{"id":8209,"date":"2013-06-12T19:07:30","date_gmt":"2013-06-12T19:07:30","guid":{"rendered":"https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/?p=8209"},"modified":"2013-06-12T19:07:30","modified_gmt":"2013-06-12T19:07:30","slug":"literatura-portuguesa-um-convite-ao-prazer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/antigo\/literatura-portuguesa-um-convite-ao-prazer\/","title":{"rendered":"Literatura portuguesa, um convite ao prazer"},"content":{"rendered":"<p>Por Prof. Dr. Joel Cardoso &#8211; ICA (Instituo de Ci\u00eancias da Arte) da UFPA<\/p>\n<p>Num contexto contempor\u00e2neo em que a imagem leva uma not\u00f3ria vantagem em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 palavra, costumamos dizer que a leitura est\u00e1 em crise. Nossos alunos n\u00e3o leem. E quando leem, leem mal. N\u00e3o cabe aqui discorrer sobre os muitos motivos dessa t\u00e3o propalada &#8211; quanto question\u00e1vel &#8211; crise da leitura. Interessa-nos, como professores de literatura, voltar a promover a leitura, a leitura de n\u00edvel, a leitura da palavra em sua potencialidade art\u00edstica. E disso, s\u00f3 o texto liter\u00e1rio \u00e9 capaz.<\/p>\n<p>A Literatura, extrapolando fronteiras, alargando horizontes, nos proporciona viagens ao mundo real e, o que \u00e9 mais importante, ao mundo da imagina\u00e7\u00e3o. Para a imagina\u00e7\u00e3o n\u00e3o existem fronteiras. Nossos alunos j\u00e1 n\u00e3o leem, por exemplo, Machado de Assis. H\u00e1 uma cren\u00e7a generalizada de que o escritor \u00e9 distante, dif\u00edcil de ser entendido. Ledo engano! Machado continua atual\u00edssimo e, se n\u00e3o ele n\u00e3o \u00e9 compreendido, n\u00e3o \u00e9 lido, n\u00e3o \u00e9 estudado e, sobretudo, n\u00e3o \u00e9 amado e admirado, certamente n\u00e3o \u00e9 culpa do escritor ou do seu estilo, mas da precariedade do leitor no traquejo e utiliza\u00e7\u00e3o de sua pr\u00f3pria l\u00edngua. \u00c9 exatamente nesse contexto que se insere a interven\u00e7\u00e3o do professor de Literatura. Se em rela\u00e7\u00e3o a Machado, exemplo que tomamos para ilustrar uma situa\u00e7\u00e3o, acontece isso, n\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil imaginar as dificuldades com as quais nos deparamos quando se trata de se ensinar Literatura Portuguesa! Os autores lusos, nossos mestres, est\u00e3o cada vez mais, se n\u00e3o esquecidos, relegados a um inconceb\u00edvel segundo plano.<\/p>\n<p>A literatura, com sua potencialidade art\u00edstica, dialoga com todas as \u00e1reas do saber humano. Em nome de um reducionismo inexplic\u00e1vel que apregoa erroneamente um ensino centrado apenas na realidade do aluno, cada vez mais n\u00f3s nos distanciamos de saberes universais fundamentais para a forma\u00e7\u00e3o humana. N\u00e3o que essa realidade imediata do aluno deva ser desconsiderada, mas, a partir dela, ela deve ser ampliada, modificada, questionada e, se necess\u00e1rio, at\u00e9 mesmo negada. Uma das fun\u00e7\u00f5es da escola, do ensino, \u00e9, entre outras muitas possibilidades, transformar o indiv\u00edduo, preparando-o para atuar intercontextualmente, isto \u00e9, em contextos diferenciados (e n\u00e3o apenas no seu contexto imediato e localizado).<\/p>\n<p>Normalmente, vemos a l\u00edngua apenas em seu \u00e2mbito comunicativo e funcional, desprezando-se a Literatura, que veicula e potencializa a l\u00edngua em sua dimens\u00e3o est\u00e9tica. Estudar um poema, um romance, um conto \u00e9 se permitir abrir perspectivas discursivas, possibilitando o deslocamento da linguagem para outras inst\u00e2ncias que extrapolam o convencionalismo cotidiano ou o seu uso imediato.<\/p>\n<p>Como professor de Literatura j\u00e1 h\u00e1 muitos, muitos anos, sempre fico me perguntando quanto \u00e0 pertin\u00eancia dos textos a serem adotados como leitura para os nossos alunos. Hoje, no meu fazer docente, milito em outras \u00e1reas, tendo a arte, de uma forma geral, como um mundo (um uni-verso) a desvendar em sala de aula. No entanto, quando se trata de Literatura Portuguesa, ent\u00e3o, a preocupa\u00e7\u00e3o se torna, indubitavelmente, muito maior. Poucos s\u00e3o os livros dispon\u00edveis. Quando os h\u00e1, s\u00e3o caros, dif\u00edceis de serem encontrados, portanto, de dif\u00edcil acesso.<\/p>\n<p>A linguagem empregada pelos autores cl\u00e1ssicos, com o prest\u00edgio alcan\u00e7ado ao longo da hist\u00f3ria, com seu valor incontest\u00e1vel, quando, no entanto, direcionadas aos nossos alunos, se torna, para eles, quase inacess\u00edvel. Temos, como mestres, que, l\u00fadica e didaticamente, promover uma leitura conjunta, explicitando, acompanhando e estabelecendo as necess\u00e1rias pontes.