Selma Maria lança seus "meninos quietos" no lançamento "Cultura, Ciência e Infância"

Após lançamentos na Livraria da Vila, em São Paulo, no Sesc Piracicaba (onde se encontrava a exposição “Meninos quietos”, que nasceu antes do livro) e na Semana Roseana de Cordisburgo, Selma Maria lança seus “meninos quietos” no seminário Criança, ciência e cultura, no dia 20 de agosto de 2009, às 15hs, no saguão do Teatro Paulo Autran, no Sesc Pinheiros.

Guimarães Rosa e os “meninos quietos”

O encanto de Selma Maria pelos “meninos quietos” já havia gerado uma exposição de brinquedos do sertão que levou ao Sesc Pinheiros 50 mil pessoas durante dois meses do ano de 2006 (a mesma exposição que acaba de ser exibida em Piracicaba, e que estará em breve em Taubaté).

Para montá-la, Selma trabalhou com Anne Vidal, arte-educadora e artista plástica como ela, e como ela também interessada em pesquisar a cultura da infância fora dos grandes centros urbanos. A parceria tem rendido muitos frutos, celebrados em todos os lugares onde é exibida a exposição, e acontece novamente no livro Um pequeno tratado de brinquedos para meninos quietos, ilustrado por Anne.

Os poemas de Selma Maria emergiram de sua vivência como pesquisadora e oficineira nas cidades de Cordisburgo, Morro da Garça e Três Marias. Nesse trabalho, Selma entra em contato com a comunidade de cada lugar e propõe uma troca de experiências e memórias relacionadas à infância e ao brincar. Depois, ela propõe oficinas de brinquedos baseados nos relatos colhidos. Todo esse trabalho foi inspirado em Guimarães Rosa e seus “meninos quietos”.

Se a exposição reunia brinquedos, o livro traz o resultado do contato de Selma Maria e Anne Vidal com o universo daqueles “brincares”. Assim, o leitor conhece –ou reconhece – o “brinquedo-livro”, o “brinquedo-terra”, o “brinquedo-bicho”, o “brinquedo-cor”, o “brinquedo-brinquedo” e o “brinquedo-pensamento”. Ao final, o leitor é presenteado com algumas imagens dos brinquedos registradas durante as oficinas ministradas por Selma. O resultado é um tecido de poemas e brinquedos em linguagem capaz de atingir pais e filhos.

Estreia de Selma Maria na literatura, o livro Um pequeno tratado de brinquedos para meninos quietos foi editado com o apoio da Lei Estadual da Cultura de SP.

Em seguida, estão disponíveis os textos de Manoel de Barros, poeta que Selma muito admira, sobre seus poemas, e de José Mindlin sobre a exposição “Meninos quietos”.

Palavras de Manoel de Barros

Um pequeno tratado de brinquedos para meninos quietos é a própria infância da palavra. Selma transforma as percepções primordiais das crianças em prodigiosos silêncios. As crianças quietas estão vivenciando o seu primeiro ver, o seu primeiro ouvir, o seu primeiro tocar. As crianças, nas letras da autora, voltam a viver os sons e a ver as primeiras coisas. As crianças quietas estão guardando os primeiros conhecimentos do mundo. Elas estão quietas porque experimentam os primeiros sons dos ventos. Eles estão aprendendo o mundo. Os meninos são quietos enquanto recebem as primazias do mundo. E Selma os entende e as transmite com a infância da palavra.

Manoel de Barros

Palavras de José Mindlin

Esta exposição é o resultado de uma pesquisa feita com muita sensibilidade e de grande interesse educacional. Selma procurou conhecer brinquedos de infância de uma personalidade famosa, no caso “Joãozito”, que não pôde identificar, mas que não é difícil imaginar quem seja. Vivendo numa pequena cidade do interior de Minas, a criança teve grande criatividade, conseguindo com elementos os mais simples construir brinquedos engenhosos que a pesquisa de Selma revela, tornando o tema muito atraente.

José Mindlin, sobre a exposição “Meninos quietos”, que inspirou o livro.

Esse projeto foi realizado com o apoio da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo – Programa de Ação Cultural – 2008.

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