Azul e vermelho

Autor: Mireya Tabuas
Ilustrador: Patricia Van Dalen

R$38,00

Ninguém pensa igual. Há os que gostam do azul e têm motivos de sobra para isso, e há os que preferem o vermelho, e têm toda razão também. Muitas vezes dentro da nossa própria casa é assim. E com certeza é assim no mundo lá fora: amigos, vizinhos, as pessoas na rua, na escola, e até na televisão – os artistas, os políticos… Impossível não reconhecer as diferenças no mundo.
Azul e vermelho é um pequeno livro-objeto para ser lido por crianças e adultos. Aparentemente, trata de cores e formas, mas, no virar das páginas, alguma coisa acontece no coração do leitor, e na sua consciência.
Idealizado e produzido no mercado editorial independente da Venezuela, reflete a necessidade de conciliação e respeito às diferentes posições, preferências e convicções políticas e ideológicas dos indivíduos. Trata de convivência e das relações entre os diferentes. E da mágica que o amor é capaz de produzir, oferecendo aos diferentes a amálgama da curiosidade e do respeito, e revelando a esperança que reside intacta no coração dos que vivem em ambientes aparentemente irreconciliáveis. Em momentos de exaltação política e de radicalização de posições, este livro tem muito a nos ensinar.

ISBN: 978-85-7596-362-3 REF: 364 Categorias , , , , Tags: , , , Product ID: 12955
Editora Editora Peirópolis
ISBN 978-85-7596-362-3
Código de Barras 9788575963623
Data de Publicação 01/01/2015
Edição 1
Ano da Edição 2015
Dimensões 15.7 x 16.7 cm
Peso 0.208 kg
Páginas 55
Idioma Português
Classificação Livre para todas as idades.
Origem Brasil
Capa Capa Dura
Blog
Impressões de Leitura

