{"id":671,"date":"2008-12-04T03:39:46","date_gmt":"2008-12-04T03:39:46","guid":{"rendered":"https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/?p=671"},"modified":"2020-02-21T13:25:23","modified_gmt":"2020-02-21T16:25:23","slug":"literatura-indigena-e-o-tenue-fio-entre-escrita-e-oralidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/antigo\/literatura-indigena-e-o-tenue-fio-entre-escrita-e-oralidade\/","title":{"rendered":"Literatura Ind\u00edgena e o t\u00eanue fio entre escrita e oralidade"},"content":{"rendered":"<p><i>Daniel Munduruku*<\/i><\/p>\n<p>A escrita \u00e9 uma conquista recente para a maioria dos 230 povos ind\u00edgenas que habitam nosso pa\u00eds desde tempos imemoriais. Detentores que s\u00e3o de um conhecimento ancestral aprendido pelos sons das palavras dos av\u00f4s e av\u00f3s antigos, estes povos sempre priorizaram a fala, a palavra, a oralidade como instrumento de transmiss\u00e3o da tradi\u00e7\u00e3o, obrigando as novas gera\u00e7\u00f5es a exercitarem a mem\u00f3ria, guardi\u00e3 das hist\u00f3rias vividas e criadas.<\/p>\n<p>A mem\u00f3ria \u00e9, pois, ao mesmo tempo, passado e presente que se encontram para atualizar os repert\u00f3rios e encontrar novos sentidos, que se perpetuar\u00e3o em novos rituais que abrigar\u00e3o elementos novos, num circular movimento repetido \u00e0 exaust\u00e3o ao longo de sua hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Assim, estes povos traziam consigo a mem\u00f3ria ancestral. Essa harm\u00f4nica tranq\u00fcilidade foi, no entanto, alcan\u00e7ada pelo bra\u00e7o forte dos invasores: ca\u00e7adores de riquezas e de almas. Passaram por cima da mem\u00f3ria e foram escrevendo no corpo dos vencidos uma hist\u00f3ria de dor e sofrimento. Muitos dos atingidos pela gana destruidora tiveram que ocultar-se sob outras identidades para serem confundidos com os desvalidos da sorte e assim poderem sobreviver. Estes se tornaram sem-terra, sem-teto, sem-hist\u00f3ria, sem-humanidade. Estes tiveram que aceitar a dura realidade dos sem-mem\u00f3ria, gente das cidades que precisa guardar nos livros seu medo do esquecimento.<\/p>\n<p>Por outro lado ? e gra\u00e7as ao sacrif\u00edcio dos primeiros ? outro grupo pode manter sua mem\u00f3ria tradicional e continuar sua vida com mais seguran\u00e7a e garantia. Estes povos foram contatados um pouco mais tarde, quando os invasores chegaram \u00e0 Amaz\u00f4nia e tentaram conquist\u00e1-la como j\u00e1 haviam feito em outras regi\u00f5es. Tiveram menos sorte, mas tamb\u00e9m ali fizeram relativo estrago nas culturas locais e as tornaram dependentes dos v\u00edcios trazidos de outras terras. Foram enfraquecidos pela bebida, entorpecidos pela divindade crist\u00e3 e envergonhados em sua dignidade e humanidade.<\/p>\n<p>Estes povos ? uns e outros ? est\u00e3o vivos. Suas mem\u00f3rias ancestrais ainda est\u00e3o fortes, mas ainda t\u00eam de enfrentar uma realidade mais dura que de seus antepassados.  Uma realidade que precisa ser entendida e enfrentada. Isso n\u00e3o se faz mais com um enfrentamento b\u00e9lico, mas atrav\u00e9s do dom\u00ednio da tecnologia que a cidade possui. Ela \u00e9 t\u00e3o fundamental para a sobreviv\u00eancia f\u00edsica quanto para a manuten\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria ancestral.<\/p>\n<p>Claro est\u00e1 que se estes povos fizeram apenas a &#8220;tradu\u00e7\u00e3o&#8221; da sociedade ocidental para seu repert\u00f3rio m\u00edtico, correr\u00e3o o risco de ceder &#8220;ao canto da sereia&#8221; e abandonar a vida que t\u00e3o gloriosamente lutaram para manter. \u00c9 preciso interpretar. \u00c9 preciso conhecer. \u00c9 preciso se tornar conhecido. \u00c9 preciso escrever ? mesmo com tintas do sangue ? a hist\u00f3ria que foi tantas vezes negada.