7\u00f5es urbanas, nas batalhas, nos <em>slams<\/em>. Embora seja um g\u00eanero \u00e0s vezes evitado na escola, especialmente \u00e0 medida que os alunos ficam mais velhos, trata-se de uma das express\u00f5es art\u00edsticas mais circulantes e populares que h\u00e1, capaz de mobilizar, politizar, fazer pensar, mover e demover, arrebatar, e n\u00e3o apenas romanticamente.<\/p>\n<p>H\u00e1 algumas d\u00e9cadas, \u00e9 not\u00e1vel a presen\u00e7a da poesia na internet: em blogs de poetas que ensaiam seus textos ali, em sites especializados, em e-books autopublicados, em espa\u00e7os de poesia estritamente digital, isto \u00e9, uma poesia feita com os recursos desse ambiente e que s\u00f3 existem ali.<\/p>\n<p>\u00c9 muito interessante verificar as ambiguidades que a poesia guarda como g\u00eanero em circula\u00e7\u00e3o. Ao mesmo tempo que poetas sentem mais dificuldade de encontrar grandes editoras que invistam em suas obras, h\u00e1 e sempre houve uma movimenta\u00e7\u00e3o independente muito poderosa, que p\u00f4s no mundo poesia em livros algumas vezes prec\u00e1rios, em livros feitos \u00e0 m\u00e3o, em obras com poucos exemplares, mas que ganharam tanta import\u00e2ncia quanto outros livros mais convencionais. Na atualidade, uma das possibilidades interessantes da poesia \u00e9 o livro \u201ccartonero\u201d, que, mais do que um tipo de publica\u00e7\u00e3o, chega a ser uma esp\u00e9cie de movimento pela publica\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel e artesanal.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m \u00e9 interessante notar que embora todo e toda poeta ou\u00e7am que \u201cpoesia n\u00e3o vende\u201d, \u00e9 justamente esse o g\u00eanero que mais concorre em concursos e pr\u00eamios liter\u00e1rios, por exemplo. Num dos maiores pr\u00eamios do Brasil, o Jabuti, a quantidade de livros de poesia supera em mais que o dobro o n\u00famero de romances concorrentes, \u00e0s vezes o triplo, dependendo do concurso. \u00c9 sinal de que a poesia persiste, atravessa muitas quest\u00f5es que poderiam intimid\u00e1-la, mas ela n\u00e3o se intimida. Ela encontra jeitos de existir e de chegar a leitores e leitoras, mesmo quando \u00e9 desconsiderada pelo \u201cmercado\u201d.<\/p>\n<h3>E na escola?<\/h3>\n<p>A escola tem de lidar, todos os dias, com press\u00f5es e tens\u00f5es que v\u00eam de fora, mas que tamb\u00e9m existem internamente. \u00c9 comum que essas tens\u00f5es sejam amb\u00edguas, a exemplo do que ocorre com a leitura liter\u00e1ria. Ao mesmo tempo que as leituras do c\u00e2none s\u00e3o criticadas e acusadas de serem dif\u00edceis e desestimularem o gosto pela leitura, h\u00e1 quem ache que apenas o que for can\u00f4nico deve ocupar o tempo e o espa\u00e7o da escola.<\/p>\n<p>Por outro lado, enquanto alguns dizem que a literatura contempor\u00e2nea seria mais adequada para o incentivo \u00e0 leitura, trazendo proximidade e frescor aos jovens, h\u00e1 quem julgue que uma literatura ainda viva, que n\u00e3o passou por certos crivos e ainda n\u00e3o se canonizou, n\u00e3o serve para estar dentro da escola.<\/p>\n<p>\u00c9 dif\u00edcil atuar nessa diverg\u00eancia, ora tentando atrair jovens para a leitura que pare\u00e7a mais interessante, ora tendo de apresentar a eles textos mais tradicionais, j\u00e1 legitimados em muitas inst\u00e2ncias. No entanto, o que pensamos \u00e9 que este \u00e9 mais um campo ao qual faria bem o equil\u00edbrio. Pensar de maneira n\u00e3o excludente pode ser favor\u00e1vel a todos e todas, isto \u00e9, buscando, na pr\u00e1tica, conciliar o novo e o tradicional, inclusive abordando suas influ\u00eancias e heran\u00e7as.<\/p>\n<p>Enfrentando o preconceito e o desconhecimento daqueles e daquelas que, de fato, t\u00eam pouco envolvimento com a educa\u00e7\u00e3o e a literatura, pode ser muito importante que a escola concilie propostas de leitura de autores e autoras contempor\u00e2neos, talvez at\u00e9 em di\u00e1logos pr\u00f3ximos com eles ou elas, sem deixar de relacionar o que \u00e9 feito hoje \u00e0 exist\u00eancia de tradi\u00e7\u00f5es e obras relevantes do passado, certamente lidas por muitos escritores e escritoras vivos\/as.<\/p>\n<p>H\u00e1 ainda uma quest\u00e3o importante, que n\u00e3o podemos deixar de expressar: a escola \u00e9 uma inst\u00e2ncia legitimadora dos textos liter\u00e1rios e de seus autores e suas autoras. N\u00e3o basta apenas receber, passivamente, o que j\u00e1 foi considerado bom e can\u00f4nico. A escola \u00e9 ativa nessa fun\u00e7\u00e3o e ajuda a chancelar e a dar a conhecer a literatura, mesmo no momento exato em que ela \u00e9 produzida. A escola pode (e deve) estar em di\u00e1logo com a produ\u00e7\u00e3o contempor\u00e2nea, inclusive porque essa produ\u00e7\u00e3o pode ter uma for\u00e7a mobilizadora e impulsionadora de muitas quest\u00f5es que dizem respeito \u00e0 vida e ao futuro da juventude.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2>Conhecendo a cole\u00e7\u00e3o, as poetas e seus livros<\/h2>\n<p>A <em>Biblioteca Madrinha Lua<\/em> \u00e9 uma cole\u00e7\u00e3o de poesia contempor\u00e2nea de autoria feminina inspirada numa das mais importantes poetas brasileiras do s\u00e9culo XX: Henriqueta Lisboa. Para saber mais sobre a poeta, sua trajet\u00f3ria e obra, clique: <a href=\"https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/antigo\/henriqueta-lisboa-vida-e-obra\/\">https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/antigo\/henriqueta-lisboa-vida-e-obra\/<\/a>.<\/p>\n<p>A cole\u00e7\u00e3o \u00e9 coordenada pela poeta Ana Elisa Ribeiro, que nos explica um pouco mais sobre a publica\u00e7\u00e3o: \u201cA primeira safra de livros da <em>Biblioteca Madrinha Lua<\/em> conta com oito obras de oito autoras brasileiras. Algumas delas optaram por produzir livros novos, in\u00e9ditos, especialmente para a cole\u00e7\u00e3o, como \u00e9 o caso de L\u00edria Porto, Adriane Garcia ou Mariana Ianelli. Outras reuniram poemas in\u00e9ditos e poemas j\u00e1 publicados, em outros livros ou em peri\u00f3dicos e na web, compondo um conjunto que s\u00f3 existe na <em>Madrinha Lua<\/em>.<\/p>\n<p>Cada autor ou autora tem seu processo criativo, mas \u00e9 comum que a poesia v\u00e1 sendo escrita ao longo dos anos e, na hora em que se decide publicar, os textos sejam relidos e reunidos em um conjunto. Outro modo de fazer \u00e9 produzir um livro mais tem\u00e1tico ou com algum prop\u00f3sito mais projetado, como foi com Adriane Garcia e Lubi Prates.<\/p>\n<p>Os livros da <em>Biblioteca Madrinha Lua<\/em> s\u00e3o muito diferentes entre si. Como todas as autoras s\u00e3o poetas experimentadas, embora nem sempre sejam famosas ou midi\u00e1ticas, elas sabem manejar a palavra, mas n\u00e3o apenas. Elas conduzem seus conjuntos de textos, comp\u00f5em seus livros e t\u00eam forte intencionalidade. Adriane Garcia quis p\u00f4r seu foco na natureza, na ecologia; Lubi Prates traz quest\u00f5es raciais e identit\u00e1rias; Fernanda Bastos vem com a ambienta\u00e7\u00e3o carnavalesca para tamb\u00e9m tocar em quest\u00f5es de nossa sociedade, Amanda Ribeiro toca em quest\u00f5es de amor e sexualidade, e assim por diante.\u201d<\/p>\n<h3>Quem s\u00e3o as poetas? Vamos conhec\u00ea-las um pouco mais<\/h3>\n<p>Nas palavras de Ana Elisa Ribeiro: \u201cas oito autoras que abrem a <em>Biblioteca Madrinha Lua<\/em> s\u00e3o mulheres brasileiras cujos projetos de vida envolvem a atividade de serem escritoras, publicarem seus livros e participarem do debate liter\u00e1rio nacional. S\u00e3o um grupo heterog\u00eaneo: algumas bem jovens, um pouco acima dos vinte anos, e outras mais maduras, com mais de trinta, quarenta ou sessenta anos. Elas v\u00eam das capitais e do interior dos estados de Minas Gerais, Rio Grande do Sul, S\u00e3o Paulo e Rio Grande do Norte. Al\u00e9m de podermos ler seus textos, nos envolvendo com suas vozes l\u00edricas t\u00e3o diversas, tamb\u00e9m temos a chance de, nos<em> videopoemas<\/em>, ouvir seus falares e seus sotaques, com seus timbres muito pr\u00f3prios. S\u00e3o mulheres de ra\u00e7as, credos, forma\u00e7\u00f5es, profiss\u00f5es e orienta\u00e7\u00f5es sexuais diversos, e certamente ser\u00e1 poss\u00edvel depreender isso de seus poemas, embora devamos evitar dois extremos da leitura liter\u00e1ria: colar suas biografias a seus textos ou ler os poemas como se nada neles dissesse respeito a quem os escreve.<\/p>\n<p>As poetas da <em>Madrinha Lua<\/em> s\u00e3o j\u00e1 autoras de alguns t\u00edtulos, em muitos casos receberam pr\u00eamios e reconhecimentos importantes por suas obras, t\u00eam publicado com relativa frequ\u00eancia e, aqui reunidas, queremos que elas ganhem ainda mais for\u00e7a.\u201d<\/p>\n<h4>&nbsp;<\/h4>\n<h4><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-33315\" src=\"https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/1-300x193.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"193\" srcset=\"https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/1-300x193.png 300w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/1-1024x658.png 1024w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/1-150x96.png 150w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/1-768x493.png 768w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/1-203x130.png 203w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/1-600x385.png 600w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/1.png 1090w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/h4>\n<h4>Adriane Garcia<\/h4>\n<p>Nasceu em Belo Horizonte em 1973, Adriane Garcia \u00e9 poeta, escritora, teatroeducadora e atriz brasileira. Publicou diversos livros entre eles: <em>F\u00e1bulas para adulto perder o sono<\/em> (Pr\u00eamio Paran\u00e1 de Literatura, 2013), <em>O nome do mundo<\/em> (Armaz\u00e9m da Cultura, 2014), <em>S\u00f3 com peixes<\/em> (Confraria do vento, 2015).