{"id":8828,"date":"2014-02-27T15:42:11","date_gmt":"2014-02-27T18:42:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/?p=8828"},"modified":"2020-02-21T14:22:36","modified_gmt":"2020-02-21T17:22:36","slug":"a-monstruosa-sombra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/antigo\/a-monstruosa-sombra\/","title":{"rendered":"A monstruosa sombra"},"content":{"rendered":"<p>Por Pen\u00e9lope Martins<\/p>\n<p>D\u00f3i-me imenso escutar a can\u00e7\u00e3o O Ci\u00fame de Caetano Veloso. Talvez porque eu sinta atravessar no peito essa flecha preta que fere nossa garganta quando olhamos para fora o mundo e vemos o que n\u00e3o temos. E cobi\u00e7amos para n\u00f3s, e queremos que seja nosso. A can\u00e7\u00e3o \u00e9 muito mais, eu sei (e talvez o melhor seja o que eu n\u00e3o saiba, embora sinta), mas hoje veio cantar de novo na minha mem\u00f3ria sua melodia de arranhar entranhas:<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Tanta gente canta, tanta gente cala<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Tantas almas esticadas no cortume<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Sobre toda a estrada<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Sobre toda a sala<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Paira a monstruosa sombra do ci\u00fame.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">O ci\u00fame mora perto da inveja. Talvez sejam irm\u00e3os g\u00eameos. Talvez xip\u00f3fagos de mesmo cora\u00e7\u00e3o venenoso. Veneno certeiro de cobra que d\u00e1 o bote antes que a gente perceba. \u00c9 preciso estar atento.<\/p>\n<p>N\u00e3o costumo querer o que n\u00e3o tenho; das coisas de usar pela vida, digo que n\u00e3o preciso de muito e que tem sido bom assim do jeito que est\u00e1. Mas sinto inveja quando olho pela janela do carro e vejo a meninada no farol. Sinto inveja de ser um pa\u00eds que n\u00e3o tenha meninada a pedir esmolas no farol. E sinto ci\u00fames de que essa melhor ordem social n\u00e3o seja aqui para n\u00f3s e para as minhas crian\u00e7as que crescem desabrigadas em farois com os p\u00e9s sujos de fuligem. Carbonizadas.<\/p>\n<p>Hoje me doeu fundo essa inveja.<\/p>\n<p>Recentemente me desmanchei inteira em um projeto de contar hist\u00f3rias aqui e do outro lado do Atl\u00e2ntico. Pedi livros aos autores e eles generosamente retribu\u00edram ao meu chamado. Gente que nem me conhece. Gente que nem sabe o quanto eu sou invejosa, ciumenta at\u00e9. Os livros me foram enviados pelo servi\u00e7o postal da minha terra \u2013 gosto tanto de receber pacotes postais, cartas, cart\u00f5es; o servi\u00e7o postal parece tornar mais real o mundo das gentes, mas isso \u00e9 outra coisa e n\u00e3o cabe aqui, nem agora, a n\u00e3o ser para dizer do atraso de um dos enviados.<\/p>\n<p>O \u00faltimo livro que chegou a minha morada foi o seu Renata Farhat Borges. O livro chegou e eu j\u00e1 estava quase chegando de viagem. Sei l\u00e1 que sucedeu, mas atrasou um bocado. N\u00e3o entrou na minha mala, ficou na minha mesa esperando por mim.<\/p>\n<p>Por isso, hoje eu queria falar de Mariinha, a menina com p\u00e9s bem feitos que aparece na sua hist\u00f3ria, Renata. Ocorre que eu tenho pouca propriedade para falar de Mariinha. N\u00e3o pela falta de inveja que mordiscou a menina (quem de n\u00f3s est\u00e1 livre), mas pela falta de p\u00e9s bem feitos, bem torneados, al\u00e9m de ser minha pele desbotada e meus cabelos retratam inf\u00e2ncia palha de milho.