Mario Monzoni, da FGV, lança “Impacto em renda do microcrédito”

Lançamento na Bovespa

O livro de Mario Monzoni foi lançado no dia 11 de dezembro de 2008, durante o V Fórum de Investidores em Negócios Sustentáveis, realizado pelo programa New Ventures Brasil para, entre outros objetivos, facilitar a transferência de capital empreendedor a empreendimentos que aliam rentabilidade a impactos socioambientais positivos.

Sobre o livro

Inspirado em sua tese de Doutorado, Monzoni parte da contextualização internacional do tema para situá-lo no Brasil, avaliando o programa de crédito popular São Paulo Confia.

Segundo o economista Ciro Biderman, Doutor em Economia pela FGV e especialista em desenvolvimento local, autor do prefácio, o livro “deve ter um papel relevante para aumentar o foco em soluções alternativas (e complementares) aos programas tradicionais de distribuição de renda e de seguro social que hoje representam uma parcela considerável do orçamento público.”

Abaixo, disponibilizamos o texto de orelha e o sumário da obra de Monzoni.

Aqui, deixamos o link para o artigo publicado por Monzoni na Página 22 – Informação para o novo século, publicação da GV, em que o autor reflete sobre a entrega do Prêmio Nobel da Paz a Muhammad Yunus em 2006, pela sua iniciativa em Bangladesh:
O microcrédito e a pa

Orelha:

O movimento de globalização iniciado na década de 1990 trouxe incontáveis desafios para os países em desenvolvimento e jogou luz sobre questões fundamentais para o desenvolvimento integrado das nações e a interação entre elas.

Um dos aspectos que parece ter se tornado mais evidente desde então é a desigualdade social e a pobreza, cuja visão dramática se impõe ao mundo globalizado por seus parâmetros extremamente críticos.

Para fazer frente aos índices inadmissíveis de miséria e desigualdade de oportunidades, fortaleceram-se, desde então, ao redor de todo o planeta, estratégias de distribuição de renda e de microcrédito – algumas novas, pioneiras, e outras reinventadas.

Foi nesse cenário que se festejou, por exemplo, o sucesso de um empreendimento surgido ainda nos idos de 1970, o Grameen Bank, criado por Muhammad Yunus em Bangladesh. Embora já se tenha notícias do papel fundamental de instituições financeiras de crédito na redução da pobreza desde 1950, foi a partir de 1990 que, inspirado no pioneirismo de Yunus, o instrumento veio a aperfeiçoar-se e aproximar-se de um modelo sustentável.

Ainda que a nova geração de organizações de microfinanças abordadas neste livro traga significativas inovações institucionais que reduziram consideravelmente o grau de inadimplência do sistema, o modelo precisa amadurecer em vários aspectos. É necessário ainda encontrar a combinação certa entre o microcrédito e estratégias de transferência direta de renda capaz de efetivamente fazer diferença no alívio à pobreza.

Neste livro, Mario Monzoni nos oferece uma visão rica e integrada do panorama das microfinanças a partir dos dados coletados no Programa São Paulo Confia. Aqui estão reunidos também os resultados de observação do funcionamento e das práticas de outras instituições de microfinanças, como o já citado Grameen Bank e o Banco Sol, da Bolívia, que têm muito a ensinar ao futuro das políticas de distribuição de renda, entre outras razões porque são empreendimentos que miram a sustentabilidade, como o fazem também as experiências brasileiras.

O que Monzoni nos facilita ver neste seu estudo é que, embora as políticas brasileiras de microcrédito sejam modestas, mostram-se, por outro lado, extremamente promissoras em seus resultados e apresentam enorme potencial de crescimento.

Trata-se de livro fundamental para compreender como os mecanismos de microcrédito podem tornar-se ferramentas poderosas de alavanca para o desenvolvimento e a inclusão social no Brasil.

Este estudo tem certamente papel relevante na reflexão sobre o desempenho dos programas de microcrédito como medida alternativa ou complementar aos programas tradicionais de distribuição de renda e seguro social.