<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/antigo\/produto\/estive-no-fim-do-mundo-e-me-lembrei-de-voce\/\"><em>Estive no fim do mundo e me lembrei de voc\u00ea<\/em><\/a> \u00e9 seu t\u00edtulo na Cole\u00e7\u00e3o Biblioteca Madrinha Lua.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-33317\" src=\"https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/3-1-300x193.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"193\" srcset=\"https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/3-1-300x193.png 300w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/3-1-1024x658.png 1024w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/3-1-150x96.png 150w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/3-1-768x493.png 768w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/3-1-203x130.png 203w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/3-1-600x385.png 600w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/3-1.png 1090w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/> Amanda Ribeiro<\/h4>\n<p>Nasceu em Belo Horizonte em 1989. \u00c9 mestre em Estudos de Linguagem pelo CEFET-MG, professora, poeta e videopoeta. \u00c9 autora de <em>Livre \u00e9 abelha<\/em> (Impress\u00f5es de Minas, 2018). Ministra minicursos e oficinas sobre videopoesia e edi\u00e7\u00e3o de livros para crian\u00e7as.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/antigo\/produto\/maquina-de-costurar-concreto\/\"><em>M\u00e1quina de costurar concreto<\/em><\/a> \u00e9 o t\u00edtulo de sua autoria publicado na Cole\u00e7\u00e3o Biblioteca Madrinha Lua.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-33316\" src=\"https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/2-300x193.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"193\" srcset=\"https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/2-300x193.png 300w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/2-1024x658.png 1024w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/2-150x96.png 150w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/2-768x493.png 768w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/2-203x130.png 203w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/2-600x385.png 600w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/2.png 1090w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/> Fernanda Bastos&nbsp;<\/h4>\n<p>Nasceu em Porto Alegre em 1988. \u00c9 jornalista, tradutora e editora de livros. \u00c9 autora dos livros <em>Dessa Cor<\/em> (2018) e <em>Eu vou piorar<\/em> (2020), ambos publicados pela editora Figuras de Linguagem.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/antigo\/produto\/selfie-purpurina\/\"><em>Selfie-Purpurina<\/em><\/a> \u00e9 o t\u00edtulo de sua autoria publicado na Cole\u00e7\u00e3o Biblioteca Madrinha Lua da editora Peir\u00f3polis.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-33318\" src=\"https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/4-1-300x193.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"193\" srcset=\"https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/4-1-300x193.png 300w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/4-1-1024x658.png 1024w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/4-1-150x96.png 150w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/4-1-768x493.png 768w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/4-1-203x130.png 203w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/4-1-600x385.png 600w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/4-1.png 1090w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/> L\u00edria Porto<\/h4>\n<p>Mineira de Araguari, nascida em 1945, L\u00edria Porto \u00e9 poeta e professora aposentada. Publicou B<em>orboleta desfolhada, de lua<\/em>, <em>Asa de Passarinho<\/em>, <em>Garimpo<\/em> (finalista do pr\u00eamio Jabuti de poesia, 2015), <em>Cadela Prateada<\/em>, <em>Olho Nu<\/em> e <em>Nem cai nem haicai<\/em>.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/antigo\/produto\/quem-tem-pena-de-passarinho-e-passarinho\/\"><em>Quem tem pena de passarinho \u00e9 passarinho<\/em><\/a> \u00e9 o livro da autora na Cole\u00e7\u00e3o Biblioteca Madrinha Lua.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-33319\" src=\"https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/5-300x193.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"193\" srcset=\"https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/5-300x193.png 300w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/5-1024x658.png 1024w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/5-150x96.png 150w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/5-768x493.png 768w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/5-203x130.png 203w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/5-600x385.png 600w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/5.png 1090w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/> Lubi Prates<\/h4>\n<p>Nascida em S\u00e3o Paulo, em 1986, Lubi Prates \u00e9 poeta, tradutora, editora e curadora de literatura. Publicou <em>Cora\u00e7\u00e3o na boca<\/em> (2012), e <em>Triz<\/em> (2016) e <em>Um corpo negro<\/em> ( 2018, finalista do 4o Pr\u00eamio Rio de Literatura e do 61\u00ba Pr\u00eamio Jabuti, traduzido em v\u00e1rios pa\u00edses). \u00c9 fundadora da nosotros, editorial e editora da revista liter\u00e1ria Par\u00eantesis.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/antigo\/produto\/ate-aqui\/\"><em>At\u00e9 aqui<\/em><\/a> \u00e9 o t\u00edtulo da autora na Cole\u00e7\u00e3o Biblioteca Madrinha Lua.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-33313\" src=\"https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/7-300x193.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"193\" srcset=\"https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/7-300x193.png 300w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/7-1024x658.png 1024w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/7-150x96.png 150w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/7-768x493.png 768w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/7-203x130.png 203w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/7-600x385.png 600w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/7.png 1090w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/> Mariana Ianelli&nbsp;<\/h4>\n<p>Nascida em 1979, em S\u00e3o Paulo, Mariana \u00e9 poeta, ensa\u00edsta, cronista e cr\u00edtica liter\u00e1ria brasileira. Graduada em jornalismo e mestre em Literatura e Cr\u00edtica Liter\u00e1ria, \u00e9 autora de vasta obra de poesia.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/antigo\/produto\/vida-dupla\/\"><em>Vida Dupla<\/em><\/a> \u00e9 o t\u00edtulo de sua autoria na Cole\u00e7\u00e3o Biblioteca Madrinha Lua.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-33312\" src=\"https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/6-300x193.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"193\" srcset=\"https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/6-300x193.png 300w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/6-1024x658.png 1024w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/6-150x96.png 150w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/6-768x493.png 768w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/6-203x130.png 203w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/6-600x385.png 600w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/6.png 1090w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/> Mar\u00edlia Flo\u00f4r Kosby<\/h4>\n<p>Nascida em Arroio Grande (RS) em 1984, \u00e9 autora dos livros de poemas&nbsp;<em>Mugido&nbsp;[ou di\u00e1rio de uma doula]<\/em> (2017),&nbsp;<em>Os baob\u00e1s do fim do mundo<\/em>&nbsp;(2011),&nbsp;<em>Siete colores&nbsp;e Um pote cheio de acasos<\/em>&nbsp;(2013). \u00c9 doutora em Antropologia Social e atua tamb\u00e9m como compositora, participando de festivais de m\u00fasica popular.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/antigo\/produto\/genealogia-das-mulas\/\"><em>Genealogia das mulas<\/em><\/a> \u00e9 o t\u00edtulo de sua autoria na Cole\u00e7\u00e3o Biblioteca Madrinha Lua.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-33314\" src=\"https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/8-300x193.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"193\" srcset=\"https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/8-300x193.png 300w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/8-1024x658.png 1024w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/8-150x96.png 150w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/8-768x493.png 768w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/8-203x130.png 203w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/8-600x385.png 600w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/8.png 1090w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>Regina Azevedo<\/h4>\n<p>Nascida em Natal (RN), no ano 2000, Regina Azevedo publicou diversos livros de poemas:<em> Pirueta<\/em> (2017), <em>Vermelho Fogo<\/em> (2021) e<em> Carca\u00e7a<\/em> (2021). Integra a antologia <em>as 29 poetas hoje<\/em>, organizada por Helo\u00edsa Buarque de Holanda e publicada em 2021 pela Companhia das Letras.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/antigo\/produto\/lanca-chamas\/\"><em>Lan\u00e7a chamas<\/em><\/a> \u00e9 o t\u00edtulo de sua autoria publicado na Cole\u00e7\u00e3o Biblioteca Madrinha Lua.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-34908\" src=\"https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/Jaqueline-Conte-curadoria-300x220.