Instituto Rodrigo Mendes lança livro dia 28/09, durante abertura da sua 14ª. mostra anual

Há dezesseis anos o Instituto Rodrigo Mendes (IRM) atua na área de artes visuais e educação inclusiva, reunindo significativa experiência no ensino de artes para públicos heterogêneos. Essa bagagem está reunida no livro Artes Visuais na educação inclusiva – Metodologias e práticas do Instituto Rodrigo Mendes, que será lançado no dia 28 de setembro, no Centro Cultural São Paulo, durante a abertura da 14ª. mostra Registros, evento anual que reúne trabalhos dos integrantes das oficinas realizadas pelo Instituto. O livro estará disponível também em versão MEC Daisy feita pela Fundação Dorina Nowill para Cegos.

Processos e experiências inclusivas

O livro Artes Visuais na educação inclusiva – Metodologias e práticas do Instituto Rodrigo Mendes oferece a todos que lidam com a questão da inclusão – inclusão de pessoas de diferentes origens sociais, culturais, características físicas e cognitivas – uma abordagem cuidadosa, procurando considerar toda a sua complexidade. A formação de educadores ganha um enfoque muito especial, a partir das experiências que o IRM acumulou ao longo dos anos.

O livro chega em boa hora, se considerarmos que as comunidades escolares têm sido desafiadas a quebrar o paradigma segregacionista que ainda predomina na escola, mas com poucos referenciais para fazê-lo. Ao partilhar o saber construído nesses dezesseis anos de práticas e reflexões, o Instituto Rodrigo Mendes espera contribuir para inspirar novas experiências inclusivas em espaços os mais diversos.

Sobre o conteúdo do livro

O conteúdo está dividido da seguinte forma:

> Prefácio: assinado pelo arte-educador Paulo Portella Filho, que contribuiu para o desenvolvimento do IRM;

> Apresentação: texto assinado pelo fundador do Instituto, Rodrigo Hübner Mendes, que apresenta o projeto do livro;

> Nossa história: texto de apresentação do IRM, em que a história da instituição está entrelaçada à história de vida de seu fundador, Rodrigo Hübner Mendes;

> Programa Singular – Onde vivemos como iguais e diferentes: texto sobre o Programa Singular, iniciativa de educação não formal que oferece cursos de artes visuais para públicos heterogêneos, por seu coordenador, José Cavalhero;

> Programa Plural – Metodologia em permanente construção : texto sobre o Programa Plural, dedicado à formação de educadores, por sua coordenadora, Ana Maria Caira Gitahy;

> Tessitura de vozes: texto que reúne reflexões da equipe pedagógica do IRM – além de José Cavalhero e Ana Maria Gitahy, os artistas educadores Aline van Langendonck, Arturo Gamero, Selma Maria e Ynaia Barros falam sobre as experiências no espaço do IRM, abordando os seguintes temas: a imagem enquanto linguagem; a valorização do processo; o diferencial metodológico do IRM; arte e relação com o mundo; autonomia, autoria e repetição; repertório e memória; conceito de inclusão do IRM;

> Convite ao leitor;

> Bibliografia.

Em seguida: texto da quarta capa, da arte-educadora Ana Mae Barbosa; prefácio do arte-educador Paulo Portella Filho; agenda do evento, que inclui oficinas e palestra.

Quarta capa
Por Ana Mae Barbosa

A publicação deste livro sobre o Instituto Rodrigo Mendes é importante para todos que batalhamos por um ensino inclusivo no Brasil. Trata-se de uma instituição que iniciou suas atividades como escola dedicada exclusivamente ao ensino da arte para pessoas com deficiência, mas logo cedo se contaminou pelos ideais multiculturalistas e expandiu seus horizontes, transformando-se numa escola para todos. No IRM, não menos importantes são os cursos para professores que queiram aprender a lidar com a diferença física, mental e social, levando a sério a tarefa da inclusão. Os pressupostos teóricos e as práticas desenvolvidas pelo IRM são expostos de forma transparente e agradável neste livro, que será muito valioso nas mãos de quem quer avançar na educação.

Prefácio
Por Paulo Portella Filho

As características deste registro me incentivaram a realizar um voo retrospectivo. Acredito que, em um momento bem próximo do começo de suas atividades, fui atingido pela informação do trabalho desenvolvido pela ARM (Associação Rodrigo Mendes, posteriormente “Instituto Rodrigo Mendes”). Tinha curiosidade pelo que lia a seu respeito, embora não tivesse nunca consumado uma aproximação relevante. Através da artista educadora Christiana Moraes, e em seguida, de outros colegas de trabalho, soube mais a respeito da ARM. Entretanto, o contato efetivo somente se deu a partir de um convite recebido do próprio Rodrigo e mediado pela generosidade do artista Evandro Carlos Jardim.
Já nesse momento me impressionou a escala e os sentidos que Rodrigo Mendes dava ao seu empreendimento. Encontrei nele uma generosa ambição de compartilhar sua visão de mundo e de proporcionar a outras pessoas os benefícios que a atividade artística e expressiva haviam lhe proporcionado a partir de um momento radical em sua vida.

