Vez e voz do índio: 9 livros de mitos e lendas

Até vinte anos atrás, as editoras despejavam alguns mitos e lendas indígenas na forma de tradução de uma cultura para outra. Olívio Jekupé, Daniel Munduruku, Kaka Werá Jecupé, Renê Kithãulu e Yaguarê Yamã resolveram mudar o jeito de apresentar a riqueza e a beleza de suas culturas por meio de mitos e lendas. Eles proporcionaram o acesso à sabedoria ancestral e à sua vigorosa relação com a natureza. Os povos indígenas têm muito que nos ensinar acerca da vida cooperativa, do amor às crianças, do respeito aos idosos e ao meio ambiente. A Peirópolis tem desenvolvido linhas editoriais de reconhecimento da diversidade cultural e dos valores comuns a todas as culturas e tradições, com destaque para coleções dedicadas à cultura indígena, ilustradas pelas próprias crianças do povo retratado.

Confira abaixo a seleção dos nossos livros que trazem um pouco da literatura indígena.

 

As fabulosas fábulas de Iauaretê

Kaka Werá Jecupé

20,5 x 27 cm • 88 págs. • 4 cores • Brochura ISBN 978-85-7596-098-1

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As fabulosas fábulas de Iauaretê contam os melhores momentos de uma das mais divertidas lendas do ideário Guarani: as aventuras da onça Iauaretê, que virou gente, e de seus filhos, Juruá e Iauaretê-Mirim. Ilustradas com desenhos feitos por Sawara, filha de 11 anos do autor, as fábulas aqui selecionadas falam de medo, coragem, dúvida, amor, morte, paz, oportunidade, erros e acertos que enfrentamos na vida, e divertem e emocionam adultos e crianças.

Temas abordados: Mitos e tradições dos povos indígenas, arte narrativa.

Premiações: • Altamente Recomendável FNLIJ 2007 • Programa Livro Aberto, da Biblioteca Nacional, 2007 • Catálogo de Bolonha 2008 • Programa Mais Cultura, da Biblioteca Nacional, 2008 • PNLD 2010, Obras complementares

 

O sinal do pajé

Daniel Munduruku, Ilustrações de Taisa Borges

17 x 24 cm • 56 págs. • 4 cores • Brochura ISBN 978-85-7596-239-8

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Nas aldeias indígenas brasileiras é costume os curumins passarem por um ritual da maioridade, cuja cerimônia se realiza na Casa dos Homens e tem como objetivo prepará-los para uma nova etapa da vida. Neste livro, Daniel Munduruku fala dos conflitos e dúvidas pelas quais passa Curumim ao chegar o momento de viver esse rito, perguntando-se sobre seu futuro e o de seu povo, sobre a importância da manutenção de suas tradições e, ao mesmo tempo, sobre as consequências das mudanças trazidas pelo contato com as cidades e com a cultura do homem branco.

Temas abordados: Tradições, crenças e ritos de passagem indígenas, relação entre natureza e cultura.

Premiações: • Altamente Recomendável FNLIJ 2003

 

Sehaypóri – O livro sagrado do povo Saterê Mawé

Yaguarê Yamã, Grafismos do autor

19 x 25 cm • 160 págs. • 2 cores • Brochura ISBN 978-85-7596-077-6

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Sehaypóri é, como diz o autor, uma homenagem aos pajés de sua nação, que buscam no espírito natural a resposta para as dúvidas da alma. Como seus antepassados, Yaguarê narra as memórias de sua gente para preservar a tradição de uma geração para outra. As lendas e fábulas de animais aqui reunidas ensinam a origem das coisas, apresentando ao leitor a cultura e o imaginário desse grupo.

Temas abordados: Mitos e tradições dos povos indígenas, animais.

Premiações: • Prêmio White Ravens 2008 • Catálogo de Bolonha 2008 • PNBE 2009

 

Contos da floresta

Yaguarê Yamã, Ilustrações de Luana Geiger

19 x 25 cm • 64 págs. • 4 cores • Brochura ISBN 978-85-7596-133-9

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Neste livro, o escritor Yaguarê Yamã recria mitos e lendas do povo indígena Maraguá, conhecido na região do baixo Amazonas como “o povo das histórias de assombração”. As três primeiras histórias são mitos sobre animais fantásticos que protegem as florestas e as três seguintes, lendas que enredam a rotina da tribo em acontecimentos mágicos, todas narradas em pequenos textos cheios de ritmo e suspense. As histórias estão imersas na natureza, com personagens em intensa relação com a floresta, sempre considerada em seu inesgotável mistério. No final, um glossário com termos da língua regional amazônica e do idioma Maraguá contribui para o registro da cultura de um povo que hoje vive em apenas quatro pequenas aldeias e conta 250 pessoas. O leitor encontrará também um posfácio sobre a cultura dos povos de que descende Yaguarê e uma entrevista com o autor.

Temas abordados: Mitos e lendas de povos indígenas do Amazonas.

Premiações: • Altamente Recomendável FNLIJ 2013

 

 As serpentes que roubaram a noite e outros mitos

Daniel Munduruku, Ilustrações das crianças Munduruku da aldeia Katõ

19 x 25 cm • 48 págs. • 4 cores • Brochura ISBN 978-85-7596-340-1

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Ilustrado pelas crianças da aldeia Katõ, o livro traz mitos e lendas narrados pelos anciãos da tribo Munduruku – histórias que nos remetem a um tempo muito distante, contadas e recontadas às crianças indígenas como forma de resistência e sobrevivência cultural, para despertar nelas o amor pela arte narrativa, por suas tradições, pelas lutas, vitórias e derrotas de seu povo.