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"220\" srcset=\"https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/Jaqueline-Conte-curadoria-300x220.png 300w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/Jaqueline-Conte-curadoria-150x110.png 150w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/Jaqueline-Conte-curadoria-768x564.png 768w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/Jaqueline-Conte-curadoria-203x149.png 203w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/Jaqueline-Conte-curadoria-600x441.png 600w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/Jaqueline-Conte-curadoria.png 825w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>Jaqueline Conte<\/strong><\/h4>\n<p>Nascida em Maring\u00e1 (PR) \u00e9 jornalista, escritora infantojuvenil e poeta. Publicou <em>Na casa amarela do vov\u00f4: e outros poemas para brincar<\/em>, editado no Brasil (Pega\u00ed e SESC) e em Portugal (Trinta por Uma Linha); <em>Passarinho \u00e0s oito e pouco<\/em> (Insight); <em>Os jornais de Geraldine<\/em> (Arte &amp; Letra), entre outros.<br \/>\n<em>Dester\u00eancia<\/em> \u00e9 o t\u00edtulo de sua autoria publicado na Cole\u00e7\u00e3o Biblioteca Madrinha Lua.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-34909\" src=\"https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/Prisca-Augustoni-curadoria-300x220.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"220\" srcset=\"https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/Prisca-Augustoni-curadoria-300x220.png 300w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/Prisca-Augustoni-curadoria-150x110.png 150w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/Prisca-Augustoni-curadoria-768x564.png 768w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/Prisca-Augustoni-curadoria-203x149.png 203w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/Prisca-Augustoni-curadoria-600x440.png 600w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/Prisca-Augustoni-curadoria.png 823w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>Prisca Agustoni<\/strong><\/h4>\n<p>Nascida na Sui\u00e7a e vivendo em Juiz de Fora (MG) desde 2002, Prisca \u00e9 tradutora, poeta, cr\u00edtica liter\u00e1ria e escreve poesia e prosa em italiano, franc\u00eas e portugu\u00eas. Com seu livro <em>O gosto amargo dos metais<\/em> (7Letras, 2022) ganhou o Pr\u00eamio Cidade de Belo Horizonte (2022) e o Pr\u00eamio Oceanos\/poesia 2023.<br \/>\n<em>Arqueologias<\/em> \u00e9 o t\u00edtulo de sua autoria publicado na Cole\u00e7\u00e3o Biblioteca Madrinha Lua.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-34910\" src=\"https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/Tatiana-Nascimento-curadoria-300x225.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/Tatiana-Nascimento-curadoria-300x225.png 300w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/Tatiana-Nascimento-curadoria-150x112.png 150w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/Tatiana-Nascimento-curadoria-768x575.png 768w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/Tatiana-Nascimento-curadoria-203x152.png 203w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/Tatiana-Nascimento-curadoria-600x449.png 600w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/Tatiana-Nascimento-curadoria.png 823w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>Tatiana Nascimento<\/strong><\/h4>\n<p>Nascida em Bras\u00edlia, em 1981, tatiana \u00e9 poeta, slammer, cantora e compositora. Aos 35 anos, publicou lundu, sua primeira colet\u00e2nea de poesias. \u00c9 autora de<em> esbo\u00e7o<\/em> (2016), <em>mil994<\/em> (2018), <em>um sopro de vida no meio da morte e cu\u00edrlombismo liter\u00e1rio: poesia negra lgbtqi+ desorbitando o paradigma da dor<\/em>, e <em>07 notas sobre o apocalipse, ou, poemas para o fim do mundo<\/em> (2019).<br \/>\n<em>um eb\u00f3 di boca y otros [sil\u00eancios]<\/em> \u00e9 o t\u00edtulo de sua autoria publicado na Cole\u00e7\u00e3o Biblioteca Madrinha Lua.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2>A leitura de poemas e seus desdobramentos: propostas para a escola<\/h2>\n<p>Literatura e poesia na <a href=\"http:\/\/basenacionalcomum.mec.gov.br\/images\/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf\">BNCC<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">por Ana Elisa Ribeiro<\/p>\n<p>A palavra&nbsp;literatura&nbsp;aparece 60 vezes nas 600 p\u00e1ginas da Base Nacional Comum Curricular. Embora isso nos pare\u00e7a pouco, dada a magnitude do documento, \u00e9 importante notar que&nbsp;literatura&nbsp;aparece desde a educa\u00e7\u00e3o infantil at\u00e9 o ensino m\u00e9dio, aumentando a amplitude e a complexidade das propostas ou das recomenda\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Na educa\u00e7\u00e3o infantil, fala-se em media\u00e7\u00e3o, desenvolvimento do gosto, amplia\u00e7\u00e3o do conhecimento de mundo e est\u00edmulo \u00e0 imagina\u00e7\u00e3o (ver p. 42). No ensino fundamental, mais especificamente no ensino de linguagens e suas tecnologias, a&nbsp;literatura&nbsp;aparece mais, por exemplo, como mote ou gatilho para a produ\u00e7\u00e3o de outros g\u00eaneros discursivos, inclusive e principalmente multim\u00eddia. \u00c0 p\u00e1gina 74, em um quadro sobre pr\u00e1ticas leitoras, uso e reflex\u00e3o,&nbsp;literatura&nbsp;aparece no item de ades\u00e3o \u00e0s pr\u00e1ticas de leitura, no seguinte contexto:<\/p>\n<ul>\n<li>Mostrar-se interessado e envolvido pela leitura de livros de literatura, textos de divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e\/ou textos jornal\u00edsticos que circulam em v\u00e1rias m\u00eddias.<\/li>\n<li>Mostrar-se ou tornar-se receptivo a textos que rompam com seu universo de expectativa, que representem um desafio em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s suas possibilidades atuais e suas experi\u00eancias anteriores de leitura, apoiando-se nas marcas lingu\u00edsticas, em seu conhecimento sobre os g\u00eaneros e a tem\u00e1tica e nas orienta\u00e7\u00f5es dadas pelo professor.<\/li>\n<\/ul>\n<p>O destaque a este trecho da BNCC tem um objetivo: embora a literatura apare\u00e7a ali como um item pouco especial em rela\u00e7\u00e3o a outros, o par\u00e1grafo seguinte menciona a import\u00e2ncia de que os e as estudantes sejam receptivos \u201ca textos que rompam com seu universo de expectativa\u201d e que \u201crepresentem um desafio em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s suas possibilidades atuais e suas experi\u00eancias anteriores de leitura\u201d, e isso, \u00e9 claro, a poesia, contempor\u00e2nea ou anterior, pode fazer muito bem.<\/p>\n<p>A p\u00e1gina 75 \u00e9 expl\u00edcita ao defender o texto culto, o can\u00f4nico, mas tamb\u00e9m a diversidade, a diferen\u00e7a e a amplia\u00e7\u00e3o de repert\u00f3rios. Mais adiante, na p\u00e1gina 86, o documento trata do direito de todos\/as \u00e0 literatura e \u00e0 arte, algo que consideramos uma das miss\u00f5es da escola, inclusive contra a padroniza\u00e7\u00e3o e a pasteuriza\u00e7\u00e3o comumente oferecidas por muitas m\u00eddias acessadas por crian\u00e7as e jovens.<\/p>\n<p>A nona compet\u00eancia em linguagens (p. 87) explicita:<\/p>\n<p>Envolver-se em pr\u00e1ticas de leitura liter\u00e1ria que possibilitem o desenvolvimento do senso est\u00e9tico para frui\u00e7\u00e3o, valorizando a literatura e outras manifesta\u00e7\u00f5es art\u00edstico-culturais como formas de acesso \u00e0s dimens\u00f5es l\u00fadicas, de imagin\u00e1rio e encantamento, reconhecendo o potencial transformador e humanizador da experi\u00eancia com a literatura.<\/p>\n<p>Entre as habilidades descritas para as s\u00e9ries finais do ensino fundamental, a BNCC coloca (p. 187):<\/p>\n<p><strong>(EF89LP36)<\/strong> Parodiar poemas conhecidos da literatura e criar textos em versos (como poemas concretos, ciberpoemas, haicais, liras, microrroteiros, lambe-lambes e outros tipos de poemas), explorando o uso de recursos sonoros e sem\u00e2nticos (como figuras de linguagem e jogos de palavras) e visuais (como rela\u00e7\u00f5es entre imagem e texto verbal e distribui\u00e7\u00e3o da mancha gr\u00e1fica), de forma a propiciar diferentes efeitos de sentido.<\/p>\n<p>Parece claro a\u00ed o impulso para a leitura da poesia, embora a sugest\u00e3o seja partir dos \u201cpoemas conhecidos\u201d, parodiando-os, enquanto n\u00f3s preferimos pensar que a juventude possa se expressar na poesia mais criativamente ainda, propondo e elaborando seus textos, sua forma, sua concilia\u00e7\u00e3o entre m\u00eddias. \u00c0s vezes, somos surpreendidos\/as por alunos\/as t\u00edmidos\/ as em sala de aula, mas que mant\u00eam forte atua\u00e7\u00e3o como criadores na internet, por exemplo. O que causa essa ruptura? Embora a BNCC reitere a rela\u00e7\u00e3o entre poesia e imagina\u00e7\u00e3o, \u00e9 imperativo dizer que n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 disso que esse g\u00eanero liter\u00e1rio \u00e9 feito ou s\u00f3 isso que ele promove. A poesia pode tocar com firmeza a vida real e dizer muito sobre quest\u00f5es importantes de nosso tempo. Pensamos ser fundamental o contato de jovens com textos ainda n\u00e3o t\u00e3o conhecidos, mas que circulam justamente no debate liter\u00e1rio contempor\u00e2neo.<\/p>\n<p>No ensino m\u00e9dio, a BNCC (p. 499) afirma que \u201cEm rela\u00e7\u00e3o \u00e0 literatura, a leitura do texto liter\u00e1rio, que ocupa o centro do trabalho no Ensino Fundamental, deve permanecer nuclear tamb\u00e9m no Ensino M\u00e9dio\u201d. Passa, ent\u00e3o, a advogar a intensifica\u00e7\u00e3o do conv\u00edvio dos e das estudantes com esse g\u00eanero, novamente argumentando sobre a amplia\u00e7\u00e3o das vis\u00f5es de mundo, al\u00e9m das capacidades de ver e de sentir. O modo como isso aparece no documento ainda \u00e9 relativamente pouco, perto de tudo o que a leitura liter\u00e1ria pode provocar no encontro entre leitores, leitoras e o texto que pulsa.