{"id":35398,"date":"2024-09-19T15:56:04","date_gmt":"2024-09-19T18:56:04","guid":{"rendered":"https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/?p=35398"},"modified":"2024-09-20T13:32:51","modified_gmt":"2024-09-20T16:32:51","slug":"entrevista-com-gabriela-romeu-e-anita-prades-autoras-de-continentes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/antigo\/entrevista-continentes\/","title":{"rendered":"Entrevista com Gabriela Romeu e Anita Prades, autoras de Continentes"},"content":{"rendered":"<h3><strong>Gabriela Romeu:<\/strong><\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: #ff6600;\"><strong>Peir\u00f3polis:<\/strong> <a href=\"https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/antigo\/produto\/continentes\/\"><strong><em>Continentes<\/em><\/strong><\/a><\/span> fala da jornada de uma menina ao longo de um dia. Conta um pouco para a gente, Gabi, como foi tra\u00e7ar esse caminho?<\/p>\n<p><span style=\"color: #ff6600;\"><strong>Gabriela:<\/strong> <\/span>A narrativa trata das aventuras e dos desafios cotidianos de uma menina pequena \u2013 saltar uma po\u00e7a, cavar um t\u00fanel \u2013 no universo do quintal, esse verdadeiro campo de investiga\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as, um lugar onde venho pesquisando nos \u00faltimos anos. Tracei um caminho a partir da voz de uma narradora que acompanha o dia da menina em seu quintal-continente com olhos atentos para a po\u00e9tica das crian\u00e7as, criando no percurso toda uma geografia pr\u00f3pria, singular, t\u00e3o real quanto imagin\u00e1ria ou t\u00e3o imagin\u00e1ria quanto real. A narradora v\u00ea tudo de t\u00e3o perto que \u00e0s vezes d\u00e1 para duvidar se n\u00e3o s\u00e3o a mesma pessoa. Quando o tema \u00e9 o brincar, talvez inevitavelmente a gente espelhe a nossa pr\u00f3pria experi\u00eancia, esses vest\u00edgios no corpo e na mem\u00f3ria. As crian\u00e7as s\u00e3o s\u00e1bias <em>poiet\u00e9s<\/em>, fazedoras de linguagens nesse espa\u00e7o, onde tudo se transforma, cresce ou diminui, falam com uma l\u00edngua c\u00f3smica, em uma interconectividade com todos os seres, viventes ou n\u00e3o.<\/p>\n<h3>&nbsp;<\/h3>\n<p><strong> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-35416 size-large\" src=\"https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/1-galo-1024x666.png\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"666\" srcset=\"https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/1-galo-1024x666.png 1024w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/1-galo-300x195.png 300w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/1-galo-150x98.png 150w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/1-galo-768x500.png 768w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/1-galo-1536x999.png 1536w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/1-galo-2048x1333.png 2048w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/1-galo-203x132.png 203w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/1-galo-600x390.png 600w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/strong><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff6600;\"><strong>P:<\/strong> <\/span>Voc\u00ea tamb\u00e9m tem uma longa jornada por muitos quintais, de muitas inf\u00e2ncias. Podemos dizer que, de certa maneira, as crian\u00e7as que conheceu e viu brincar por a\u00ed, est\u00e3o contidas nesse poema narrativo? De quais maneiras?<\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #ff6600;\">G:<\/span><\/strong>&nbsp;Sim, h\u00e1 muitas inf\u00e2ncias percorrendo as p\u00e1ginas deste livro, inventando seus pr\u00f3prios continentes. Inf\u00e2ncias diversas, ou pluriversos, de lugares onde as crian\u00e7as t\u00eam autoria e autonomia. S\u00e3o quintais, ruas de terra batida, aldeias, comunidades rurais, terrenos baldios, lugares onde as crian\u00e7as fazem do ch\u00e3o um continente de reinven\u00e7\u00e3o. Est\u00e3o contidos na narrativa os gestos das crian\u00e7as, os sil\u00eancios que cavam nesse brincar, descobertas e exerc\u00edcios cotidianos e tamb\u00e9m capacidade pl\u00e1stica que elas t\u00eam em ampliar e transformar o espa\u00e7o. Nas narrativas em que trago as experi\u00eancias das crian\u00e7as, como \u00e9 o caso de <a href=\"https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/antigo\/produto\/continentes\/\"><em>Continentes<\/em><\/a>, busco escrever com as imagens ofertadas pelas inf\u00e2ncias em diferentes territ\u00f3rios. S\u00e3o muitas, de meninas e meninos se inventando em caminhos por entre as ra\u00edzes das mangueiras. A inf\u00e2ncia \u00e9 territ\u00f3rio de oferendas, basta a gente saber sentar ao lado, ouvir e exercitar o brinquedo de olhar e contemplar, algo que aprendemos com as crian\u00e7as.