{"id":663,"date":"2007-07-31T12:00:00","date_gmt":"2007-07-31T12:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/?p=663"},"modified":"2020-02-21T13:25:31","modified_gmt":"2020-02-21T16:25:31","slug":"camelia-do-mar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/antigo\/camelia-do-mar\/","title":{"rendered":"Cam\u00e9lia do Mar"},"content":{"rendered":"<p>Esta hist\u00f3ria aconteceu e at\u00e9 hoje \u00e9 mist\u00e9rio na pequena Iriri, cidadela que re\u00fane as quatro mais belas praias do litoral capixaba. Posso assim assegurar que tudo principiou num certo oito de mar\u00e7o, justo h\u00e1 mais de 30 anos, no fim dos anos 60, quando Vico Serenari, bem dizendo, Ludovico, mo\u00e7o filho do lugar, bom puxador de rede, talentoso pescador, soube, por interm\u00e9dio do Professor Humberto (veranista de Muqui, no interior do Estado, cidade h\u00e1 pouca dist\u00e2ncia das praias de Iriri), que em junho do mesmo ano um astronauta estrangeiro iria pisar na Lua ap\u00f3s alcan\u00e7ar o c\u00e9u viajando num foguete.<br \/>\n&#8211; Imposs\u00edvel, Professor! Se a desdita acontece vai destruir todo o mundo. S\u00f3 h\u00e1 de sobrar o mar invadindo tudo aqui! ? Vico desacreditou.<br \/>\nDa\u00ed, se justificou num discurso de quem sabe as tramas da natureza. Lembrou que a velha Lua governava os mil segredos das mar\u00e9s em movimento. Que, se \u00e9 Cheia, cresce a \u00e1gua, faz aparecer os peixes. Se \u00e9 minguante, arrefece, encurta a for\u00e7a do mar e o peixe desaparece. Quando Nova, assanha os bichos, cruzando peixe com peixe. E, se \u00e9 Lua Crescente, \u00e9 hora de desovar toda a cruza acontecida.<br \/>\n&#8211; Ademais, tamb\u00e9m a Lua controla as calmarias, os ventos, as tempestades. Tem o mando de tudo ? prosseguiu, argumentando. ? N\u00e3o h\u00e1 de ser um piloto, num foguete prepotente, que pode pisar por l\u00e1 no mais abusado feito. Se tentar, trar\u00e1 desgra\u00e7a. Acredite no que digo.<br \/>\nClaro est\u00e1 que o professor, homem de muito estudo, achou gra\u00e7a no argumento. Trouxe de dentro de casa um jornal narrando o fato prometido para junho. Vico leu e n\u00e3o gostou. Calou-se mais por respeito \u00e0 insist\u00eancia do mestre. Desconversou, despediu, foi embora preocupado.<br \/>\nDesde a\u00ed mais se informou, quis saber da novidade. Trocou id\u00e9ia com um, trocou id\u00e9ia com outro, com os demais pescadores, viu que ningu\u00e9m se importava com o hist\u00f3ria anunciada. <br \/>\n&#8211; \u00c9 coisa de americano! Pra mim, pura invencionice, trafic\u00e2ncia de cinema, uma arma\u00e7\u00e3o de tev\u00ea, tudo e tudo, propaganda ? comentava Agostinho, seu cunhado e pescador feito Vico Serenari. ? N\u00e3o deve se molestar com temor por conta disso ? sossegava seu parente.<br \/>\n&#8211; Mas&#8230; se acontecer de fato!? Vai ser uma desgraceira! ? Vico sempre reagia.<br \/>\nO certo \u00e9 que noutro passo dessa hist\u00f3ria acontecida, na semana demarcada para o tal pouso na Lua, Ludovico Serenari transferiu as suas coisas, roupa, rede de pesca, um fogareiro de g\u00e1s, mais bastante mantimento, para o seu barco de uso. Bem na v\u00e9spera do pouso do astronauta no C\u00e9u, Vico deixou Iriri.<\/p>\n<p>Agostinho e a mulher, mesmo os demais pescadores, o Nestor do Bar das Pedras, o Padre Jacinto Paz e at\u00e9 o Doutor Cortes, m\u00e9dico de Iriri, por mais que se esfor\u00e7assem, n\u00e3o conseguiram mudar a disposi\u00e7\u00e3o de Vico.