<\/p>\n<p>Na p\u00e1gina 500, a Base lista, novamente, a import\u00e2ncia de se apresentar e conciliar o culto, o can\u00f4nico e o popular, citando inclusive o perif\u00e9rico. Pela primeira vez, o documento explicita a \u201cinclus\u00e3o de obras da tradi\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria brasileira e de suas refer\u00eancias ocidentais \u2013 em especial da literatura portuguesa \u2013, assim como obras mais complexas da literatura contempor\u00e2nea e das literaturas ind\u00edgena, africana e latino-americana\u201d. Uma segunda men\u00e7\u00e3o \u00e0 literatura contempor\u00e2nea aparece \u00e0 p\u00e1gina 523, em nova lista. Seguem-se ent\u00e3o p\u00e1ginas que incluem a literatura em suas facetas perif\u00e9rica, marginal etc.<\/p>\n<p>A palavra&nbsp;poesia&nbsp;aparece uma \u00fanica vez na Base, \u00e0 p\u00e1gina 138, no contexto do ensino fundamental, com o objetivo de leitura e dos estudos de figuras de linguagem. Embora seja muito importante compreender e saber empregar figuras de linguagem, al\u00e9m de concordarmos que parte da mat\u00e9ria-prima do g\u00eanero est\u00e1 nesses recursos da l\u00edngua, h\u00e1 muito mais que a poesia oferece. J\u00e1 a express\u00e3o&nbsp;texto po\u00e9tico&nbsp;aparece 16 vezes, a maioria delas nos quadros de descritores de habilidades e objetos de conhecimento. O estudo da forma e do sentido \u00e9 o foco a\u00ed.<\/p>\n<p>Com essa passagem ligeira pela Base Nacional Comum Curricular, documento vigente no Brasil para o ensino b\u00e1sico, queremos dizer que, embora possamos flagrar nele a import\u00e2ncia da leitura liter\u00e1ria e, muito secundariamente, da produ\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria, ainda \u00e9 poss\u00edvel fazer muito mais e melhor, se formos diligentes e comprometidos\/as com a literatura de nosso pa\u00eds (e n\u00e3o apenas), em especial conhecendo e valorizando a literatura contempor\u00e2nea, que ainda n\u00e3o \u00e9 can\u00f4nica e nem se resume ao \u201cmarginal\u201d. H\u00e1 muito o que fazer na media\u00e7\u00e3o da leitura de jovens, incluindo-os nessa cena, inclusive como poss\u00edveis criadores, motores de nossas culturas.<\/p>\n<h3>Sobre o projeto de vida de ser escritor(a)<\/h3>\n<p>Os escritores e as escritoras foram um dia estudantes. No m\u00ednimo, aprenderam a lidar com textos, sejam orais ou escritos. Ainda que uma pessoa possa se tornar escritor\/a por acaso, por agarrar alguma oportunidade fortuita na vida, \u00e9 comum que escritores e escritoras tenham perseguido um desejo, um sonho, sem necessariamente abandonar outra profiss\u00e3o. Ser escritor ou escritora, de v\u00e1rios ou de um g\u00eanero liter\u00e1rio espec\u00edfico, pode ser o projeto de vida de algu\u00e9m, desde a mais tenra idade. Quando lemos ou ouvimos as hist\u00f3rias de vida de autores e autoras j\u00e1 conhecidos, \u00e9 comum que eles e elas contem sobre sua rela\u00e7\u00e3o longa com livros, primeiros textos liter\u00e1rios, ideias de publica\u00e7\u00e3o e com a inspira\u00e7\u00e3o em algum escritor ou alguma escritora anteriores. Essa rela\u00e7\u00e3o pode ter se dado na escola, mas tamb\u00e9m fora dela, em condi\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias, mas que foram fortemente reconhecidas e aproveitadas.<\/p>\n<p>Para que a poesia e outros g\u00eaneros liter\u00e1rios possam fazer parte do horizonte de vida de um\/a jovem, pode ser fundamental que a escola d\u00ea a eles e a elas condi\u00e7\u00f5es de sentir que o livro liter\u00e1rio e sua escrita s\u00e3o trabalho, exigem dedica\u00e7\u00e3o, estudo, leitura e que fazem parte de um universo que, al\u00e9m de art\u00edstico, \u00e9 tamb\u00e9m econ\u00f4mico e cultural.<\/p>\n<p>A literatura contempor\u00e2nea goza de uma condi\u00e7\u00e3o espec\u00edfica: autores e autoras vivos podem estar bem pr\u00f3ximos da escola e da educa\u00e7\u00e3o, desde que as institui\u00e7\u00f5es possam evitar a romantiza\u00e7\u00e3o excessiva dessa atividade, assim como n\u00e3o permitir a censura e conduzir leitura e produ\u00e7\u00e3o textual com seriedade e abertura. Muitos textos publicados hoje s\u00e3o excelentes oportunidades para debates ricos, importantes e mobilizadores, em muitos sentidos.<\/p>\n<p>\u00c9 poss\u00edvel adotar livros de poesia contempor\u00e2nea, l\u00ea-los em sess\u00f5es de frui\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m de an\u00e1lise e debate, al\u00e9m de fazer que derivem deles produ\u00e7\u00f5es multimodais, coletivas ou individuais. A poesia \u00e9 um dos g\u00eaneros liter\u00e1rios de mais f\u00e1cil circula\u00e7\u00e3o, sendo poss\u00edvel apresent\u00e1-la e mesmo produzi-la de modos diversos, num tr\u00e2nsito multiletrado e multimodal muito rico. Do livro-palavra \u00e0 imagem, ao som, ao palco, ao v\u00eddeo, \u00e0 roda de leitura, ao<em> slam<\/em>, ao dizer, decorado e sem decorar, \u00e9 poss\u00edvel fazer de cada obra um gatilho para muitas outras leituras e produ\u00e7\u00f5es. Por fim, \u00e9 fundamental lembrar: livros podem mudar pensamentos, influenciar pessoas e ajudar em mudan\u00e7as importantes do mundo.<\/p>\n<h2>Di\u00e1logos com as poetas<\/h2>\n<p style=\"text-align: right;\">por Ana Carolina Carvalho<\/p>\n<p>Uma das vantagens de ser ler poesia contempor\u00e2nea na escola certamente diz respeito ao fato de que as e os poetas n\u00e3o est\u00e3o em extin\u00e7\u00e3o. Muito pelo contr\u00e1rio, s\u00e3o pessoas vivas e em grande parte das vezes, <strong>dispon\u00edveis para o contato com os estudantes<\/strong>. Pessoas do mesmo mundo, olhando paisagens semelhantes, respirando o mesmo ar e dialogando com o a realidade vivida pelos estudantes. A presen\u00e7a de autores e autoras contempor\u00e2neos nas redes sociais tamb\u00e9m \u00e9 facilitador para o di\u00e1logo, n\u00e3o apenas porque \u00e9 poss\u00edvel encontr\u00e1-los, mas tamb\u00e9m porque aparecem de muitas formas diferentes: em entrevistas, revistas eletr\u00f4nicas, programas em formatos variados, blogues etc. H\u00e1 tanto a possibilidade de conhecer outros textos po\u00e9ticos desses autores e autoras, como tamb\u00e9m o cotejamento de sua produ\u00e7\u00e3o com aquilo que \u00e9 dito, com seus pensamentos, a\u00e7\u00f5es e inser\u00e7\u00f5es no mundo.<\/p>\n<p>Em se tratando da leitura dos livros da <em>Biblioteca Madrinha Lua<\/em>, pode-se pensar tanto nessa expans\u00e3o do olhar que alimenta a leitura, quanto na pr\u00f3pria possibilidade de um di\u00e1logo mais direto com as poetas, por meio de entrevistas ou conversas agendadas com as\/os estudantes. No caso da entrevista, a proposta agrega mais um g\u00eanero a ser trabalhado e os saberes envolvidos: como se constr\u00f3i um roteiro para entrevista, o que \u00e9 interessante perguntar e saber? Como esses conhecimentos podem ajudar a ler melhor a obra da poeta? Al\u00e9m disso, a aproxima\u00e7\u00e3o com a autora tamb\u00e9m pode favorecer o envolvimento com a leitura de poemas, n\u00e3o apenas da autora em quest\u00e3o, mas trazendo uma abertura maior para o g\u00eanero.<\/p>\n<h3>Outras ideias para aproximar os estudantes da poesia contempor\u00e2nea<\/h3>\n<p>Frui\u00e7\u00e3o, conversa, compartilhamento, produ\u00e7\u00e3o e publica\u00e7\u00e3o. Essas podem ser formas de aproxima\u00e7\u00e3o dos estudantes com a poesia contempor\u00e2nea. Vamos pensar nas etapas necess\u00e1rias?<\/p>\n<h3>O que h\u00e1 para ler? O que j\u00e1 li e gostei?<\/h3>\n<p>Para come\u00e7ar, sugerimos que se fa\u00e7a um levantamento do acervo po\u00e9tico da escola, dando prefer\u00eancia a poetas contempor\u00e2neos. Pesquisa realizada e acervo levantado, pode-se deixar os t\u00edtulos escolhidos \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o para a leitura dos\/as estudantes, que poder\u00e3o levar emprestados ou realizar a leitura em diferentes momentos e formatos na escola. Leitura compartilhada, leitura pelo estudante a um grupo de colegas, leitura silenciosa. Ali\u00e1s, o tempo para a leitura \u00e9 fator crucial a ser garantido na escola. Ser\u00e1 que h\u00e1 espa\u00e7o para que os estudantes simplesmente leiam livros de sua prefer\u00eancia? Tempo para a leitura \u201cgratuita\u201d, sem utilidade direta? Trata-se de quest\u00e3o fundamental quando se pensa em forma\u00e7\u00e3o de leitores e, mais do que isso, na perenidade da leitura liter\u00e1ria na vida de cada um, na medida em que nos tornamos leitores frequentes quando conseguimos estabelecer di\u00e1logos \u00edntimos com a literatura.<\/p>\n<p>Para al\u00e9m do acervo proporcionado pela escola, vale tamb\u00e9m perguntar aos estudantes quais s\u00e3o as suas prefer\u00eancias liter\u00e1rias ao se tratar de poesia contempor\u00e2nea? Importante considerar aqui que os estudantes podem ter formado seu acervo pessoal n\u00e3o apenas lendo livros, mas entrando em contato com a poesia em diferentes suportes e canais. H\u00e1 a poesia que se conhece por meio da m\u00eddia, blogs, youtube, <em>slams<\/em> etc.<\/p>\n<h3>E a conversa? Como se faz para falar com outros sobre poesia?<\/h3>\n<p>Como cada poema toca os seus leitores e leitoras, para onde nos leva, o que nos faz sentir em nosso corpo, quais s\u00e3o as emo\u00e7\u00f5es que nos despertam? O que h\u00e1 na forma que nos encanta? A combina\u00e7\u00e3o de palavras formando ritmos, sonoridades, outras realidades? O olhar minucioso da ou do poeta para o ordin\u00e1rio, ressignificando o comum? O jogo com as palavras, a brincadeira com a l\u00edngua? O som construindo sentidos? As figuras de linguagem? A s\u00edntese que faz conter um mundo num \u00fanico verso? O eu-l\u00edrico e como ele apresenta aquilo que tamb\u00e9m nos arrebata? A voz, o lugar de fala, o manifesto que pode existir na poesia? O que mais a poesia pode provocar nos leitores? Ser\u00e1 capaz de emudec\u00ea-los ou entristec\u00ea-los? Pode ser instrumento de cr\u00edtica social, ao propor olhares para a realidade? Tudo isso \u2013 e mais um pouco \u2013 pode fazer parte de uma conversa entre leitores e leitoras de poesia.<\/p>\n<h3>O que se deseja compartilhar?