<\/p>\n<p>A l\u00edngua portuguesa, nos seus prim\u00f3rdios, apresenta textos que, quer pelo distanciamento temporal, quer pelo nosso desconhecimento do idioma da \u00e9poca, quer, ainda, pela precariedade de informa\u00e7\u00f5es (t\u00e3o raras quanto essenciais) para acompanhar esses textos, se constitui num s\u00e9rio problema para quem quer se aventurar por essas plagas genes\u00edacas. O Trovadorismo, saindo das nebulosas e turbulentas \u00e1guas medievais, comporta as suas complica\u00e7\u00f5es, seus mist\u00e9rios, seus desv\u00e3os. O \u201cmar de hist\u00f3rias\u201d que embasa a prosa do per\u00edodo \u00e9 sempre visto <i>en passant<\/i>. Humanismo acaba pura e simplesmente se restringindo a um Gil Vicente conhecido \u00e0s pressas e sem aprofundamento. Cam\u00f5es nos surge inevit\u00e1vel \u2013 um bem e, ao mesmo tempo, um mal necess\u00e1rio &#8211; e \u00e9 visto como o florescer do idioma, mas raramente \u00e9 aprofundado como deveria ou como conv\u00e9m a uma obra cuja magnitude \u00e9 incontest\u00e1vel.<\/p>\n<p>Em todos os per\u00edodos da literatura portuguesa encontramos autores fundamentais que precisam ser revisitados, redescobertos e reapresentados ao p\u00fablico de hoje. Bocage \u00e9 sempre um desafio. Os autores do Romantismo, com sua passionalidade arrebatadora, nos comovem desde sempre. E\u00e7a de Queir\u00f3s, um dos maiores romancistas de todos os tempos, \u00e9 um eterno aprendizado. O que dizer, ent\u00e3o, de Fernando Pessoa (que \u00e9 \u00fanico e, ao mesmo tempo, m\u00faltiplo), ou de Jos\u00e9 R\u00e9gio, ou, ainda, de S\u00e1-Carneiro? Onde colocar as inquieta\u00e7\u00f5es (t\u00e3o particulares quanto universais) de um Ant\u00f3nio Botto? O que fazer da irrever\u00eancia de Guerra Junqueiro? Como n\u00e3o nos render ao lirismo de Florbela? E os questionamentos existenciais de Verg\u00edlio Ferreira? O que dizer de Saramago ou de Lobo Antunes?<\/p>\n<p>Tantos s\u00e3o os nomes! Tantas, as viagens! Cada autor \u00e9 um mundo, ou melhor, mundos que nos espreitam, nos aguardam, nos convidam, nos incitam, nos desafiam. Mundos que, em nos levando para o exterior, nos descortinam, nos velam e desvelam interiormente. Reconhecemo-nos e, concomitantemente, nos estranhamos. Esse \u00e9 um dos mist\u00e9rios da arte. \u00c9 a magia da palavra, oscilando, simb\u00f3lica e real, entre o apreens\u00edvel e o inapreens\u00edvel.<\/p>\n<p>Na realidade, os nossos mestres, quando se trata do ensino de Literatura, quase sempre s\u00f3 ministram aulas de Hist\u00f3ria da Literatura. Partir sempre dos textos para os m\u00faltiplos contextos. As an\u00e1lises dos textos, objetos e objetivos maiores do ensino de Literatura, com o seu conte\u00fado, com a sua forma, com suas estruturas, com suas estrat\u00e9gias art\u00edsticas, acabam inexplicavelmente ficando relegadas a um segundo plano, quando n\u00e3o ficam totalmente de fora.<\/p>\n<p>O que deve nos motivar \u00e9 o prazer do texto, o prazer da descoberta dos contextos liter\u00e1rios. No entanto, n\u00e3o lemos como dever\u00edamos. N\u00e3o lemos sequer o que poder\u00edamos ler. Outras inst\u00e2ncias de leitura se estabeleceram. Outros protocolos regem as exig\u00eancias da contemporaneidade. H\u00e1 que se reestabelecer e revigorar a leitura no seu sentido tradicional. Os nossos alunos, para que isso ocorra convincentemente, precisam ser motivados. Motivados, portanto, pela sedu\u00e7\u00e3o do texto, pela beleza do discurso, pela entrega total \u00e0 imagina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Texto do Professor Dr. Joel Cardoso, do Instituto de Ci\u00eancias da Arte da UFPA, sobre as possibilidades do uso da literatura no ensino e como o prazer do texto e da descoberta dos contextos liter\u00e1rios devem motivar os educadores a explorar melhor as diversas possibilidades do texto liter\u00e1rio.<\/p>\n","protected":false},"author":2445,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[3,8],"tags":[],"class_list":["post-8209","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-blog","category-sala-do-professor"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.5 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Literatura portuguesa, um convite ao prazer - 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