<br \/>\n&#8211; Fica, Vico! ? um dizia.<br \/>\n&#8211; Vico, fica! ? outro falava.<br \/>\n&#8211; \u00c9 tudo uma patacoada essa hist\u00f3ria de astronauta e de seu pouso na Lua! Encena\u00e7\u00e3o, pode crer! ? ajuizou o doutor<br \/>\n&#8211; Ora, confia em Deus que haver\u00e1 de prover! Nada vai acontecer! ? adiantou o vig\u00e1rio.<br \/>\nVico, contudo, partiu. <br \/>\n&#8211; Eu \u00e9 que n\u00e3o fico aqui aguardando o fim do mundo! Vou para o meio do mar, pois l\u00e1 estarei a salvo! ? retrucou e foi embora, navegante solit\u00e1rio.    <br \/>\nClaro que a bem da verdade o astronauta pousou, pisou, caminhou na Lua e o mundo n\u00e3o acabou. E, claro que a bem da verdade muitos desacreditaram do que viram na tev\u00ea, entre estes, Agostinho e mais alguns pescadores. <br \/>\nDoutor Cortes e o Padre, sem fazer estardalha\u00e7o, se convenceram do feito, certos de que realmente era um grande progresso, mais um passo do homem a favor da Humanidade, que nem disse o astronauta passeando pela Lua.<\/p>\n<p>J\u00e1 o Professor Humberto, sem desacreditar, confirmou o acontecido com outra preocupa\u00e7\u00e3o:<br \/>\n&#8211; \u00c9 certo que ele pisou. Foi, chegou e venceu feito C\u00e9sar na batalha. Mas, o que importa agora \u00e9 ir buscar Ludovico. Ele est\u00e1 em alto mar e, se desconhece o caso, acaba ficando l\u00e1, vagando pelo oceano sem ter muito o que fazer ? insistiu por v\u00e1rias vezes. <br \/>\nVico? Ficou no mar. Uma semana, ficou. S\u00f3 voltou quando Agostinho e outros tr\u00eas pescadores decidiram procur\u00e1-lo. Dois dias eles navegaram at\u00e9 o barco de Vico. O encontro foi feliz e o retorno, tamb\u00e9m. <br \/>\nO que todos estranharam, sem devida explica\u00e7\u00e3o, foi que junto de Vico veio mo\u00e7a loura e bela, com jeito de mo\u00e7a s\u00e9ria, filha de boa fam\u00edlia. Ele e ela apaixonados, pois desde ent\u00e3o, acertados, viveram que nem casados.<br \/>\nLudovico Serenari pouco ou nada assegurou a respeito da origem dessa mulher que trazia. Apenas apresentou a mo\u00e7a para os amigos:<br \/>\n&#8211; Esta \u00e9 minha Cam\u00e9lia com quem vou viver a vida! Meu presente do mar! ? foi s\u00f3 o que adiantou.      <br \/>\nE a vida prosseguiu. Por\u00e9m, a boca-pequena, n\u00e3o faltaram coment\u00e1rios. <br \/>\nUns entendiam que a mo\u00e7a, a tal Cam\u00e9lia de Vico, tamb\u00e9m fugira da terra e se escondera nas \u00e1guas com medo do astronauta que ia pisar na Lua. No encontro em alto-mar, o casal se afei\u00e7oou e decidiu se casar. <br \/>\n&#8211; Mas cad\u00ea o barco dela!? ? perguntavam os descrentes nessa vers\u00e3o do ocorrido.<\/p>\n<p>&#8211; Vai ver que o barco afundou e Vico salvou a mo\u00e7a em seu infeliz naufr\u00e1gio ? v\u00e1rios justificavam.<br \/>\n&#8211; Se \u00e9 assim, n\u00e3o tem erro! Quem salva mo\u00e7a no mar bem merece o seu amor! &#8211; diziam os convencidos por essa hist\u00f3ria arranjada.<br \/>\nContudo, ainda havia os descrentes nessa id\u00e9ia sem testemunha ocular. Estes vinham com inven\u00e7\u00e3o. Semeavam trama estranha.