Ainda que formatada dentro de padrões “domésticos”, estavam já presentes na ARM os pressupostos largos que há alguns anos caracterizam o Instituto Rodrigo Mendes e que se materializam em diferentes direções e contribuições à sociedade. Uma delas, que interessa ressaltar aqui, é justamente a publicação de Artes visuais na educação inclusiva — Metodologias e práticas do Instituto Rodrigo Mendes. De forma primorosa, este livro apresenta ao público de nossa área — o da produção e do ensino da arte — e a todos que se relacionam direta e indiretamente com o tema os desafios de um projeto que busca há anos uma abordagem inclusiva em arte. O leitor encontrará aqui os parâmetros do IRM para o ensino, produção, apreciação e veiculação da arte, todos eles pensados em largo espectro.

O leitor é contemplado por um relato inicial que apresenta as razões de ser da instituição e de como, com tenacidade e uma singular capacidade empreendedora, um indivíduo arregimenta e multiplica esforços para concretizar e difundir um sonho. Um rápido voo do particular ao universal, do individual ao social, que, sintonizado com efetivas necessidades do seu tempo, integra-se a uma demanda generalizada de discussão sobre as fronteiras do que pode e deve estar acessível a todos. Os relatos seguintes estão focados no objeto de investigação e produção do instituto, perseguidos desde sua origem: o desenvolvimento de uma metodologia de ensino da arte que integre e articule questões relativas a uma acessibilidade à arte sem restrições a ninguém. São assim apresentados os programas Singular e Plural, suas dinâmicas, objetivos e realizações, integrando a fala de seus participantes e o que eles entendem como efetiva contribuição para a vivência de sua causa. Uma parte do desenvolvimento dessas corajosas intenções eu pude acompanhar de perto. Agora constato que, de uma forma como nunca fizera antes, mais irradiadora e formalizada, o Instituto Rodrigo Mendes traz a público seu pensamento concernente a uma abordagem inclusiva do ensino da arte.

Mais do que ser recebido passivamente como acerto, o que nos é apresentado deve ser tomado como ponto de partida para uma discussão rigorosa sobre distintas implicações do sentido de ensinar arte hoje e o que essas escolhas representam — tanto para quem ensina como para quem aprende (artisteiro?) — e, sobretudo, a que serve, em última instância, individual e socialmente, essa forma de produção humana. Essa contribuição é tanto mais importante quanto mais já se sabe da rica disponibilidade de interlocução das equipes produtoras do Instituto Rodrigo Mendes com a sociedade, e de sua conseqüente flexibilidade para a construção e reconstrução do conhecimento significativo e inovador.

Agenda – 14a. mostra Registros

Desde 1997, o Instituto Rodrigo Mendes realiza uma mostra anual sobre o processo criativo e a produção artística dos alunos do Programa Singular – iniciativa de educação não formal que oferece cursos de artes visuais para públicos heterogêneos. A edição 2010, intitulada “Registros”, apresentará ao público as metodologias e práticas que regem o programa. A agenda do evento contemplará o lançamento do livro “Artes Visuais na Educação Inclusiva”, oficinas de formação para educadores e uma palestra sobre os conteúdos da exposição. O objetivo é contribuir para o estabelecimento de reflexões inspiradoras sobre arte, educação e inclusão.

Direção: Rodrigo Hübner Mendes
Curadoria: José Cavalhero, Aline van Langendonck, Selma Maria, Ynaiá Barros.
Cenografia: Pedro Mendes da Rocha

Local:
Centro Cultural São Paulo – Av. Vergueiro, 1000 – Espaço Missão.

Coquetel de lançamento do livro:
Dia 28/09, às 19hs.

Visitação:
De 25/09 a 09/10; terça a sábado, de 11hs às 17hs.

Oficinas:
Artes Visuais na Educação Inclusiva –
Dia 25/09, de 10hs às 12hs e de 13hs às 15hs.

Palestra:
Artes visuais na educação inclusiva –
Dia 1o. a 22/09 – agendamento via e-mail comunicacao@institutorodrigomendes.org.br

Vagas limitadas

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