Ludovic Souliman

Nascido na regi?o metropolitana de Paris, Ludovic Souliman tem no conto uma paix?o que se confunde com a sua vida desde os seus dezoito anos. H? mais de doze anos desenvolve projetos de coleta de narrativas de vida, ideia que nasceu do seu desejo de ir mais longe no encontro com o outro, na escuta da narrativa que carrega e pela qual deixa o rastro ?nico da sua oralidade e mem?ria. Paralelamente aos seus projetos e espet?culos, Ludovic Souliman oferece oficinas de inicia??o e aperfei?oamento da arte de contar, oficinas de ?escrita-oral?, assim como oficinas de Poesia Slam. Com Luc Dev?ze, criou a Compagnie du Cri de l\'Aphone (Companhia do Grito do Af?nico) e juntos produziram uma dezena de espet?culos. Desde 2003 participa como formador no quadro do Festival Yeleen em Burkina Faso ao lado de artistas como Jihad Darwich, Toulmani Kouyat?, Fran?oise Diep ou Pierre Rosat. Desenvolve junto a Maison de La Parole, com Hassane Kouyat? em Burkina Faso e na Fran?a, diferentes projetos culturais e solid?rios no quadro do projeto Anoumay?, projeto em que foi o mentor. Do encontro com Suzy Platiel, etno-linguista africanista, surgiu o projeto Conte outil d?Humanit? (Conto instrumento da Humanidade) e a proposta pedag?gica Continente dos Imagin?rios, cujo objetivo ? de ajudar e formar pessoas para recriar o espa?o do conto na vida moderna. Foi artista residente na cidade de Vitry sur Seine na regi?o do Val de Marne, na Fran?a, compondo o quadro do projeto Graines de memoire (Gr?os de mem?ria), no qual integra a palavra do conto tradicional ?s narrativas de vida. Em outubro de 2011, Ludovic Souliman lan?ou pela editora Albin Michel o livro Les mille et une vies. Ludovic Souliman tamb?m realiza regularmente encontros com presos no maior pres?dio da Europa, o Fleury M?rogis. Nesses encontros permeados de contos tradicionais e narrativas de vida que ele leva, tamb?m realiza a tarefa de recolher desses presos as suas pr?prias narrativas de vida. A partir desse trabalho na pris?o, em paralelo, Ludovic realiza o projeto Palavras de Vida. Trata-se de oficinas em escolas do Ensino Fundamental e M?dio, assim como em institui??es de reabilita??o de jovens infratores. Nessas oficinas, ele trabalha principalmente com as narrativas de vida colhidas na pris?o. A cada vez, dentre os mais diversos encontros j? realizados com esses jovens em torno das Palavras de Vida dos presos, os jovens escolares e os infratores demonstram uma fascina??o por esse universo que eles acompanham muito pela TV, cinema ou pelo testemunho de outros jovens do bairro que j? passaram pela pris?o. Apesar da mistifica??o ou mitifica??o da pris?o por muitos jovens, eles conseguem, repentinamente, durante este trabalho, tomar consci?ncia da dura??o do tempo na pris?o, da vida cotidiana, do espa?o e das rela??es entre presos e carcereiros, dos seus estados psicol?gicos, do sofrimento, da necessidade de esperan?a e de reconstru??o de si no seu retorno ? liberdade. Passam a pensar no futuro da vida, na import?ncia do dom?nio da palavra e na import?ncia das escolhas que fazemos? Enfim, afirma Ludovic, \"trata-se de um trabalho que se revela muito ?til e eficaz\".

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