<\/p>\n<p>A escrita \u00e9 uma t\u00e9cnica. \u00c9 preciso dominar esta t\u00e9cnica com perfei\u00e7\u00e3o para poder utiliz\u00e1-la a favor da gente ind\u00edgena. T\u00e9cnica n\u00e3o \u00e9 nega\u00e7\u00e3o do que se \u00e9. Ao contr\u00e1rio, \u00e9 afirma\u00e7\u00e3o de compet\u00eancia. \u00c9 demonstra\u00e7\u00e3o de capacidade de transformar a mem\u00f3ria em identidade, pois ela reafirma o Ser na medida em que precisa adentrar no universo m\u00edtico para dar-se a conhecer ao outro.<\/p>\n<p>O papel da literatura ind\u00edgena \u00e9, portanto, ser portadora da boa not\u00edcia do (re)encontro. Ela n\u00e3o destr\u00f3i a mem\u00f3ria na medida em que a refor\u00e7a, e acrescenta ao repert\u00f3rio tradicional outros acontecimentos e fatos que atualizam o pensar ancestral.<\/p>\n<p>H\u00e1 um fio muito t\u00eanue entre oralidade e escrita, disso n\u00e3o se duvida. Alguns querem transformar este fio numa ruptura. Prefiro pensar numa complementa\u00e7\u00e3o. N\u00e3o se pode achar que a mem\u00f3ria n\u00e3o se atualiza. \u00c9 preciso notar que ela ? a mem\u00f3ria ? est\u00e1 buscando dominar novas tecnologias para se manter viva. A escrita \u00e9 uma dessas t\u00e9cnicas, mas h\u00e1 tamb\u00e9m o v\u00eddeo, o museu, os festivais, as apresenta\u00e7\u00f5es culturais, a internet com suas variantes, o r\u00e1dio e a TV. Ningu\u00e9m duvida que cada uma delas \u00e9 importante, mas poucos s\u00e3o capazes de perceber que \u00e9 tamb\u00e9m uma forma contempor\u00e2nea de a cultura ancestral se mostrar viva e fundamental para os dias atuais.<\/p>\n<p>Pensar a Literatura Ind\u00edgena \u00e9 pensar no movimento que a mem\u00f3ria faz para apreender as possibilidades de mover-se num tempo que a nega e que nega os povos que a afirmam. A escrita ind\u00edgena \u00e9 a afirma\u00e7\u00e3o da oralidade. Por isso atrevo-me a dizer como a poeta ind\u00edgena Potiguara Gra\u00e7a Gra\u00fana:<\/p>\n<p><i>Ao escrever,<\/p>\n<p>dou conta da minha ancestralidade;<br \/>\ndo caminho de volta,<br \/>\ndo meu lugar no mundo<\/i><\/p>\n<p><i>*O escritor Daniel Munduruku comp\u00f5e a parcela de \u00edndios que v\u00eam criando pontes entre as culturas ind\u00edgenas e a cultura dominante. Formado em Filosofia com Mestrado em Antropologia Social pela USP, Daniel atualmente \u00e9 doutorando em Educa\u00e7\u00e3o pela mesma universidade, al\u00e9m de ser pesquisador do CNPq e diretor-Presidente do Inbrapi. \u00cdndio da na\u00e7\u00e3o Munduruku, ele foi professor da rede estadual e particular de ensino e atuou como educador social de rua pela Pastoral do Menor de S\u00e3o Paulo. Esteve na Europa diversas vezes, viajando como convidado para proferir confer\u00eancias sobre a cultura ind\u00edgena e ministrar oficinas culturais. \u00c9 professor da Funda\u00e7\u00e3o Peir\u00f3polis e autor de &#8220;Meu av\u00f4 Apolin\u00e1rio&#8221;, &#8220;Coisas de \u00cdndio&#8221;, &#8220;Hist\u00f3rias de \u00cdndio&#8221; e &#8220;O Banquete dos Deuses&#8221;, entre outros. Pela Editora Peir\u00f3polis, publicou <a href=\"http:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/detalhe.php?cod=93\">O sinal do paj\u00e9<\/a> e <a href=\"\/produto\/as-serpentes-que-roubaram-a-noite-e-outros-mitos\/\">As serpentes que roubaram a noite<\/a>. Al\u00e9m disso, tamb\u00e9m coordena a <a href=\"http:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/colecoes.php\">Cole\u00e7\u00e3o Mem\u00f3rias Ancestrais<\/a>, s\u00e9rie de livros infantis que resgata mitos e lendas das diversas na\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas brasileiras.<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em dezembro, a Editora Peir\u00f3polis tem o prazer de publicar o ensaio <b>Literatura Ind\u00edgena e o t\u00eanue fio entre escrita e oralidade<\/b>, de autoria do escritor Daniel Munduruku, fil\u00f3sofo e doutorando em Educa\u00e7\u00e3o na USP, autor de t\u00edtulos que comp\u00f5em a <a href=\"http:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/catalogo.php?cat=15&#038;t=Mitologia+Ind%EDgena\">linha editorial ind\u00edgena<\/a> da Peir\u00f3polis. 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