<\/h3>\n<p>Depois de ler e fazer levantamento das prefer\u00eancias po\u00e9ticas do grupo, a pr\u00f3xima etapa diz respeito ao que se deseja compartilhar com outros leitores. Neste momento, pode-se organizar um mural de poemas, com curadoria realizada pelos estudantes. A partir das prefer\u00eancias, como poder\u00e3o compor, por exemplo, um mural com as \u201cpoesias do cora\u00e7\u00e3o\u201d de cada um e cada uma? H\u00e1 poemas que fazem parte da mesma \u201cfam\u00edlia\u201d, que dialogam entre si? O que os une? Autoria, tema, vozes ou \u201clugar de fala\u201d, meios ou momentos em que foram publicados? Forma?<\/p>\n<p>Essa \u00e9 uma etapa importante para a forma\u00e7\u00e3o do leitor ou leitora de poesia, j\u00e1 que o grupo se debru\u00e7ar\u00e1 sobre os poemas escolhidos para compor o mural, buscando agreg\u00e1-los de acordo com determinados crit\u00e9rios, procurando enxergar semelhan\u00e7as e proximidades e, portanto, refletindo sobre a sua forma, autoria, conte\u00fado etc.<\/p>\n<p>Com a curadoria decidida, \u00e9 hora de escolher onde ficar\u00e1 o mural para que possa atrair outros leitores e leitoras daquela comunidade escolar ou at\u00e9 mesmo fora dela, se for o caso: no p\u00e1tio da escola, na biblioteca ou sala de leitura, na porta da escola ou recep\u00e7\u00e3o, por onde passam fam\u00edlias e outras pessoas, al\u00e9m dos estudantes?<\/p>\n<h3>Todos podem escrever poemas<\/h3>\n<p>Historicamente, a escola tem se ocupado em formar sobretudo leitores que leem ou no limite, que conhecem a poesia, suas correntes e autores. Contudo, uma das novidades trazidas pela BNCC est\u00e1 no fato de que formar leitor e leitoras na e da contemporaneidade significa lan\u00e7ar foco na autoria. N\u00e3o apenas na autoria no momento da leitura, j\u00e1 que os leitores e leitoras s\u00e3o ativos, atribuindo sentidos ao que leem, mas tamb\u00e9m como produtores dos textos lidos, que, ali\u00e1s, n\u00e3o precisam necessariamente ter sido publicados em livros. A presen\u00e7a da internet e seus variados canais de publica\u00e7\u00e3o democratizou a autoria, e acabou por indissociar a figura do leitor, do espectador e do produtor de textos. Tudo isso tem forte impacto nas propostas em torno da leitura na escola.<\/p>\n<p>A leitura da poesia contempor\u00e2nea, sobretudo aquela feita por poetas mais jovens, al\u00e9m de envolver os jovens, por conta da proximidade de viv\u00eancias e experi\u00eancias tamb\u00e9m poder\u00e1 encoraj\u00e1-los ou encoraj\u00e1-las a escrever seus pr\u00f3prios poemas. Sabidamente, a autoria de poemas na escola tem sido relacionada a par\u00f3dias, que pode ser um exerc\u00edcio inicial interessante, mas acaba por limitar a cria\u00e7\u00e3o do jovem estudante, j\u00e1 que ele apenas circula em meio a uma forma pensada por outro ou outra poeta. O que seria necess\u00e1rio planejar para que o\/a jovem pudesse aventurar-se em escrita pr\u00f3pria, verdadeiramente autoral? Pode-se elencar alguns caminhos:<\/p>\n<ul>\n<li>Quais s\u00e3o os autores\/autoras que inspiram cada estudante? Com quais poemas dialogam mais? Quais s\u00e3o as refer\u00eancias de estilo, tema?<\/li>\n<li>An\u00e1lise de poemas \u2013 do que falam e como expressam? Dialogam com outros textos, ou seja, apresentam intertextualidade? Onde nasceram e foram publicados? Isso faz diferen\u00e7a para a sua forma? De que maneira?<\/li>\n<li>H\u00e1 rimas? Como s\u00e3o? Os versos s\u00e3o regulares? H\u00e1 versos brancos ou soltos? Rimas cruzadas? O que podemos dizer sobre ritmo, sonoridade, figuras de linguagem, vocabul\u00e1rio?<\/li>\n<li>Exerc\u00edcios para soltar a escrita &#8211; neste momento, pode-se sugerir alguns \u201cexerc\u00edcios\u201d mais descomprometidos que ajudam a liberar a escrita po\u00e9tica dos estudantes como por exemplo: um \u201csaco de palavras\u201d em que voc\u00e1bulos s\u00e3o sorteados para compor os poemas, podendo fazer um poema atentando ao som e sentido das palavras sorteadas, escolher apenas algumas palavras sorteadas, criando o restante do poema; sugerir a escrita a partir de algumas oposi\u00e7\u00f5es: enquanto eu isso\/voc\u00ea aquilo, poemas com rimas cruzadas ou rimas regulares etc.<\/li>\n<li>Primeiras escritas \u2013 sobre o que e como quero falar? Neste momento, os estudantes v\u00e3o realmente escolher sobre o que ir\u00e3o falar. Nessa etapa, pode ser interessante retomar o universo de cada poeta, a sua voz l\u00edrica. No caso da Biblioteca Madrinha Lua, por exemplo, enquanto Adriane Garcia poetiza sobre o meio-ambiente e rela\u00e7\u00f5es dos homes com o planeta, Lubi Prates e Fernanda Bastos, de diferentes maneiras falam de ancestralidades e negritude; Amanda Ribeiro se debru\u00e7a sobre o cotidiano, descortinando um mundo que pode habitar o ordin\u00e1rio da vida etc.<\/li>\n<li>Antes de os estudantes come\u00e7arem a escrita propriamente dita, \u00e9 importante ressaltar que este n\u00e3o \u00e9 um processo linear: h\u00e1 idas e vindas, escritas e reescritas. Nesse processo, conta muito a leitura de outra pessoa \u2013 o leitor cr\u00edtico, digamos assim, que poder\u00e1 apontar aspectos que precisam ser mexidos para que o poema fique mais potente. As observa\u00e7\u00f5es podem ser feitas oralmente ou por meio de bilhetes ou notas no pr\u00f3prio poema.<\/li>\n<li>Conhecer processo de escrita de outros poetas. H\u00e1 na internet muitas entrevistas e materiais variados de poetas contando sobre como escrevem. Neste momento, pode ser interessante ter essas outras refer\u00eancias, conhecer outras formas de produ\u00e7\u00e3o, rompendo poss\u00edveis vis\u00f5es mais romantizadas acerca da inspira\u00e7\u00e3o, por exemplo, e evidenciando o trabalho que h\u00e1 por tr\u00e1s de todo o texto liter\u00e1rio \u2013 seja prosa ou poesia.<\/li>\n<li>Reescrita dos poemas a partir das observa\u00e7\u00f5es e nova leitura para \u00faltima revis\u00e3o.<\/li>\n<li>Escolha do que vai ser publicado e onde ser\u00e1 compartilhado com outros leitores: blogues, mural, redes sociais. Aqui, uma outra reflex\u00e3o tamb\u00e9m se faz importante: o suporte influencia na forma?<\/li>\n<\/ul>\n<h3>Pr\u00e1ticas sociais para compartilhar poemas<\/h3>\n<p>Para al\u00e9m da publica\u00e7\u00e3o, h\u00e1 outras formas de compartilhamento dos poemas. O sarau \u00e9 uma delas. Nesta modalidade, pode-se ampliar n\u00e3o s\u00f3 o n\u00famero de participantes, como misturar diferentes faixas et\u00e1rias e p\u00fablicos \u2013 um sarau aberto para a comunidade, um sarau online aberto ao p\u00fablico em geral, entre outras formas.<\/p>\n<h3>Ser\u00e1 que o sarau faz parte do repert\u00f3rio de todos?<\/h3>\n<p>Os saraus est\u00e3o fazendo sucesso novamente. Muitos espa\u00e7os culturais aderiram a essa pr\u00e1tica antiqu\u00edssima, atraindo um p\u00fablico cada vez maior. Nos \u00faltimos anos inclusive, alguns eventos desse tipo ficaram bastante popularizados em diversas regi\u00f5es do pa\u00eds, movimentando principalmente as periferias do Brasil. Um exemplo \u00e9 o Sarau da Cooperifa, em S\u00e3o Paulo. O evento tem sido respons\u00e1vel por lan\u00e7ar v\u00e1rios escritores e poetas, dando voz a muitos talentos, mas sobretudo por juntar muitas pessoas em torno da poesia e da literatura, aproximando-as dessa forma de arte, fazendo com que a poesia des\u00e7a do pedestal e beije os p\u00e9s da comunidade.<\/p>\n<p>Ser\u00e1 que na sua regi\u00e3o h\u00e1 algum sarau que se firmou nos \u00faltimos tempos? Fa\u00e7a uma pesquisa. Pergunte tamb\u00e9m aos estudantes se eles sabem o que \u00e9 um sarau, se j\u00e1 frequentaram algum.<\/p>\n<p>Caso esse tipo de evento seja desconhecido da maioria, pode-se fazer uma pesquisa como o grupo sobre as origens do sarau, de onde veio esse nome e porque se convencionou chamar assim. Para ampliar as refer\u00eancias, pode-se consultar a revista online Arara em: <a href=\"https:\/\/arararevista.com\/voce-sabe-o-que-e-sarau\/\">https:\/\/arararevista.com\/voce-sabe-o-que-e-sarau\/<\/a>.<\/p>\n<h3>Sarau presencial ou online?<\/h3>\n<p>Depois da pandemia, essa \u00e9 uma quest\u00e3o que sempre nos colocaremos quando planejarmos uma a\u00e7\u00e3o coletiva. Embora nos tenha limitado as a\u00e7\u00f5es presenciais, o isolamento social nos trouxe outras possibilidades de formato que permitem n\u00e3o s\u00f3 atingir outros p\u00fablicos, mas tamb\u00e9m incluir novas ferramentas e, portanto, novas aprendizagens para os envolvidos. Ali\u00e1s, \u00e9 fundamental que os estudantes se envolvam de diferentes maneiras na organiza\u00e7\u00e3o do sarau \u2013 desde o seu planejamento at\u00e9 a divulga\u00e7\u00e3o e participa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h3>Do papel para as telas<\/h3>\n<p>Abrir um livro a ler um poema, ligar o computador, olhar o celular. A poesia pode habitar variados suportes e ser lida\/ouvida\/vista. Ciente do nosso tempo, as poetas da cole\u00e7\u00e3o <em>Biblioteca Madrinha Lua<\/em> prepararam outros modos de divulga\u00e7\u00e3o e aprecia\u00e7\u00e3o de seus poemas, sobrepondo linguagens e est\u00e9ticas. Vamos conhecer alguns videopoemas elaborados por Amanda Ribeiro Barbosa.