Impressões de leitura: O Lenhador

Neste post se encontram disponíveis apreciações sobre o livro O Lenhador, Prêmio FNLIJ Odylo Costa Filho, realizadas pelos pareceristas da FNLIJ.

Belíssima edição, com excelente trabalho editorial; a ilustração de Manu Maltez é forte, intensa e provocativa; os textos sobre a obra são dinâmicos e enriquecedores; a seleção de textos excelente. Livro de muita sensibilidade e delicadeza, que realça a força poética do autor. O trabalho editorial e pedagógico merece destaque.

Luiz Percival Leme Britto (LPLB)

“Se Catullo luarizou-se”, Francisco Marques, nosso querido Chico dos Bonecos, ensolarou-se e nos trouxe de volta a paixão e a poesia de Mestre Catullo da Paixão Cearense: “O Lenhador”, em duas versões – em língua caipira e em português do Brasil. Com seu ritmo do sertão, dos tambores da floresta, o tum-tum do coração do país, Catullo pede passagem e se instala, mais atual e universal do que nunca, nesses tempos inseguros para rios, aves, árvores, bichos e gentes. Precisamos de jardins e jardineiros, diz-nos o poeta, e não de lenhadores, armados de machados ou motosserras. Mas além d”O Lenhador”, Chico dos Bonecos, irmão de letras e de artes de Catullo, nos dá de presente uma outra “chuva de imagens, sonoridades, sensibilidades”, através de trechos de outros poemas – “pequena coleção de diamantes catullianos” – além de textos/depoimentos/declarações de amor e admiração de autores como Manoel de Barros, Mário de Andrade, Humberto de Campos, Guimarães Martins… E nos conta causos e coisas também enluaradas sobre esse brasileiro que trazia a paixão no nome e um coração tão grande que, ficamos sabendo por artes de Mestre Comênio, inspirou Lima Barreto na criação do personagem Ricardo Coração dos Outros (em “Triste Fim de Policarpo Quaresma”). Enquanto cantarolo (ou relembro?) com saudade o luar da minha terra lá na baixada da serra, ou contemplo essa lua no céu e na Lagoa dessa também minha terra, penso em Leminski: “Chute de poeta/não leva perigo à meta”… Peço licença pra discordar: em tempos de desmatamento e votação do novo Código Florestal no Congresso, Chico dos Bonecos, Manu Maltez e Peirópolis, pelas mãos de Mestre Catullo, fazem um maravilhoso gol de letras! E já que é preciso concluir – o texto, não a paixão e a poesia dessa obra que é contínuo alumbramento (ô Bandeira!), recorro aos versos de Catullo, em viagem para dentro dos corações e consciências dessas e de outras terras:

“Dizei que nós brasileiros,
Aqui, deste mundo obscuro,
Nesta noite festival,
Suplicamos, ajoelhados,
Que estes céus, todo estrelados,
Sejam, na paz do futuro,
A Bandeira Universal!”

Tânia Piacentini (TP)

É um resgate emocionante da obra de Catullo da Paixão Cearense que se inicia com o epitáfio de Mario Quintana: “Catullo não morreu, luarizou-se…”. O poema O Lenhador aparece, inicialmente, na linguagem falada e escrita de um sertanejo. O mesmo poema surge, no final do livro, reescrito em português, formal e tradicional. Traz muitos outros retalhos de poemas de Catullo, com uma imensa transcrição de grandes escritores, valorizando as obras do poeta, como Murillo Araújo, Humberto de Campos, Rocha Pombo, Guimarães Martins e Lima Barreto.

Isabel Maria de Carvalho Vieira (IMV)

O lenhador, em sua primeira versão escrita por Catullo da Paixão Cearense, é o “poema protagonista” dessa edição tão primorosamente organizada. A edição também traz o poema em uma segunda versão do próprio Catullo, além de outros textos do artista sob o título “Coleção de diamantes”, que o organizador diz tratarem-se de “diamantes catullianos”. Com isso, aos leitores atuais é dado conhecer parte da obra do poeta, cantor e compositor maranhense.

Em sua primeira versão, o poema narrativo O lenhador encanta por sua proximidade com a língua oral expressa em uma ortografia toda própria, a serviço da revelação e da valorização do falar e do sentir sertanejo.

Singeleza é um dos principais atributos desse poema que emociona o leitor e trata de um tema mais que atual: a relação do humano com a natureza.

A organização de Francisco Marques, cuidadosa e inspirada, permite ao leitor informar-se sobre vida e obra do poeta, e revela a importância da obra de Catullo, que permanece atual e valiosa, merecendo ser conhecida e reconhecida pelas novas gerações.

As belas ilustrações de Manu Maltez intensificam a densidade dramática do texto literário desde as capas e as guardas, na preciosa edição em capa dura, à altura dos diamantes Catullianos.

PROALE

4 Comments

  • Gabriel Lucas Da Silva Posted 24 de março de 2014 12:12

    O livro é otimo muito bom de ler gosti mto estao de parabéns

    gosto mto de ler o livro o Lenhador,mto interessando tem terror,suspensse e mto mais
    tudo em uma poesia muito legal

    Se tiverem mais outro me de mais um opiniao Pra min ler tambem

    Obrigado!!!!

  • Gabriel Lucas da Silva Posted 26 de março de 2014 21:03

    Olá Meu nome é Gabriel e estou aqui para elogiar o livro “O Lenhador” ele é muito bom de ler gostei muito de ler o livro
    se vocês tiverem outro livros que parecam com o lenhador para me sugerir e ler eu agracedecerei muito
    obrigado msmo vcs estao de parabén 🙂

    • Reborges Posted 4 de abril de 2014 20:50

      Oi, Gabriel, obrigada pela sua mensagem! Ficamos muito contentes que tenha gostado de O Lenhador, de Catulo da Paixão Cearense. Se você gosta de poesia, vai gostar de conhecer o livro O Mundo Palavreado, de Ricardo Aleixo. Ele é um poeta orador, que faz performances e leituras em voz alta e, embora não seja Catullo, tem um quê de trovador moderno!

  • vitoria santos da silva Posted 28 de maio de 2014 22:41

    ele e muito bom

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