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: #ff6600;\"><strong>P:<\/strong> <\/span>Seu texto \u00e9 muito imag\u00e9tico e muito sensorial. Muito imaginativo, tamb\u00e9m, como o pr\u00f3prio brincar. Como foi receber as ilustra\u00e7\u00f5es de Anita Prades? Fala um pouco para a gente como essa conversa se deu, entre as duas linguagens?<\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #ff6600;\">G:<\/span><\/strong> Um livro ilustrado se faz com muitas trocas, sabemos, e assim foi feito no percurso de <a href=\"https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/antigo\/produto\/continentes\/\"><em>Continentes<\/em><\/a>. Anita Prades \u00e9 uma leitora atenta, uma artista pesquisadora incr\u00edvel e ainda uma parceira de escuta alargada. Depois de conversas e definido um caminho, os rafes e as ilustra\u00e7\u00f5es chegavam trazendo momentos de pirilampo piscando no peito. Se a voz narrativa verbal \u00e9 em terceira pessoa, uma narradora que busca se aproximar da personagem menina e contar de seu dia, a narrativa visual assume uma lente subjetiva, em primeira pessoa, que escava novos mundos com o olhar, investiga um invent\u00e1rio de criaturas continentais, cria trajetos, v\u00ea de perto ou do alto. As ilustra\u00e7\u00f5es de Anita s\u00e3o carregadas de uma imagina\u00e7\u00e3o c\u00f3smica ou da mais pura cosmicidade que guarda a inf\u00e2ncia e, em di\u00e1logo com o texto, deixam transbordar fronteiras de um territ\u00f3rio s\u00f3, misturam tempos, inventam outras geografias, assim como fazem as crian\u00e7as.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-35418 size-large\" src=\"https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/20-passaro-1024x587.png\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"587\" srcset=\"https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/20-passaro-1024x587.png 1024w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/20-passaro-300x172.png 300w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/20-passaro-150x86.png 150w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/20-passaro-768x440.png 768w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/20-passaro-1536x881.png 1536w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/20-passaro-2048x1174.png 2048w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/20-passaro-203x116.png 203w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/20-passaro-600x344.png 600w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff6600;\"><strong>P:<\/strong><\/span> Sua fic\u00e7\u00e3o tem uma voz muito pr\u00f3pria, mas tamb\u00e9m remete a um certo modo de fazer literatura, que expande muito as fronteiras da imagina\u00e7\u00e3o. Quando escreve com o que ou quem costuma dialogar? O que alimenta a sua escrita?<\/p>\n<p><span style=\"color: #ff6600;\"><strong>G:<\/strong><\/span> Tenho tentado fazer alguns exerc\u00edcios diferentes de escrita (em termos de g\u00eanero, de experimenta\u00e7\u00e3o de linguagem ou da pr\u00f3pria inten\u00e7\u00e3o). Em diversos dos meus textos n\u00e3o h\u00e1 um endere\u00e7amento t\u00e3o direto do leitor, talvez seja poss\u00edvel dizer. Mas busco, sim, um endere\u00e7amento do sens\u00edvel de cada um dos leitores ou das leitoras, que podem ser crian\u00e7as, jovens ou adultos. E o sens\u00edvel \u00e9 casa da inf\u00e2ncia, por isso acredito que elas (a narrativa e as crian\u00e7as) possam se encontrar. E o desejo principal \u00e9 alcan\u00e7ar o cora\u00e7\u00e3o sens\u00edvel das inf\u00e2ncias, daquelas vividas no tempo de hoje e de corpo presente e daquelas que nos habitam e com as quais dialogamos a vida toda. O convite de <em>Continentes <\/em>(minha inten\u00e7\u00e3o, pelo menos) \u00e9 que pessoas de diferentes idades reinventem sua pr\u00f3pria geografia imagin\u00e1ria na leitura e que as crian\u00e7as tenham a vontade de brincar depois de percorrer a narrativa visual que preza a cosmicidade filos\u00f3fica das inf\u00e2ncias. Que as crian\u00e7as possam experienciar em <a href=\"https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/antigo\/produto\/continentes\/\"><em>Continentes<\/em><\/a> n\u00e3o s\u00f3 os territ\u00f3rios da imagina\u00e7\u00e3o, o que nem de longe \u00e9 pouco, ainda mais nos dias de hoje, mas que possam viver a experi\u00eancia da suspens\u00e3o, que \u00e9 da ordem da linguagem ou da poesia, e provoca que a gente mais sinta do que entenda.