Os segredos do baú e outros contos

São Paulo, 06 de agosto de 2007

Caro Deonísio da Silva:

Você conseguiu uma linguagem próxima da música da ingenuidade, quase expatriado do azedume ideológico. É que, as lições da infância católica, normativa, o narrador as obteve nos alvores da vida e, adormecidas no espírito, viraram nostalgia, ao invés de regras de comportamento.

Colho, no leito das narrativas, pepitas preciosas do linguajar interiorano, que ainda hoje identifico nos rincões de Minas. Enquanto isso, você combina toda aquela herança com os dizeres dos antepassados italianos, que rumaram, um dia, para Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná. Você explora reminiscências. O Vovô e a Professora Edite encantam. As palavras finais do primeiro conto registram uma lição agradável sobre a leitura. A leitura: “Ler para ver e ouvir melhor. Ler para sentir gostos perdidos”. (p.34).

No mais, você refaz a criação do homem e relê jocosamente a estória do Chapeuzinho Vermelho, com incrível inventividade. Parabéns. Grato, receba o abraço do amigo

Fábio Lucas

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