Júlia Lopes de Almeida (1862–1934) foi a autora mais publicada e uma das mais lidas durante a Primeira República. Romancista, contista, cronista e dramaturga, produziu mais de vinte obras e defendeu publicamente a abolição da escravatura, a educação das mulheres e o divórcio. Foi a única escritora entre os idealizadores da Academia Brasileira de Letras, mas teve seu nome vetado entre os imortais justamente por ser mulher. A cadeira que deveria ser sua foi cedida ao marido. Redescoberta por pesquisadores a partir dos anos 2000, sua obra voltou a circular e entrou na lista de leitura obrigatória da Fuvest, em 2026.