<\/p>\n<h4>De Adriane Garcia:<\/h4>\n<p>Antropoceno, na voz de Adriane Garcia<\/p>\n<video class=\"sc_video\" src=\"https:\/\/youtube.com\/embed\/QLp06R8O9SU\" width=\"100%\" height=\"\" data-width=\"100%\" data-height=\"\" data-ratio=\"16:9\" poster=\"https:\/\/i1.ytimg.com\/vi\/QLp06R8O9SU\/0.jpg\" data-image=\"https:\/\/i1.ytimg.com\/vi\/QLp06R8O9SU\/0.jpg\" style=\"width:100%;\" autoplay=\"autoplay\" controls=\"controls\" loop=\"loop\"><\/video>\n<p>Rugas, na voz de Lubi Prates<\/p>\n<video class=\"sc_video\" src=\"https:\/\/youtube.com\/embed\/CA08PmAVfhc?si=QgeVecro6uAxFdl5\" width=\"100%\" height=\"\" data-width=\"100%\" data-height=\"\" data-ratio=\"16:9\" style=\"width:100%;\" controls=\"controls\" loop=\"loop\"><\/video>\n<h4>De L\u00edria Porto:<\/h4>\n<p>Sem demasias ou delongas, na voz de Regina Azevedo<\/p>\n<video class=\"sc_video\" src=\"https:\/\/youtube.com\/embed\/Ptqz-DR8SnE\" width=\"100%\" height=\"\" data-width=\"100%\" data-height=\"\" data-ratio=\"16:9\" poster=\"https:\/\/i1.ytimg.com\/vi\/Ptqz-DR8SnE\/0.jpg\" data-image=\"https:\/\/i1.ytimg.com\/vi\/Ptqz-DR8SnE\/0.jpg\" style=\"width:100%;\" autoplay=\"autoplay\" controls=\"controls\" loop=\"loop\"><\/video>\n<p>Onde cantam os bem-te-vis, na voz de L\u00edria Porto<\/p>\n<video class=\"sc_video\" src=\"https:\/\/youtube.com\/embed\/udKB4uFIX4U\" width=\"100%\" height=\"\" data-width=\"100%\" data-height=\"\" data-ratio=\"16:9\" poster=\"https:\/\/i1.ytimg.com\/vi\/udKB4uFIX4U\/0.jpg\" data-image=\"https:\/\/i1.ytimg.com\/vi\/udKB4uFIX4U\/0.jpg\" style=\"width:100%;\" autoplay=\"autoplay\" controls=\"controls\" loop=\"loop\"><\/video>\n<h4>De Regina Azevedo:<\/h4>\n<p>Azul Intenso, na voz de Regina Azevedo<\/p>\n<video class=\"sc_video\" src=\"https:\/\/youtube.com\/embed\/SqGMqBPpIyQ?si=sHwAtoQaKSGIJKf5\" width=\"100%\" height=\"\" data-width=\"100%\" data-height=\"\" data-ratio=\"16:9\" style=\"width:100%;\" controls=\"controls\" loop=\"loop\"><\/video>\n<p>Gato sem rabo, na voz de Adriane Garcia<\/p>\n<video class=\"sc_video\" src=\"https:\/\/youtube.com\/embed\/1dIDxWX2NAM?si=C9OGx4AD0lV5aBa8\" width=\"100%\" height=\"\" data-width=\"100%\" data-height=\"\" data-ratio=\"16:9\" style=\"width:100%;\" controls=\"controls\" loop=\"loop\"><\/video>\n<h4>De Lubi Prates:<\/h4>\n<p>Voc\u00ea nunca esteve diante do horror, na voz de Lubi Prates<\/p>\n<video class=\"sc_video\" src=\"https:\/\/youtube.com\/embed\/B1vnlSG0cQY\" width=\"100%\" height=\"\" data-width=\"100%\" data-height=\"\" data-ratio=\"16:9\" poster=\"https:\/\/i1.ytimg.com\/vi\/B1vnlSG0cQY\/0.jpg\" data-image=\"https:\/\/i1.ytimg.com\/vi\/B1vnlSG0cQY\/0.jpg\" style=\"width:100%;\" autoplay=\"autoplay\" controls=\"controls\" loop=\"loop\"><\/video>\n<h2>Oficina de Poemas com Amanda Ribeiro<\/h2>\n<p>Amanda Ribeiro, uma das autoras da Biblioteca Madrinha, \u00e9 professora e atua na forma\u00e7\u00e3o de educadores desenvolvendo um trabalho com oficinas de videopemas. Essa linguagem, ao apresentar uma fric\u00e7\u00e3o entre a literatura e o cinema, cria novo \u201cprocesso de significa\u00e7\u00e3o\u201d que j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 mais nem um nem outro, mas um pouco dos dois, segundo Ana Paula Ferreira (2004\u00b9). Justamente por situar-se nesse novo terreno, mesclando linguagens, o trabalho com videopoemas torna-se extremamente interessante para a forma\u00e7\u00e3o do jovem leitor\/autor\/criador que atua em diferentes em g\u00eaneros e m\u00eddias.<\/p>\n<h3>Inspira\u00e7\u00f5es para um videopoema<\/h3>\n<p>Amanda Ribeiro prop\u00f5e um exerc\u00edcio denominado \u201cCentelha\u201d a partir de uma foto da inf\u00e2ncia. Para tanto, sugere a leitura do poema \u201cMovie\u201d de Ana Elisa Ribeiro, no livro \u00c1lbum, da editora Relic\u00e1rio:<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Movie<\/p>\n<p style=\"text-align: left; padding-left: 40px;\">duas d\u00e9cadas e algo mais<\/p>\n<p style=\"text-align: left; padding-left: 40px;\">revimos os v\u00eddeos da nossa inf\u00e2ncia<\/p>\n<p style=\"text-align: left; padding-left: 40px;\">rever os v\u00eddeos<\/p>\n<p style=\"text-align: left; padding-left: 40px;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: left; padding-left: 40px;\">causou-nos um espanto<\/p>\n<p style=\"text-align: left; padding-left: 40px;\">inconfess\u00e1vel<\/p>\n<p style=\"text-align: left; padding-left: 40px;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: left; padding-left: 40px;\">os chuviscos e as cores<\/p>\n<p style=\"text-align: left; padding-left: 40px;\">esmaecidas<\/p>\n<p style=\"text-align: left; padding-left: 40px;\">da fita magn\u00e9tica<\/p>\n<p style=\"text-align: left; padding-left: 40px;\">n\u00e3o se pareciam<\/p>\n<p style=\"text-align: left; padding-left: 40px;\">com as fotos congeladas<\/p>\n<p style=\"text-align: left; padding-left: 40px;\">em \u00e1lbuns coloridos<\/p>\n<p style=\"text-align: left; padding-left: 40px;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: left; padding-left: 40px;\">os v\u00eddeos<\/p>\n<p style=\"text-align: left; padding-left: 40px;\">tinham quase<\/p>\n<p style=\"text-align: left; padding-left: 40px;\">o poder<\/p>\n<p style=\"text-align: left; padding-left: 40px;\">da ressurrei\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>\u00b9 FERREIRA, Ana Paula. Videopoesia: uma po\u00e9tica da intersemiose. Em Tese, [S.l.], v. 8, p. 37-45, dez. 2004. ISSN 1982-0739.<\/p>\n<p>A partir do poema, pode-se pedir que os estudantes escolham uma foto significativa de sua inf\u00e2ncia, algo que de certo modo desejem \u201cressucitar\u201d por meio do videopoema. A narra\u00e7\u00e3o do video, poder\u00e1 tanto trazer o poema de Ana Elisa, quanto contar com uma cria\u00e7\u00e3o dos estudantes, ou at\u00e9 mesmo, uma mescla desses textos. Tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel escolher poemas da Cole\u00e7\u00e3o Madrinha Lua que dialoguem com a foto escolhida pelo estudante. Com o texto em m\u00e3os, \u00e9 hora de pensar nos efeitos visuais que far\u00e3o parte do videopoema. Como inspira\u00e7\u00e3o, vale assistir aos que foram produzidos a partir de poemas da Cole\u00e7\u00e3o Madrinha Lua e\/ou outros por meio de pesquisa na internet.<\/p>\n<p>Para ajudar a situar o planejamento do professor, da professora, elencamos algumas habilidades que podem ser desenvolvidas a partir das abordagens aqui sugeridas:<\/p>\n<p><strong>(EM13LP47)<\/strong>&nbsp;Participar de eventos (saraus, competi\u00e7\u00f5es orais, audi\u00e7\u00f5es, mostras, festivais, feiras culturais e liter\u00e1rias, rodas e clubes de leitura, cooperativas culturais, jograis, repentes,&nbsp;slams&nbsp;etc.), inclusive para socializar obras da pr\u00f3pria autoria (poemas, contos e suas variedades, roteiros e microrroteiros, videominutos,&nbsp;playlists&nbsp;comentadas de m\u00fasica etc.) e\/ou interpretar obras de outros, inserindo-se nas diferentes pr\u00e1ticas culturais de seu tempo.<\/p>\n<p><strong>(EM13LP49)&nbsp;<\/strong>Perceber as peculiaridades estruturais e estil\u00edsticas de diferentes g\u00eaneros liter\u00e1rios (a apreens\u00e3o pessoal do cotidiano nas cr\u00f4nicas, a manifesta\u00e7\u00e3o livre e subjetiva do eu l\u00edrico diante do mundo nos poemas, a m\u00faltipla perspectiva da vida humana e social dos romances, a dimens\u00e3o pol\u00edtica e social de textos da literatura marginal e da periferia etc.) para experimentar os diferentes \u00e2ngulos de apreens\u00e3o do indiv\u00edduo e do mundo pela literatura.<\/p>\n<p><strong>(EM13LP49)<\/strong>&nbsp;Perceber as peculiaridades estruturais e estil\u00edsticas de diferentes g\u00eaneros liter\u00e1rios (a apreens\u00e3o pessoal do cotidiano nas cr\u00f4nicas, a manifesta\u00e7\u00e3o livre e subjetiva do eu l\u00edrico diante do mundo nos poemas, a m\u00faltipla perspectiva da vida humana e social dos romances, a dimens\u00e3o pol\u00edtica e social de textos da literatura marginal e da periferia etc.) para experimentar os diferentes \u00e2ngulos de apreens\u00e3o do indiv\u00edduo e do mundo pela literatura.<\/p>\n<p><strong>(EM13LP51)<\/strong>&nbsp;Selecionar obras do repert\u00f3rio art\u00edstico-liter\u00e1rio contempor\u00e2neo \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o segundo suas predile\u00e7\u00f5es, de modo a constituir um acervo pessoal e dele se apropriar para se inserir e intervir com autonomia e criticidade no meio cultural.<\/p>\n<p><strong>(EM13LP53)&nbsp;<\/strong>Produzir apresenta\u00e7\u00f5es e coment\u00e1rios apreciativos e cr\u00edticos sobre livros, filmes, discos, can\u00e7\u00f5es, espet\u00e1culos de teatro e dan\u00e7a, exposi\u00e7\u00f5es etc. (resenhas,&nbsp;<em>vlogs<\/em>&nbsp;e&nbsp;<em>podcasts<\/em>&nbsp;liter\u00e1rios e art\u00edsticos,&nbsp;<em>playlists<\/em>&nbsp;comentadas, fanzines,&nbsp;<em>e-zines<\/em>&nbsp;etc.).<\/p>\n<p><strong>(EM13LP54)<\/strong>&nbsp;Criar obras autorais, em diferentes g\u00eaneros e m\u00eddias \u2013 mediante sele\u00e7\u00e3o e apropria\u00e7\u00e3o de recursos textuais e expressivos do repert\u00f3rio art\u00edstico \u2013, e\/ou produ\u00e7\u00f5es derivadas (par\u00f3dias, estiliza\u00e7\u00f5es,&nbsp;<em>fanfics<\/em>,&nbsp;<em>fanclipes<\/em>&nbsp;etc.), como forma de dialogar cr\u00edtica e\/ou subjetivamente com o texto liter\u00e1rio.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2>Estante de livros<\/h2>\n<h3><a href=\"https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/antigo\/produto\/estive-no-fim-do-mundo-e-me-lembrei-de-voce\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-26524 size-thumbnail\" src=\"https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/capa_estive_no_fim_do_mundo-95x150.jpg\" alt=\"\" width=\"95\" height=\"150\" srcset=\"https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/capa_estive_no_fim_do_mundo-95x150.jpg 95w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/capa_estive_no_fim_do_mundo-190x300.jpg 190w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/capa_estive_no_fim_do_mundo-647x1024.jpg 647w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/capa_estive_no_fim_do_mundo-768x1216.jpg 768w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/capa_estive_no_fim_do_mundo-970x1536.jpg 970w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/capa_estive_no_fim_do_mundo-1294x2048.jpg 1294w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/capa_estive_no_fim_do_mundo-150x237.jpg 150w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/capa_estive_no_fim_do_mundo-203x321.jpg 203w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/capa_estive_no_fim_do_mundo-600x950.jpg 600w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/capa_estive_no_fim_do_mundo-scaled.jpg 1617w\" sizes=\"(max-width: 95px) 100vw, 95px\" \/><\/a><a href=\"https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/antigo\/produto\/estive-no-fim-do-mundo-e-me-lembrei-de-voce\/\">Estive no fim do mundo e me lembrei de voc\u00ea<\/a><\/h3>\n<p>Adriane Garcia<\/p>\n<p>13 x 20 cm \u2022 88 p\u00e1ginas \u2022 1 cor \u2022 ISBN 978-65-5931-047-0<\/p>\n<p>Livro digital ISBN 978-65-5931-046-37<\/p>\n<p>Fazer poesia com o fim do mundo e ao olhar para ele, refletir sobre a humanidade. Os poemas de Adriane Garcia versam sobre a tensa rela\u00e7\u00e3o que o homem estabeleceu com a natureza. Por vezes, os versos soam melanc\u00f3licos, em outros momentos, combativos. N\u00e3o raro as duas coisas juntas, mas sempre muito reflexivos, nos convidando a pensar: o que fizemos? O que fazer? Ao ler este livro, nos damos conta de que a poesia pode ser um caminho para encontrar sa\u00eddas.