<\/p>\n<p>Ler prosa po\u00e9tica e poesia, buscar espa\u00e7os de sil\u00eancio e sobretudo contemplar as crian\u00e7as e seus pluriversos s\u00e3o fontes importantes para livros como <a href=\"https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/antigo\/produto\/continentes\/\"><em>Continentes<\/em><\/a>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-35409\" src=\"https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/SAMU_J7A858405032019-200x300.jpg\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/SAMU_J7A858405032019-200x300.jpg 200w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/SAMU_J7A858405032019-683x1024.jpg 683w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/SAMU_J7A858405032019-100x150.jpg 100w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/SAMU_J7A858405032019-768x1152.jpg 768w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/SAMU_J7A858405032019-1024x1536.jpg 1024w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/SAMU_J7A858405032019-1365x2048.jpg 1365w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/SAMU_J7A858405032019-203x305.jpg 203w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/SAMU_J7A858405032019-600x900.jpg 600w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/SAMU_J7A858405032019-150x225.jpg 150w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/SAMU_J7A858405032019.jpg 1618w\" sizes=\"(max-width: 200px) 100vw, 200px\" \/><\/p>\n<p><strong>Gabriela Romeu<\/strong> nasceu em S\u00e3o Paulo e passou a inf\u00e2ncia em um bairro do ABC Paulista, onde as crian\u00e7as dominavam as ruas, as pra\u00e7as, os quintais dos fundos das casas e tamb\u00e9m os tapetes da sala. Foi nos terrenos baldios que ela descobriu, em tampas perdidas, os escudos para as suas brincadeiras ou cavucou na terra, entre coisas esquecidas, esconderijos para alguns de seus segredos de menina. O mundo todo cabia naquele peda\u00e7o de ch\u00e3o, todo o seu continente, que guarda at\u00e9 hoje algumas de suas hist\u00f3rias de inf\u00e2ncia. Um lugar que a inspira a contar outras hist\u00f3rias, o que faz h\u00e1 mais de vinte anos, de muitos jeitos: em jornal, em filmes e exposi\u00e7\u00f5es, no teatro e, principalmente, nos livros. Entre suas obras publicadas, est\u00e3o <em>Terra de cabinha \u2013 Pequeno invent\u00e1rio da vida de meninos e meninas do sert\u00e3o<\/em> (vencedor do 59\u00ba Pr\u00eamio Jabuti e premiado pela C\u00e1tedra Unesco de Leitura PUC-Rio), <em>Irm\u00e3s da chuva<\/em> (Pr\u00eamio FNLIJ \u2013 O Melhor para Crian\u00e7a), <em>Di\u00e1rio das \u00e1guas<\/em> (Pr\u00eamio FNLIJ \u2013 Poesia) e <em>Menininho<\/em> (premiado pela C\u00e1tedra Unesco de Leitura PUC-Rio e finalista do Pr\u00eamio Jabuti).<\/p>\n<h3>&nbsp;<\/h3>\n<h3><strong>Anita Prades: <\/strong><\/h3>\n<p><strong><span style=\"color: #ff6600;\">Peir\u00f3polis:<\/span><\/strong> Neste livro, voc\u00ea traz ilustra\u00e7\u00f5es muito inventivas, subvertendo objetos do cotidiano, criando uma atmosfera pr\u00f3xima ao sonho, ao absurdo. Conta um pouco sobre seu processo neste livro? Como foi essa jornada?<\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #ff6600;\">Anita:<\/span><\/strong> Quando recebi o texto da Gabi, fiquei encantada com a maneira que ela nos conta sobre o desenrolar de um dia na vida de uma crian\u00e7a, encharcando as palavras com tanta poesia. Senti que seria um desafio \u2013 dos bons \u2013 dialogar com as muitas aberturas poss\u00edveis de sentidos imagin\u00e1rios presentes em um texto t\u00e3o poroso. Tive a grata oportunidade de sentar com a Gabi e as editoras Renata e Lili para filos\u00f3ficas e gostosas conversas, em que partilhamos refer\u00eancias diversas e colocamos nossas ideias poss\u00edveis na roda, em uma investiga\u00e7\u00e3o circular ao redor do material t\u00e3o vivo e instigante que pulsava do trabalho da Gabi. Fui para o ateli\u00ea, portanto, munida