Temas abordados: Mitos e tradições dos povos indígenas, arte narrativa.

Premiações: • Altamente Recomendável FNLIJ 2001 • Programa Fome de Livros 2004 • Progama Cantinho de Leitura, Goiás, 2005 • Programa Bibliotecas Comunitárias Ler É Preciso, do Instituto Ecofuturo, 2004 e 2005 • PNBE 2005 • Programa Livro Aberto, da Biblioteca Nacional, 2007 • Programa Mais Cultura, da Biblioteca Nacional, 2008 • Selecionado pela Unesco, CBL e Imprensa Oficial de São Paulo para o Guia de Leitura do IAB – Instituto Alfa e Beto, 2010

 

Irakisu, o menino criador

Renê Kithãulu, Ilustrações do autor e das crianças Nambikwara

19 x 25 cm • 40 págs. • 4 cores • Brochura ISBN 978-85-7596-339-5

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Nesta narrativa, o autor intercala fatos que ocorreram durante sua infância com histórias da mitologia Nambikwara. Os mitos de origem – desse povo, da noite, do dia, das plantas e dos animais – relacionam-se com a história do menino índio que precisa passar por tratamento médico em um hospital no Rio de Janeiro, longe de sua aldeia. A narrativa vai estabelecendo elos entre o cotidiano, a língua e os costumes do povo Nambikwara e a história do indiozinho que pela primeira vez entra em contato com a cidade grande. No final do livro há um glossário de termos da língua falada por esse grupo, um mapa, dados históricos e informações sobre a localização atual das aldeias.

Temas abordados: Mitos e tradições dos povos indígenas, diferenças culturais, mudanças no cotidiano, superação de desafios.

Premiações: • Catálogo de Bolonha 2003 • Programa Cantinho de Leitura, Goiás, 2005 • PNBE 2006 • Programa Ler e Escrever, São Paulo, 2007

 

Puratig, o remo sagrado

Yaguarê Yamã, Ilustrações do autor, de Queila da Glória e das crianças Saterê Mawé

19 x 25 cm • 48 págs. • 4 cores • Brochura ISBN 978-85-7596-338-8

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Puratig é o remo sagrado, símbolo maior do povo Saterê Mawé, que vive hoje em área demarcada entre o Amazonas e o Pará. Segundo a tradição, puratig, cujos poderes podem ser usados para o bem ou para o mal, pertencia inicialmente aos demônios, mas passou por várias mãos até chegar ao fundo do rio e servir como cetro imperial do boto. Depois de provocar muitas mortes, o remo sagrado foi devolvido à superfície das águas e, gradativamente, perdeu os poderes. Essa é uma das oito histórias que narram as origens, a organização, os valores, os costumes e o imaginário dos índios Saterê Mawé, conhecidos também como “povo do guaraná”. Ricamente ilustrado pelas crianças da tribo, o livro traz informações sobre o povo e um glossário.

Temas abordados: Mitos e tradições dos povos indígenas, arte narrativa.

Premiações: • PNLD-SP 2003 e 2004 • PNBE 2005 • Programa Cantinho de Leitura, Goiás, 2005 • Programa Ler e Escrever, São Paulo, 2007 • Programa Mais Cultura, da Biblioteca Nacional, 2008

 

A origem do beija-flor: Guanãby Muru-Gáwa

Yaguarê Yamã, Ilustrações de Taisa Borges

25 x 23 cm • 36 págs. • 4 cores • Brochura ISBN 978-85-7596-246-6

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Os mitos de origem do mundo e dos seres que nele vivem são uma grande riqueza dos povos indígenas. Neste livro, Yaguarê Yamã registra uma dessas histórias: a origem do beija-flor, que vive na memória dos antigos pajés do povo Maraguá, habitante do vale do rio Abacaxis, no Estado do Amazonas. Esse povo valoriza muito o contador de histórias, personagem sempre requisitada no cotidiano e nos festejos da tribo, e é conhecido como “o povo das histórias de assombração”. Neste livro a delicada história é narrada em português e em maraguá, dialeto misto de aruak com nhengatu, e integra a coleção Peirópolis Mundo, que busca valorizar línguas minoritárias de todas as partes do planeta.

Temas abordados: Literatura indígena, mitologia, línguas em extinção.

Premiações: • Altamente Recomendável FNLIJ 2013 • Catálogo de Bolonha 2013

 

A floresta canta

Berenice de Almeida e Magda Pucci, Ilustrações de Joana Resek

22 x 24 cm • 80 págs. • 4 cores • Brochura ISBN 978-85-7596-342-5

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Se sobrevoarmos o Brasil para admirar do alto o verde exuberante de nossas matas, talvez possamos ouvir muitos outros sons, além daqueles próprios da natureza. Esse livro é um convite para você descobrir a diversidade da música produzida pelos índios brasileiros, com registros que pouco (ou nada) remetem aos sons que estamos acostumados a ouvir nas cidades, e que, talvez por isso, tenham tanto poder para atiçar nossa curiosidade e imaginação.

Temas abordados: Viagem, diversidade cultural, música, cultura tradicional brasileira.

Conheça também Cantos da Floresta, das mesmas autoras.

 

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