<\/p>\n<p>Inveja \u00e9 um livro tocante. Bastava colocar a hist\u00f3ria num papel branco, em letrinhas sem gra\u00e7a tipo arial 12 que j\u00e1 estava bom demais para chorar aos solu\u00e7os. Mas n\u00e3o, e isso \u00e9 tanto melhor. O objeto livro, ilustrado por Silvia Amstalden nos conduz na letra e na forma, percorre as pegadas dos personagens e rasteja por debaixo dos nossos tapetes empoeirados, a ca\u00e7a de nossos sentimentos rec\u00f4ndidos. Perfeita edi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A amizade de duas meninas que vivem vidas t\u00e3o distintas e que por uma infelicidade qualquer sabem uma da outra. Infelicidade qualquer digo, querendo dizer que a infelicidade abriga a felicidade do encontro tantas vezes incompreendido.<\/p>\n<p>Roberta vem da cidade, menina requintada, bem criada com meias brancas que alcan\u00e7am os joelhos. Algumas das meninas que eu conhe\u00e7o, inclusive eu, tiveram meias assim. A gente se vestia de saia, camisa, gravatinha de la\u00e7o e meias at\u00e9 os joelhos. Os sapatinhos pretos t\u00edpicos dos col\u00e9gios de freiras. A gente n\u00e3o sabia colher fruta no p\u00e9, nem precisava varrer a casa nas manh\u00e3s de s\u00e1bado, dia de faxina.<\/p>\n<p>Roberta visita a casa de fazenda de tempos em tempos. Ver as frutas, sentir cheiro de capim novo enquanto o pai cuidava do gado, as coisas de adulto.<\/p>\n<p>Mariinha \u00e9 filha de dona Filquinha, a caseira. Mariinha n\u00e3o tem irm\u00e3 mais velha e \u00e9 ela a \u00fanica a ajudar a m\u00e3e nos afazeres. Coisa chata.<\/p>\n<p>\u201cTinha ela que ajudar a m\u00e3e a dependurar as roupas no varal. Nem sabia por que dona Filquinha esfregava tanto, se os trapos continuavam trapos e tingidos da cor da terra da regi\u00e3o. Queria um dia ter uma roupa todinha branca: saias, rendas, e meias\u2026\u201d<\/p>\n<p>Foi num dia assim, de dependurar roupas, que Mariinha achatou o rabo de uma cobra. E outros dias vieram com o veneno correndo pelas veias da menina. Letal, viscoso, capaz de embriagar pensamentos.<\/p>\n<p>Prefiro imaginar que Renata usou de uma met\u00e1fora para contar a amizade de Mariinha e Roberta; trato de reconstruir um final para a hist\u00f3ria. Porque sou incapaz de me livrar do ci\u00fame de querer para mim um final feliz. D\u00f3i fundo. D\u00f3i-me como a flecha preta do ci\u00fame que tenho das crian\u00e7as que passeiam com bicicletas coloridas pelos parques das cidades em que n\u00e3o se houve falar de mis\u00e9ria. N\u00e3o que Mariinha fosse dessas meninas que eu vejo aqui na cidade, de p\u00e9s sujos de fuligem, com sand\u00e1lias gastas de asfalto. Mariinha era p\u00e9s bem feitos, pernas fortes e tinha da m\u00e3e, dona Filquinha, os cuidados e os agrados. Mas Mariinha carrega no peito uma dist\u00e2ncia que n\u00e3o cabe no peito de crian\u00e7a.<\/p>\n<p>Inveja faz ver n\u00f3s todos no desejo incontrol\u00e1vel e quase cruel de ter a vida de outra maneira; a inquietude do inconformismo selvagem que nos afasta at\u00e9 do que \u00e9 bom. Inveja \u00e9 nossa velha conhecida, onde somos desnudados humanos \u2013 demasiadamente humanos.<\/p>\n<p>Um livro para ler com olhos, voz alta, toque e olfato. Um livro para colocar na vitrola e deixar que a m\u00fasica nos acorde e nos livre do ci\u00fame.<\/p>\n<p>Um livro que escapou de entrar na minha mala e ir para Portugal antes que eu pudesse estar com ele. Mas tinha que ser para mim. E foi.<\/p>\n<p>Obrigada Renata.<\/p>\n<p>Para ouvir a m\u00fasica <a title=\"m\u00fasica Ci\u00fame, de Caetano Veloso\" href=\"http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=6e6DcUR57g0\">Ci\u00fame<\/a>, de Caetano Veloso<\/p>\n<p>Para conhecer a coluna de Pen\u00e9lope Martins:\u00a0<a title=\"Toda hora tem hist\u00f3ria (blog de Pen\u00e9lope Martins)\" href=\"http:\/\/todahoratemhistoria.wordpress.com\/2014\/02\/27\/a-monstruosa-sombra\/\">http:\/\/todahoratemhistoria.wordpress.com\/2014\/02\/27\/a-monstruosa-sombra\/<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;Um livro para ler com olhos, voz alta, toque e olfato. 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