Henriqueta Lisboa: fac-símiles de primeiras edições

Fogo-fátuo foi o primeiro livro de Henriqueta Lisboa, publicado em 1925. Ele não foi incluído em sua obra completa e raramente é lembrado pela crítica, seguindo a escolha da própria poeta, que jamais incluiu o livro em sua bibliografia, tendo, inclusive, fixado em 1929, data de publicação de Enternecimento, sua estreia literária.

José Afrânio Moreira Duarte, em Henriqueta Lisboa: poesia plena, publicado em 1996, no entanto, dedicou  uma resenha crítica à obra, destacando as qualidades daquela poesia parnasiana que a poeta pouco reconheceu somo sua. A escritora e educadora Alaíde Lisboa, irmã de Henriqueta, em prefácio à obra de José Afrânio, arrisca-se na hipótese de que o livro demorou demais para ser publicado:

“Talvez assim se explique o fato: atrasou-se um pouco a publicação e o movimento modernista explodiu no intervalo. Henriqueta que já estava vivendo as ideias renovadoras, na forma e no conteúdo, quis esquecer um pouco sua poesia parnasiana, tradicional. José Afrânio, ao analisar o referido livro, soube marcar as belezas permanentes do estilo do passado e cita um trecho do prefácio de Augusto de Lima: ‘Henriqueta demonstra vitoriosamente poder a arte moderna caber na forma clássica, sem perder absolutamente o frêmito de asas do espírito do Progresso”.

Em “Entre o ser a e poesia”, de Reinaldo Marques e Wander Melo Miranda, os organizadores da obra completa lembram: “Após a estreia com Fogo-fátuo (1925), [Henriqueta Lisboa] publica seu segundo livro de poemas em 1929, Enternecimento, que será distinguido com o prêmio Olavo Bilac de Poesia da Academia Brasileira de Letras, além de colaborar em O Malho, Revista da Semana, A Manhã e O Jornal.”

 

Fogo-Fatuo

 

Enternecimento_HL_site

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