<br \/>\n&#8211; Essa Cam\u00e9lia \u00e9 um mist\u00e9rio&#8230; Decerto, s\u00f3 pode ser&#8230; e um dia vamos saber tudinho o que aconteceu nas \u00e1guas do oceano&#8230; bem no preto e no branco&#8230; no tim-tim por tim-tim, um dia vamos saber&#8230; Pago por esperar! ? segredavam alguns poucos intrigados com o fato, assim criando suspense.<br \/>\n&#8211; P\u00e1ra com isso, rapaz! Deixa em paz dona Cam\u00e9lia que \u00e9 pessoa distinta e n\u00e3o faz mal a ningu\u00e9m! Que mist\u00e9rio qual o qu\u00ea! ? depressa repreendia quem ouvia a tal suspeita.   <br \/>\n No entanto persistia, pairava no ar a d\u00favida junto \u00e0 brisa marinha, pois Vico nada de nada falava do acontecido. Se um ou outro teimava com pergunta indiscreta, ouvia de Ludovico a resposta de sempre:<br \/>\n&#8211; Cam\u00e9lia!? Ganhei da Lua&#8230; pra bem dizer, foi do mar! ? brincava e ria sem mais. <br \/>\nE, se nada mais dizia, mais despertava suspeita.<\/p>\n<p>Era feliz com Cam\u00e9lia. Muitos gostavam dela, pois era amiga de todos em Iriri e Pi\u00fama, Neves, Marata\u00edzes, Ita\u00f3ca, Ita\u00edpava, Anchieta e Ub\u00fa, praias e para\u00edsos do litoral capixaba na rota de sul a norte, rumo a Guarapari, Vila Velha e Vit\u00f3ria, a capital do Estado.   <br \/>\nDe in\u00edcio, foi doceira, vendedora de quitutes aos veranistas nas praias. Tamb\u00e9m fazia peixada, se algu\u00e9m encomendava. E fazia artesanato, mil objetos de conchas, dentes e ossos de peixe. Evidente que vendia. Da\u00ed, foi tamb\u00e9m parteira, junto de doutor Cortes. Sempre animada e disposta, gostava de estar em festas e cantava nessas festas. Ajudava na Igreja. Tornou-se at\u00e9 professora. Alfabetizava adultos. <br \/>\nLudovico Serenari sempre foi pescador.<br \/>\nNo acerto, viviam bem. Vinte anos foi assim. <br \/>\nEis que ent\u00e3o aconteceu o que ningu\u00e9m esperava.<br \/>\nEm outro oito de mar\u00e7o, nascendo os anos noventa, tal qual um vento suave que passa e toma percurso sem avisar onde vai, Cam\u00e9lia sumiu do mundo.<br \/>\nLudovico endoidou. Procurou pela mulher em todo canto que fosse, procurando em terra e mar. Oito dias navegou querendo encontrar Cam\u00e9lia. Foi \u00e0 capital do Estado. Pagou missa na capela para que ela voltasse. Vivia desesperado.<br \/>\nPor fim, escalou o topo da colina que existe na regi\u00e3o de Pi\u00fama, o vistoso Monte Ag\u00e1, e de l\u00e1 p\u00f4s-se a gritar:<br \/>\n&#8211; Cam\u00e9lia!!! Cam\u00e9lia!!! Cam\u00e9lia!!! ? um dia inteiro gritou.<\/p>\n<p>Decerto que tudo em v\u00e3o.<br \/>\nDesde a\u00ed, n\u00e3o mais pescou. Encostou-se em Agostinho, morando com o cunhado, a irm\u00e3, mais os sobrinhos. Manteve o barco de pesca. Nele navegava \u00e0s vezes, sumia al\u00e9m do horizonte, alcan\u00e7ava o alto-mar, levava tempo por l\u00e1, contudo, sempre voltava. Virou o triste da terra, nas praias de Iriri.<br \/>\nTodo oito de mar\u00e7o subia no Monte Ag\u00e1 e gritava de l\u00e1, bem no topo do monte:<br \/>\n&#8211; Ca-m\u00e9-lia!!! Ca-m\u00e9-lia!!! Ca-m\u00e9-lia!!! ? nos gritos acentuava cada s\u00edlaba do nome de sua mulher amada.<br \/>\nFoi not\u00edcia de r\u00e1dio. Apareceu na tev\u00ea. E criou tradi\u00e7\u00e3o que trouxe muito turista para ver Vico gritar. Teve at\u00e9 cart\u00e3o postal com foto de Ludovico gritando no Monte Ag\u00e1 pra veranista comprar. Todo oito de mar\u00e7o, bem no dia da mulher, era assim em Iriri. E foi assim por dez anos, at\u00e9 o ano dois mil, quando Vico Serenari desapareceu no mar, justo em oito de mar\u00e7o. Dizem que ele embarcou no nascer da madrugada e se p\u00f4s a navegar. Nunca mais tornou \u00e0 terra.