Sumário

PARTE I

INTRODUÇÃO

Definição da questão básica e dos objetivos da pesquisa
Potenciais implicações práticas do trabalho
Definições e conceitos
Definição de microfinanças
Definição de microcrédito
Microcrédito produtivo e crédito popular
Microcrédito produtivo orientado

CONTEXTO INTERNACIONAL

Breve história de microfinanças
Iniciativas multilaterais, bilaterais e não-governamentais
Iniciativas multilaterais
Iniciativas bilaterais
Iniciativas não-governamentais
Iniciativas em microfinanças por região
Microcrédito na Ásia
América Latina
África
Leste Europeu
Considerações sobre o contexto internacional

MICROFINANÇAS NO BRASIL

Histórico institucional de microfinanças no Brasil
Arcabouço legal em microfinanças no Brasil
Acesso ao crédito como um direito fundamental
Participação de organizações sem fins lucrativos em microfinanças
Sociedades de crédito ao microempreendedor (scm)

OFERTA DE MICROFINANÇAS NO BRASIL

Banco do Nordeste do Brasil
Organização não-governamental, Oscip e fundos públicos
Sociedades de crédito ao microempreendedor e bancos privados

DEMANDA POTENCIAL E TAXA DE PENETRAÇÃO DE MICROFINANÇAS NO BRASIL

Microempreendimentos (MEs) no Brasil
Demanda potencial por microfinanças no Brasil
Taxa de penetração de microfinanças no Brasil

PARTE II ? REVISÃO DE LITERATURA

INTRODUÇÃO

MONITORAMENTO X IMPACTO

AVALIAÇÕES DE IMPACTO DE PROGRAMAS DE MICROFINANÇAS

Outras avaliações de impacto
Card, Filipinas
Association for Social Advancement (ASA), Bangladesh
Brac, Bangladesh
Share, Índia
Activists for Social Alternatives (ASA), Índia
Moris Rasik, Timor-Leste
Local Initiatives Project, Bósnia-Herzegóvina

OS ESTUDOS AIMS

Avaliações de Impacto Aims
Sewa Bank, Índia
Zambuko Trust, Zimbábue
MiBanco, Peru
Outros estudos do Aims
Caso Ashi ? Filipinas
Casos Finca, Foccas e Pride, Uganda
Caso ICMC, Bósnia-Herzegóvina

IMPACTOS MAIS AMPLOS DAS MICROFINANÇAS

Empowerment das Mulheres
Microfinanças e as Metas do Milênio

PARTE III ARCABOUÇO TEÓRICO DE AVALIAÇÃO DE IMPACTOS EM PROGRAMAS DE MICROCRÉDITO Grupos de tratamento e de controle ou comparação Limitações de painéis com novos entrantes Arcabouço conceitual Modelo da cadeia de impacto Especificação da(s) unidade(s) ou nível(is) em que os impactos serão avaliados Especificação do tipo de impacto METODOLOGIA APLICADA NO TRABALHO Definição dos grupos de tratamento e comparação Limitação do painel Definição das variáveis de controle OBJETO DE ESTUDO: PROGRAMA SÃO PAULO CONFIA COLETA DE DADOS DESCRIÇÃO E ANÁLISE DAS VARIÁVEIS Dados cadastrais do cliente Restrição cadastral Distribuição por gênero Idade (em anos) Estado Civil Número de dependentes Tipo de residência Tempo de residência (em meses) Número de moradores Escolaridade Conta bancária Dados cadastrais do empreendimento Divisão CNAE de atividades Grupo CNAE Classificação por classe (CNAE ? IBGE) Setor de atividades Categoria da atividade econômica Tempo de funcionamento da firma Tipo de ponto Tipo do local Ano de entrada no programa Levantamentos socioeconômicos Vendas mensais Compras e margem bruta Gastos do empreendimento Lucro líquido Renda familiar Gastos familiares Renda disponível Crédito ANÁLISE ESTATÍSTICA DOS DADOS ANÁLISE FINANCEIRA DOS DADOS Novo entrante e linha de base de comparação Fluxo de caixa sintético de um participante médio do programa PARTE IV ? CONCLUSÕES REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS APÊNDICES ANEXO A ? FICHA CADASTRAL SÃO PAULO CONFIA ANEXO B ? LEVANTAMENTO SOCIOECONÔMICO (LSE) SÃO PAULO CONFIA

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