<\/p>\n<p>Nas palavras da poeta Ana Elisa Ribeiro, coordenadora da cole\u00e7\u00e3o, \u201cN\u00e3o \u00e9 de guerra, mas \u00e9 de tens\u00e3o, de cr\u00edtica, de ironia, de den\u00fancia. Tem um calor de debate, de di\u00e1logo firme. Com ela n\u00e3o se nina, mas se desperta\u201d.<\/p>\n<p>A leitura de Estive no fim do mundo e me lembrei de voc\u00ea nos convida a muitas di\u00e1logos, com a pr\u00f3pria literatura, investigando o caminho da poeta, suas refer\u00eancias e interlocu\u00e7\u00f5es \u2013 a pr\u00f3pria cole\u00e7\u00e3o nos oferece muitas possibilidades de conversa entre os t\u00edtulos; di\u00e1logos tamb\u00e9m com a geografia e suas contribui\u00e7\u00f5es para com a preserva\u00e7\u00e3o do meio-ambiente, al\u00e9m de conversas com a biologia e a ecologia. Nesses caminhos interdisciplinares, a poesia pode despertar assuntos, pesquisas, ajudar a buscar evid\u00eancias, not\u00edcias, e despertar a colabora\u00e7\u00e3o entre professoras e professores de diferentes \u00e1reas.<\/p>\n<p>O tom dos poemas de Adriane Garcia tamb\u00e9m pode convidar a pensar na possibilidade da produ\u00e7\u00e3o de uma poesia-den\u00fancia, como um manifesto, que instiga posicionamentos e reflex\u00f5es a partir do que a poeta comunica sobre seu tempo.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">&#8220;Das estrelas me lembro, nunca mais as vi<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">eram como vaga-lumes acesos no abismo escuro<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">Se eu as tivesse contado e anotado em um caderno<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">Hoje saberia quantas eram<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">E quem me acompanhava olhando o breu.&#8221; (p. 22)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><a href=\"https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/antigo\/produto\/quem-tem-pena-de-passarinho-e-passarinho\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-26900 size-thumbnail\" src=\"https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/capa_passarinho-93x150.png\" alt=\"\" width=\"93\" height=\"150\" srcset=\"https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/capa_passarinho-93x150.png 93w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/capa_passarinho-186x300.png 186w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/capa_passarinho-635x1024.png 635w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/capa_passarinho-768x1239.png 768w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/capa_passarinho-952x1536.png 952w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/capa_passarinho-1269x2048.png 1269w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/capa_passarinho-150x242.png 150w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/capa_passarinho-203x328.png 203w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/capa_passarinho-600x968.png 600w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/capa_passarinho.png 1500w\" sizes=\"(max-width: 93px) 100vw, 93px\" \/><\/a><\/h3>\n<h3><a href=\"https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/antigo\/produto\/quem-tem-pena-de-passarinho-e-passarinho\/\">Quem tem pena de passarinho \u00e9 passarinho<\/a><\/h3>\n<p>L\u00edria Porto<\/p>\n<p>13 x 20 cm \u2022 80 p\u00e1ginas \u2022 1 cor \u2022 ISBN 978-65-5931-037-1<\/p>\n<p>Livro digital ISBN 978-65-5931-038-8<\/p>\n<p>L\u00edria Porto se insere na fam\u00edlia dos poetas que nos amparam e ampliam o olhar para a natureza e os mist\u00e9rios de suas belezas. A borboleta, o passarinho, as franjas de mar, os caminhos dos rios, de um rio, a garoa fina, a neblina. A vida que passa e as mudan\u00e7as na paisagem, tudo isso habita a poesia de L\u00edria Porto.<\/p>\n<p>Nas palavras de Mar\u00edlia Kubota no pref\u00e1cio do livro: \u201cO olhar que se volta ao natural \u00e9 a tentativa de reagir a um mundo em que a natureza \u00e9 explorada \u00e0 exaust\u00e3o pela utilidade ao ser humano. Esse olhar difere da vis\u00e3o rom\u00e2ntica ou simbolista, porque a natureza n\u00e3o \u00e9 apenas uma paisagem para o individualismo. Confunde-se com o eu para o resgate de uma espiritualidade n\u00e3o num plano celeste, mas em n\u00edvel terrestre. E assim a poesia \u00e9 o ve\u00edculo, a linguagem que conecta a natureza \u00e0 pot\u00eancia de vida\u201d.<\/p>\n<p>E para onde nos leva a leitura do livro <a href=\"https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/antigo\/produto\/quem-tem-pena-de-passarinho-e-passarinho\/\"><em>Quem tem pena de passarinho \u00e9 passarinho<\/em><\/a>? Um caminho poss\u00edvel \u00e9 o de recuperar a linhagem de L\u00edria Porto: com quais poetas ela dialoga? Em que tempos e lugares esses outros poemas foram escritos? Podemos observar uma filia\u00e7\u00e3o de L\u00edria? A partir de suas leituras de poemas, com quais acha que os poemas de L\u00edria estabelecem um di\u00e1logo?<\/p>\n<p>O olhar de L\u00edria \u2013 quais s\u00e3o as paisagens forjadas nos poemas de L\u00edria? O que ela nos ajuda a olhar? L\u00edria se insere na linhagem dos poetas que nos levam a pensar sobre a simplicidade e a complexidade, sobre a natureza e sua manifesta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Para conhecer mais da obra da autora: blog Tanto mar: <a href=\"http:\/\/liriaporto.blogspot.com\/\">http:\/\/liriaporto.blogspot.com\/<\/a><\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">&#8220;apraz-me olhar as \u00e1rvores<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">a calma com que se movimentam<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">parecem-se as mulheres gr\u00e1vidas<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">no aguardo do rebento&#8221; (p. 33)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/antigo\/produto\/lanca-chamas\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-26899 size-thumbnail\" src=\"https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/capa_lanca-94x150.png\" alt=\"\" width=\"94\" height=\"150\" srcset=\"https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/capa_lanca-94x150.png 94w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/capa_lanca-187x300.png 187w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/capa_lanca-638x1024.png 638w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/capa_lanca-768x1232.png 768w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/capa_lanca-958x1536.png 958w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/capa_lanca-1277x2048.png 1277w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/capa_lanca-150x241.png 150w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/capa_lanca-203x326.png 203w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/capa_lanca-600x962.png 600w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/capa_lanca.png 1500w\" sizes=\"(max-width: 94px) 100vw, 94px\" \/><\/a><\/p>\n<h3><a href=\"https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/antigo\/produto\/lanca-chamas\/\">Lan\u00e7a chamas<\/a><\/h3>\n<p>Regina Azevedo<\/p>\n<p>13 x 20 cm \u2022 96 p\u00e1ginas \u2022 1 cor \u2022 ISBN 978-65-5931-043-2<\/p>\n<p>Livro digital ISBN 978-65-5931-044-9<\/p>\n<p>Regina inscreve: \u201cescrevo como quem lan\u00e7a chamas\u201d. S\u00e3o muitos os temas que est\u00e3o em seus versos: o tempo, o passado, a ancestralidade, o agora, o futuro. A poesia escrita por mulheres, a mulher, o sexo. A idade. O lugar de onde ela vem, o nordeste, o interior. O seu interior, o das outras mulheres, a m\u00e3e, a av\u00f3.<\/p>\n<p>Como Ana Elisa Ribeiro escreve no posf\u00e1cio, \u201cRegina construiu uma voz cheia do seu sotaque, do seu olhar, da sua reivindica\u00e7\u00e3o de ser escritora. Est\u00e3o a\u00ed, na poesia dela, tanto a av\u00f3, quanto a neta, espelhadas em suas ferocidades, sem perder as ternuras\u201d.<\/p>\n<p>Os caminhos poss\u00edveis para a leitura de Lan\u00e7a Chamas s\u00e3o aqueles que colocam a poesia em di\u00e1logo com a origens: do lugar, da fam\u00edlia, da mulher e jovem. De que forma a paisagem do sert\u00e3o nordestino aparece na poesia de Regina? A poeta est\u00e1 perto dos jovens leitores: eles se veem nos poemas? De que forma? As viv\u00eancias se assemelham? O que levamos de nossos antepassados? A partir da leitura, o que os jovens podem escrever sobre si mesmos? Suas origens? Suas vidas?