dessas valiosas conflu\u00eancias, em que, juntas, percebemos a preval\u00eancia da inventividade que tanto dialoga com os processos da imagina\u00e7\u00e3o na inf\u00e2ncia, subvertendo e recriando a realidade cotidiana. O processo, para mim, foi como um convite para a desamarrar meu imagin\u00e1rio sobre as representa\u00e7\u00f5es das formas conhecidas, para brincar com outras cartografias poss\u00edveis, a partir do que vemos, tocamos, sentimos. A experi\u00eancia passou a se tornar uma experimenta\u00e7\u00e3o extremamente prazerosa, uma provoca\u00e7\u00e3o para remar de volta para camadas muito profundas da inf\u00e2ncia. Sou muito feliz por ter participado da constru\u00e7\u00e3o desse livro-continente, que generosamente me fez reencontrar com o meu pr\u00f3prio of\u00edcio como ilustradora.&nbsp; &nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-35402 size-large\" src=\"https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/4-carrinho-1024x604.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"604\" srcset=\"https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/4-carrinho-1024x604.jpg 1024w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/4-carrinho-300x177.jpg 300w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/4-carrinho-150x88.jpg 150w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/4-carrinho-768x453.jpg 768w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/4-carrinho-1536x905.jpg 1536w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/4-carrinho-2048x1207.jpg 2048w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/4-carrinho-203x120.jpg 203w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/4-carrinho-600x354.jpg 600w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff6600;\"><strong>P:<\/strong> <\/span>Como foi seu encontro com o texto da Gabi? Para onde ele te levou? O que ele deu? E o que lhe tirou?<\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #ff6600;\">A:<\/span> <\/strong>Acho que a primeira leitura do texto da Gabi me tirou o ch\u00e3o dos p\u00e9s! Me vi navegando em um continente novo e deslumbrante, onde me esbaldei de rio e soube sil\u00eancios. Eram terras desconhecidas, inexploradas, mas que, ao mesmo tempo, eu conseguia encontrar dentro de mim. Bem dentro desse paradoxo po\u00e9tico. Acho que texto da Gabi abre caminhos que cada um de n\u00f3s pode percorrer de diferentes formas, e acho isso muito bonito.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: #ff6600;\"><strong>P:<\/strong><\/span> Do seu ponto de vista, o que \u00e9 importante considerar ao ler o livro ilustrado, que apresenta narrativas visuais e textuais t\u00e3o amalgamadas?<\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #ff6600;\">A:<\/span><\/strong> Penso que \u00e9 justamente nessas rela\u00e7\u00f5es poss\u00edveis entre palavras e imagens que mora uma das particularidades mais interessantes dessa categoria, o livro ilustrado. Me encanta pensar nas aberturas entre os v\u00e3os das muitas intera\u00e7\u00f5es poss\u00edveis entre essas duas linguagens narrativas distintas, especialmente quando entendemos que a ilustra\u00e7\u00e3o n\u00e3o precisa estar necessariamente vinculada \u00e0 uma interpreta\u00e7\u00e3o literal do texto. Vejo o livro ilustrado como um campo de ampla experimenta\u00e7\u00e3o art\u00edstica, com espa\u00e7os po\u00e9ticos que convidam \u00e0 uma experi\u00eancia leitora ativa, em que curiosidade e imagina\u00e7\u00e3o s\u00e3o for\u00e7a motriz. \u00c9 um tipo de livro que reconhece a import\u00e2ncia das imagens na nossa sociedade, e que, diante do excesso de visualidade em que vivemos, nos convida a habitar uma esp\u00e9cie de sil\u00eancio em que possamos nos apropriar de narrativas visuais com mais consist\u00eancia.&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-35419 size-large\" src=\"https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/15-arvore-1024x670.png\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"670\" srcset=\"https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/15-arvore-1024x670.png 1024w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/15-arvore-300x196.png 300w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/15-arvore-150x98.png 150w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/15-arvore-768x502.png 768w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/15-arvore-1536x1005.png 1536w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/15-arvore-2048x1339.png 2048w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/15-arvore-203x133.png 203w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/15-arvore-600x392.png 600w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #ff6600;\">P:<\/span> <\/strong>Voc\u00ea tem uma filha pequena em casa. Como a rela\u00e7\u00e3o t\u00e3o pr\u00f3xima \u00e0 inf\u00e2ncia se presentificou neste trabalho com Continentes?