O mundo de Mireya Tabuas / El mundo de Mireya Tabuas

Por Manuel Peña Muñoz (2009) Nos últimos anos vem se destacando a autora Mireya Tabuas (Caracas, 1964), que é também jornalista, dramaturga, narradora e roterista. Mireya ganhou o importante Prêmio "Achilles Nazoa" em dramaturgia infantil por El mercado de la imaginación (1985) o Prêmio de Literatura Infantil Menção Narrativa da I Bienal de Literatura Mariano Picon Salas, em 1991, com Gato encerrado. Sua literatura infantil se caracteriza pela flexibilidade e um senso de realismo não despojado de humor e fina graça. Seu conto "Cómo besar a un sapo?” faz parte do volume Cuentos para leer a escondidas, com o qual foi ganhadora do prêmio "Canta Pirulero" outorgado pelo Ateneo de Valencia. No livro aparecem também os contos "Malísimo" e "Bascopé". A autora participou de um simpósio sobre teatro infantil na Venezuela com a apresentação "Para arrancarlela nariz roja al payaso". Muito direta e polêmica, Mireya Tabuas se atreve a desafiar as novas gerações de escritores venezuelanos que escrevem livros para crianças. Em recente discurso em uma conferência de literatura infantil na Venezuela, junto com outros contadores de histórias e dramaturgos, disse: “A criança, quando liga a TV ou outros meios de comunicação, tem acesso a outro tipo de assuntos, tais como a morte, a violência, a sexualidade, que estão em suas vidas diárias, e são questões que ela não vê refletidas na literatura infantil. Quando você fala sobre essas coisas algumas pessoas podem dizer: «Ah, o que se busca é perverter as crianças». E eu respondo: « Não é perverter as crianças, porque esses temas em si não podem ser pervertidos. Há uma visão perversa desses temas, como pode haver de qualquer tema, mas o conteúdo em si está aí, nas mentes das crianças, e esse é o risco que o escritor tem que assumir, a coragem de tocar». Insisto com os escritores para que não fechem esses temas, que tratem de explorá-los, que não se ponham eles mesmos em suas próprias limitações. Serão os leitores que vão julgar se é isso que eles querem ler ou não. “Quinze ou vinte anos atrás já estavam publicando na Europa e nos Estados Unidos literatura com temas que aqui nunca se tocam, como as crianças com pais de um mesmo sexo. Isso eu não vi em nenhum livro infantil venezuelano apesar de ser uma realidade que muitas crianças devem viver na Venezuela. Por que não tocá-lo? Por que não cavar um pouco sobre qual é a perspectiva da criança sobre este tema? E não do nosso olho preconceituoso, porque não se trata de tocar esses tópicos para implementar uma moralidade, dizer às crianças que elas devem usar preservativos quando têm sua primeira relação. É tentar ver como te convoca o próprio tema, e sobretudo, vê-lo a partir do ponto de vista das crianças. “O que está acontecendo com muitas editoras e com alguns escritores é que não escrevem para o leitor criança, mas pensando sobre o pai que vai comprar o livro ou o professor que vai recomendar o texto. Então, nós somos um bando de escritores adultos, editores, professores e pais a julgar o que a criança tem que ler, e não é ele quem está decidindo. Quem decidiu foi um monte de mentes adultas às vezes cheias de preconceitos, tabus, e de uma educação na qual nos inculcaram o medo, e enquanto estamos com esse medo, as crianças simplesmente ligam o computador, colocam a palavra jogo em um mecanismo de busca para abrir de pronto uma página sexual. As crianças têm acesso a isso muito fácil e em troca, nem a literatura nem na escola nem nada do mundo adulto que está na sua área se atrevem a tocá-lo”. [1] MUÑOZ, Manuel Peña. "El mundo de Mireya Tabuas". Historia de la Literatura Infantil y Juvenil en América Latina. Madri: Fundación SM, 2009. pp 422-423. El mundo de Mireya Tabuas[1] En los últimos años destacan la autora Mireya Tabuas (Caracas, 1964), que es también periodista, dramaturga, narradora y guionista. Mireya ganó el importante Premio “Aquiles Nazoa” en dramaturgia infantil por “El mercado de la imaginación” (1985) y también obtuvo el Premio de Literatura Infantil Mención Narrativa de la I Bienal deLliteratura Mariano Picón Salas, en 1991, con Gato encerrado. Su literatura para niños se caracteriza por la agilidad y por un sentido del realismo no despojado de humor y fina gracia. Su cuento “¿Cómo besar a un sapo?” forma parte del volumen Cuentos para leer a escondidas, con el cual se hizo acreedora del Premio “Canta Pirulero” otorgado por el Ateneo de Valencia. En el libro aparecen también los cuentos “Malísimo” y “Bascopé”. Esta autora participó en un coloquio sobre teatro infantil en Venezuela con la ponencia “Para arrancarle la nariz roja al payaso”. Muy directa y controversial, Mireya Tabuas se atreve a desafiar a las nuevas generaciones de escritores venezolanos que escriben libros para niños. En una reciente intervención en un coloquio de literatura infantil en Venezuela, junto a otros narradores y dramaturgos, señaló: “El niño, cuando enciende el televisor u otro medio tiene acceso a otro tipo de argumentos, como puede ser la muerte, la violencia, la sexualidad, las cuales están en su vida diaria, y son temas que no ve reflejados en la literatura infantil. Cuando uno habla de estas cosas algunas personas pueden decir: «Ah, lo que se está buscando es pervertir a los niños». Y yo respondo: «No es pervertir a los niños, porque esos temas de por sí no pueden ser pervertidos. Existe una mirada perversa de esos temas, como puede haberla de cualquier tema, pero el contenido de por sí está ahí, en la mente de los niños, y es el riesgo que tiene que asumir el escritor, la valentía para tocarlos». Yo conmino a los escritores a que no se cierren a estos temas, que traten de explorarlos, que no se pongan ellos mismos sus propias limitaciones. Serán los lectores que los que juzguen si eso es lo que quieren leer o no. “Hace 15 o 20 años ya estaban publicando en Europa y Estados Unidos literatura de temas que aquí no se han tocado, como los niños que tienen padres de un mismo sexo. Eso no lo he visto en ningún libro infantil venezolano y sin embargo es una realidad que deben de vivir muchos niños en Venezuela. ¿Por qué no tocarlo? ¿Por qué no hurgar un poco en cuál es la perspectiva del niño hacia ese tema? Y no desde nuestra mirada juiciosa, porque no es tocar esos tópicos para implantar una moralidad, decirle a los niños que deben usar condón cuando tengan su primera relación. Es tratar de ver qué te convoca el propio tema y, sobre todo, verlo desde el punto de vista de los niños. “Lo que está pasando con muchas de editoriales y con algunos escritores es que no escriben para el niño lector, sino pensando en el padre que va a comprar el libro, o el maestro que va recomendar el texto. Entonces somos un montón de adultos escritores, editores, maestros y padres juzgando lo que tiene que leer el niño, y no es él quien está decidiendo. Quienes decidimos somos un montón de mentes adultas, a su vez llenas de prejuicios, tabúes, y de una educación en la cual nos han inculcado el miedo, y mientras nosotros estemos con ese miedo, los niñitos sencillamente prenden una computadora, ponen en un buscador la palabra juego y les sale de pronto una página sexual. Los niños tienen acceso a eso muy fácil y en cambio ni la literatura ni la escuela ni nada del mundo adulto que está en su cercanía se atreve a tocarlo”. [1] MUÑOZ, Manuel Peña. "El mundo de Mireya Tabuas". Historia de la Literatura Infantil y Juvenil en América Latina. Madri: Fundación SM, 2009. pp 422-423.
Autores Mireya Tabuas
Ilustradores Patricia Van Dalen
Tradutores Rubia Prates Goldoni

:: Altamente Recomendável FNLIJ 2016 - Produção 2015 - Categoria Criança

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