<br \/>\nHoje, em Iriri, lembram dele com saudades. Uns aguardam seu retorno, certamente discretos. Outros, sem esperan\u00e7as, cr\u00eaem que ele se afogou. Todos, por\u00e9m, desconversam, no caso de um veranista perguntar por Ludovico.<br \/>\n&#8211; O Monte Ag\u00e1 est\u00e1 l\u00e1, aberto \u00e0 visita\u00e7\u00e3o! ? falam pouco mais que isso.<br \/>\nJ\u00e1 o Professor Humberto, que \u00e9 homem de n\u00e3o mentir e me inteirou desta hist\u00f3ria certa vez em Iriri, com a vasta sabedoria que a idade lhe concedeu tem detalhes curiosos a acrescentar na trama de tudo o que aconteceu.<br \/>\n&#8211; Ora! A bem da verdade, Vico n\u00e3o se afogou! Nadava melhor que peixe, n\u00e3o iria se afogar! ? garantiu com seguran\u00e7a, no encontro que tivemos, j\u00e1 em 2002, no Natal, em Iriri.<\/p>\n<p>Disse da ocasi\u00e3o em que conversou com Vico a respeito de Cam\u00e9lia, no princ\u00edpio de 2000:<br \/>\n&#8211; O que aconteceu com ela!? ? pressionou o amigo num bom momento de prosa. <br \/>\n&#8211; Ah! Professor, nem lhe conto&#8230; nunca contei a ningu\u00e9m, pois me envergonha contar.<br \/>\n&#8211; Conta de vez, Ludovico! Por sinal, a sua hist\u00f3ria come\u00e7ou numa conversa que voc\u00ea teve comigo, quando falei contigo do astronauta estrangeiro que ia pisar na Lua. Voc\u00ea h\u00e1 de se lembrar e n\u00e3o pode me negar que por isso conheceu sua estimada Cam\u00e9lia. Da\u00ed, mere\u00e7o saber o que aconteceu com ela. Quem sabe, contando a mim, assim destrava a trag\u00e9dia? ? for\u00e7ou, querendo a verdade.          <br \/>\n&#8211; \u00c9 verdade, professor&#8230; Devo esta ao senhor&#8230;  <br \/>\nO caso \u00e9 que Ludovico contou todo o sucedido.<br \/>\n&#8211; Acontece, professor, que desacertei o passo e fiz a pior asneira que um homem pode fazer com sua mulher amada&#8230; Eu desmereci Cam\u00e9lia ao sair com outra mo\u00e7a, mais por farra de homem bobo&#8230; e Cam\u00e9lia descobriu. Foi da\u00ed que ela partiu. S\u00f3 posso dizer, amigo, que meu castigo chegou mais depressa que esperava.<br \/>\nAfirmou que, castigado, ele agora bem sabia o valor de uma mulher para o cora\u00e7\u00e3o de um homem.<br \/>\n&#8211; \u00c9 mais que a metade do c\u00e9u. \u00c9 a mais suave brisa e a mais quente fogueira que nos anima o prazer. \u00c9 o mais alegre mar. A terra em que germinamos toda a semente da vida. Acredite, professor.  Hoje eu sei, mas que adianta saber tanto nessa hora!?   <\/p>\n<p>Adiantou Ludovico que ao encontrar Cam\u00e9lia nas \u00e1guas do oceano&#8230;<br \/>\n&#8211; &#8230; ela me deu um anel, j\u00f3ia que trouxe das ondas ? comovido, confessou o fato surpreendente. ? Deixou claro que, se um dia, eu tirasse de meu dedo esse anel que ela me deu, iria embora de mim sem mesmo se despedir. E foi o que aconteceu.<br \/>\nDisto ainda explicou que antes jamais tirara o tal anel de seu dedo.<br \/>\n&#8211; Somente na ocasi\u00e3o em que dei o passo errado tirei o anel de mim, por conta da consci\u00eancia n\u00e3o me permitir errar trazendo o anel comigo ? esmiu\u00e7ou a hist\u00f3ria. ? Pois, bastou tirar do dedo, t\u00e3o logo o anel sumiu. Era encantado, esse anel, que evaporou, virou nada, levou Cam\u00e9lia com ele. Desde ai, me desgracei e s\u00f3 me resta clamar, esperando merecer o reencontro com ela ? lamentou-se, Ludovico.  <br \/>\nE o Professor me contou:<br \/>\n&#8211; N\u00e3o voltamos a falar. Poucas semanas depois, Vico sumiu de vez. Foi embora mar adentro ? tratou de reafirmar. ? Verdade \u00e9 que desde os gregos, ningu\u00e9m ignora o fato, h\u00e1 bel\u00edssimas Nereidas nos mares de todo o mundo, mais as hist\u00f3rias de amor que vivem com certos homens. No Brasil, essas Nereidas s\u00e3o chamadas de M\u00e3e D?\u00c1gua. Sei tamb\u00e9m que sempre t\u00eam o nome de alguma flor. E Cam\u00e9lia \u00e9 uma delas. Creio que sim, n\u00e3o duvido ? afian\u00e7ou-me o mestre. ? Penso que Ludovico certamente est\u00e1 com ela. Que, juntos, sejam felizes! ? assim ele encerra a trama.<br \/>\nO que mais sei desta hist\u00f3ria \u00e9 que, na precisa tarde em que me inteirei da lenda de Cam\u00e9lia e Ludovico com o Professor Humberto, fui me banhar no mar, na Praia dos Namorados, a mais bonita das praias da cidade de Iriri, no litoral capixaba.<br \/>\nQuem ainda n\u00e3o foi l\u00e1, \u00e9 justo que deve ir. Ir para ver e crer na magia de Iriri.<\/p>\n<p><b><i>copyright do autor<\/i><\/b><i><\/i><\/p>\n<p>\n*Jos\u00e9 Arrabal \u00e9 professor universit\u00e1rio, jornalista e escritor, autor de contos, novelas e romances. Entre suas obras, sobressaem &#8220;O Nacional e o Popular na Cultura Brasileira: Teatro&#8221; (Editora Brasiliense), &#8220;A Princesa Raga-Si&#8221;, &#8220;O Livro das Origens&#8221;, &#8220;Lendas Brasileiras&#8221;(Vol 1\/Vol. 2) e &#8220;Cacu\u00ed &#8211; O Curumim Encantado&#8221; (Editora Paulinas); &#8220;A Ira do Curupira&#8221; (Editora Mercuryo Jovem); &#8220;O Novi\u00e7o&#8221;, &#8220;Demeter, A Senhora dos Trigais&#8221;, &#8220;O Monstro e a Mata&#8221; e &#8220;O Nariz do Vladimir&#8221; (Editora FTD); &#8220;Hist\u00f3rias do Jap\u00e3o&#8221; (Editora Peir\u00f3polis); e &#8220;Anos 70 ? Ainda Sob a Tempestade&#8221; (Aeroplano Editora).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Este m\u00eas a Editora Peir\u00f3polis disponibiliza a seus leitores o texto <i>Cam\u00e9lia do Mar<\/i>, do professor, jornalista e escritor Jos\u00e9 Arrabal. Arrabal, que teve seu livro <i>Hist\u00f3rias do Jap\u00e3o<\/i> escolhido para inaugurar o programa municipal ?Minha Biblioteca?, j\u00e1 contribuiu com a se\u00e7\u00e3o Leituras em outra ocasi\u00e3o, quando disponibilizou o texto <i>O escritor \u00e9 um leitor<\/i>. <i>Cam\u00e9lia do Mar<\/i> foi publicado tamb\u00e9m na revista <i>Direcional Escolas<\/i>.<\/p>\n","protected":false},"author":2445,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-663","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-blog"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.5 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Cam\u00e9lia do Mar - Editora Peir\u00f3polis<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/antigo\/camelia-do-mar\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Cam\u00e9lia do Mar - Editora Peir\u00f3polis\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Este m\u00eas a Editora Peir\u00f3polis disponibiliza a seus leitores o texto Cam\u00e9lia do Mar, do professor, jornalista e escritor Jos\u00e9 Arrabal. 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