<\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #ff6600;\">A:<\/span> <\/strong>Uma das coisas que mais me encanta \u00e9 observar minha filha de 5 anos brincando sozinha. \u00c9 super gostoso brincarmos juntas tamb\u00e9m, mas tem algo de um planetinha que ela adentra quando est\u00e1 brincando sozinha, e fica sussurrando suavemente os di\u00e1logos entre os personagens imaginados, que me desperta uma ternura imensa. N\u00e3o precisa de muito&#8230; claro, \u00e0s vezes s\u00e3o bonecas mesmo e ela tem diversos brinquedos representativos da realidade \u00e0 sua disposi\u00e7\u00e3o. Por\u00e9m, \u00e0s basta um fiapo, um papelzinho amassado, uma pedrinha, um potinho com \u00e1gua e terra, enfim, singelezas que j\u00e1 se tornam um continente inteiro e duradouro. Os processos de fabula\u00e7\u00e3o que ela desenvolve acontecem com muita naturalidade, e existe um certo estado brincante que a acompanha o dia inteiro. Certamente estar com ela me ajudou no movimento de reavivar a mem\u00f3ria da crian\u00e7a em mim. Al\u00e9m do fato, \u00e9 claro, de que a pequena \u00e9 a primeira e principal inst\u00e2ncia julgadora da minha produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica. Felizmente, at\u00e9 agora ela tem sido uma grande incentivadora de minha carreira como ilustradora!<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-35410\" src=\"https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/Anita-Prades-275x300.jpg\" alt=\"\" width=\"275\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/Anita-Prades-275x300.jpg 275w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/Anita-Prades-938x1024.jpg 938w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/Anita-Prades-137x150.jpg 137w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/Anita-Prades-768x838.jpg 768w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/Anita-Prades-203x222.jpg 203w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/Anita-Prades-600x655.jpg 600w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/Anita-Prades-150x164.jpg 150w, https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/Anita-Prades.jpg 1039w\" sizes=\"(max-width: 275px) 100vw, 275px\" \/> <strong>Anita Prades<\/strong> nasceu e cresceu em S\u00e3o Paulo, e sua inf\u00e2ncia foi como um rio caudaloso e sem bordas. Depois de adulta, ela se v\u00ea sempre remando de volta para l\u00e1. Ela lembra dos p\u00e9s na areia, das m\u00e3os na terra, das rodas de can\u00e7\u00f5es e hist\u00f3rias, dos jogos de bola, dos brinquedos de sucata e, principalmente, lembra do amor por ler, desenhar e interpretar, que se manifesta hoje em sua atua\u00e7\u00e3o como ilustradora, autora e atriz. A casa em que cresceu era tamb\u00e9m um ateli\u00ea das inven\u00e7\u00f5es inesgot\u00e1veis de seus pais artistas, habitada por alguns seres malucos e bichos de muitos olhos. Anita ilustrou v\u00e1rios livros e, em 2019, escreveu e ilustrou seu primeiro livro infantil autoral,&nbsp;<em>Fio de rio<\/em>&nbsp;(finalista do Concurso Internacional de \u00c1lbum Ilustrado Biblioteca Insular de Gran Canaria, com ilustra\u00e7\u00f5es selecionadas para a Bienal de Bratislava). Em 2023, lan\u00e7ou&nbsp;<em>A casa dos vaga-lumes<\/em>&nbsp;e&nbsp;<em>A livreira viajante<\/em>&nbsp;(ilustra\u00e7\u00f5es finalistas da Mostra de Ilustradores da Bologna Children\u2019s Book Fair). Ela tamb\u00e9m colabora com o Instituto Em\u00edlia, \u00e9 pesquisadora na \u00e1rea de arte-educa\u00e7\u00e3o e doutoranda no Instituto de Artes da Universidade Estadual Paulista (Unesp).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Gabriela Romeu: &nbsp; Peir\u00f3polis: Continentes fala da jornada de uma menina ao longo de um dia. Conta um pouco para a gente, Gabi, como foi tra\u00e7ar esse caminho? 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