<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">&#8220;sem piedade ou perd\u00e3o<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">escrever \u00e9 sacudir a cidade<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">j\u00e1 tenho at\u00e9 me acostumado<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">a brincar com o fogo&#8221; (p. 87)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/antigo\/produto\/ate-aqui\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-27988 size-thumbnail\" src=\"https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Lubi_capa445x190mm-V3_1DEZ21-92x150.png\" alt=\"\" width=\"92\" height=\"150\" srcset=\"https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Lubi_capa445x190mm-V3_1DEZ21-92x150.png 92w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Lubi_capa445x190mm-V3_1DEZ21-183x300.png 183w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Lubi_capa445x190mm-V3_1DEZ21-625x1024.png 625w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Lubi_capa445x190mm-V3_1DEZ21-768x1257.png 768w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Lubi_capa445x190mm-V3_1DEZ21-938x1536.png 938w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Lubi_capa445x190mm-V3_1DEZ21-1251x2048.png 1251w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Lubi_capa445x190mm-V3_1DEZ21-203x332.png 203w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Lubi_capa445x190mm-V3_1DEZ21-600x982.png 600w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Lubi_capa445x190mm-V3_1DEZ21-150x246.png 150w\" sizes=\"(max-width: 92px) 100vw, 92px\" \/><\/a><\/p>\n<h3><a href=\"https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/antigo\/produto\/ate-aqui\/\">At\u00e9 aqui<\/a><\/h3>\n<p>Lubi Prates<\/p>\n<p>13 x 20 cm \u2022 88 p\u00e1ginas \u2022 1 cor \u2022 ISBN 978-65-5931-045-6<\/p>\n<p>Livro digital ISBN 978-65-5931-048-7<\/p>\n<p>Lubi Prates nos faz ver ancestralidades, africanas e latino-americanas, o afastamento e os encontros. As fronteiras, o estrangeiro, o isolamento, as heran\u00e7as. Quem somos?<\/p>\n<p>\u00c9 poeta que explora tamb\u00e9m a poesia, faz pensar o que \u00e9 o poema, pra que ele serve, o que ele faz com a gente, com a palavra. E o que \u00e9 a palavra? Quem usa quem? N\u00f3s as usamos? Ou s\u00e3o as palavras que nos usam, como passagens?<\/p>\n<p>E nas palavras de Ana Elisa Ribeiro, encontramos a poeta e sua for\u00e7a: Ela toca em feridas abertas latino-americanas, brasileiras, exp\u00f5e a situa\u00e7\u00e3o dos que se sentem estrangeiros, desterrados, renegados em seu pr\u00f3prio ch\u00e3o&#8230; O<\/p>\n<p>s caminhos de leitura da obra podem tocar vozes ancestrais. Com que versos de outros poetas as palavras de Lubi Prates podem dialogar? Quais s\u00e3o os contempor\u00e2neos e contempor\u00e2neas, quais s\u00e3o as vozes que nos fazem pensar sobre a \u00c1frica, origens, desterros? Seria poss\u00edvel forjar outra cole\u00e7\u00e3o, partindo de uma curadoria dos leitores que encontram semelhan\u00e7a e di\u00e1logos entre poetas? Ali\u00e1s, \u00e9 interessante atentar para o fato de que pr\u00f3prio livro At\u00e9 aqui \u00e9 o resultado parcial de uma antologia que a autora organiza de sua obra.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">&#8220;minha pele n\u00e3o \u00e9 casca<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">\u00e9 um mapa: onde \u00c1frica ocupa<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">todos os espa\u00e7os:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">cabe\u00e7a \u00fatero p\u00e9s&#8221; (p. 51)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><a href=\"https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/antigo\/produto\/maquina-de-costurar-concreto\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-29288 size-thumbnail\" src=\"https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/978-65-5931-181-1_G-94x150.jpg\" alt=\"\" width=\"94\" height=\"150\" srcset=\"https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/978-65-5931-181-1_G-94x150.jpg 94w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/978-65-5931-181-1_G-188x300.jpg 188w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/978-65-5931-181-1_G-643x1024.jpg 643w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/978-65-5931-181-1_G-768x1224.jpg 768w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/978-65-5931-181-1_G-964x1536.jpg 964w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/978-65-5931-181-1_G-1285x2048.jpg 1285w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/978-65-5931-181-1_G-203x323.jpg 203w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/978-65-5931-181-1_G-600x956.jpg 600w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/978-65-5931-181-1_G-150x239.jpg 150w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/978-65-5931-181-1_G-scaled.jpg 1607w\" sizes=\"(max-width: 94px) 100vw, 94px\" \/><\/a><a href=\"https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/antigo\/produto\/maquina-de-costurar-concreto\/\">M\u00e1quina de costurar concreto <\/a><\/h3>\n<p>Amanda Ribeiro<\/p>\n<p>13 x 20 cm \u2022 96 p\u00e1ginas \u2022 1 cor \u2022 ISBN 978-65-5931-181-1<\/p>\n<p>Livro digital ISBN 978-65-5931-182-8<\/p>\n<p>A poeta mineira Amanda Ribeiro, ao poetizar sobre o cotidiano e seus objetos, revela a sua imensid\u00e3o e nos oferece meios para renomear aquilo que \u00e9 ordin\u00e1rio da exist\u00eancia de cada pessoa. Fazendo poesia sobre aquilo que nos circunda, o que parece ser perif\u00e9rico, mas nunca insignificante, Amanda deixa \u201cgravada sua sensibilidade nas&nbsp;superf\u00edcies que encontra por a\u00ed\u201d, segundo as palavras da prefaciadora Flavia P\u00e9ret. Al\u00e9m de escrever, Amanda Ribeiro tamb\u00e9m experimenta outras linguagens, como o v\u00eddeo, dando igual peso aos diferentes suportes para a explora\u00e7\u00e3o po\u00e9tica do cotidiano.<\/p>\n<p>\u00c9 poss\u00edvel, a partir da leitura da obra, enfocar o olhar para o cotidiano como alimento para a poesia. Muitas vezes, a poesia nos ajuda a delinear de outro modo os objetos mais simples, que nos circundam e guardam gestos, lembran\u00e7as, hist\u00f3rias, sentimentos. Coisas que contam uma vida. Esse \u00e9 o universo de Amanda Ribeiro. H\u00e1 outros poetas alinhados com ela? Quais? Al\u00e9m de olhar para peda\u00e7os e rastros de uma vida no cotidiano, Amanda faz isso desde o lugar do feminino. Com que outras poetas ela pode dialogar? E quais s\u00e3o os objetos a partir dos quais os estudantes fariam poesia?<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">&#8220;hoje apaguei muitas fotos<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">eu voc\u00ea ponto jotapeg\u00ea<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">e nem pude ter o prazer<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">de rasg\u00e1-las ao meio<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">com algum cuidado para deixar<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">uma fresta do seu rosto<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">ao lado do meu<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">sorridente&#8221; (p. 74)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/antigo\/produto\/selfie-purpurina\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-29286 size-thumbnail\" src=\"https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/978-65-5931-179-8_G-92x150.png\" alt=\"\" width=\"92\" height=\"150\" srcset=\"https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/978-65-5931-179-8_G-92x150.png 92w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/978-65-5931-179-8_G-183x300.png 183w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/978-65-5931-179-8_G-625x1024.png 625w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/978-65-5931-179-8_G-768x1258.png 768w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/978-65-5931-179-8_G-937x1536.png 937w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/978-65-5931-179-8_G-1250x2048.png 1250w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/978-65-5931-179-8_G-203x333.png 203w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/978-65-5931-179-8_G-600x983.png 600w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/978-65-5931-179-8_G-150x246.png 150w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/978-65-5931-179-8_G.png 1831w\" sizes=\"(max-width: 92px) 100vw, 92px\" \/><\/a><\/p>\n<h3><a href=\"https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/antigo\/produto\/selfie-purpurina\/\">Selfie-purpurina <\/a><\/h3>\n<p>Fernanda Bastos<\/p>\n<p>13 x 20 cm \u2022 72 p\u00e1ginas \u2022 1 cor \u2022 ISBN978-65-5931-179-8<\/p>\n<p>Livro digital ISBN 978-65-5931-180-4<\/p>\n<p>Nas palavras da prefaciadora, Cidinha da Silva, a poeta Fernanda Bastos faz \u201cum retrato do carnaval ga\u00facho, suas alegorias e alegrias cantadas por uma filha e neta de sambistas, uma espectadora ilustre nascida em plena folia protagonizada por pessoas lutadoras, trabalhadoras durante o ano inteiro&#8230;\u201d Para tecer seus poemas, Fernanda Bastos bebe \u201cdas \u00e1guas da ancestralidade\u201d, compondo um \u201cpoem\u00e1rio com ritmo, cad\u00eancia e mem\u00f3ria\u201d, ainda segundo Cidinha da Silva.<\/p>\n<p>Os caminhos para a leitura da obra podem percorrer quest\u00f5es sobre a representatividade por meio do carnaval. \u00c9 poss\u00edvel refletir sobre a nossa Hist\u00f3ria observando o desfile na avenida? Como uma festa popular nos fala de um pa\u00eds, de ancestralidades, de sobreviv\u00eancia? Quais s\u00e3o os enredos presentes na poesia de Fernanda Bastos?<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">&#8220;No tempo em que nasci<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">Se aprendia mais de \u00c1frica<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">Na quadra<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">Do que no curso normal<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">que eu conclu\u00ed&#8221; (p. 15)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Curadoria: Madrinha Lua &#8211; poesia contempor\u00e2nea na escola Para apoiar os educadores na escolha dos t\u00edtulos a serem trabalhados nas escolas, a Editora Peir\u00f3polis est\u00e1 desenvolvendo uma proposta de curadoria de leituras. A cada m\u00eas, ser\u00e1 enviada \u00e0s escolas uma publica\u00e7\u00e3o digital com foco em um tema. 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