Xica: história real de um peixe-boi criado em cativeiro

A comovente história de Xica, peixe-boi que viveu em cativeiro numa praça de Recife, é contada por quem a conhece desde criança: a pernambucana Rosinha.

Como toda uma geração de crianças recifenses, Rosinha visitava Xica na Praça do Derby, centro da capital, em 1970. O tanque na praça já era sua terceira moradia em cativeiro, já que antes Xica havia passado sete anos na piscina de uma fazenda, para onde tinha sido levada após a captura num curral de pesca.

Em 1992, com os ventos da militância ambiental em ascensão, Xica recebeu a atenção que merecia, sendo transferida para a Unidade de Resgate e Reabilitação do atual Centro Mamíferos Aquáticos/ICMBio, em Itamaracá (PE). No entanto, a vida no cativeiro já tinha produzido algumas sequelas.

Rosinha aceitou o convite da Fundação Mamíferos Aquáticos para contar a história de Xica, publicada agora pela Editora Peirópolis com o selo Livro Verde de garantia de certificação da madeira.

Leia, abaixo, o prefácio de Rosinha:

Xica na minha vida

Xica está na minha vida desde sempre. Visitá-la era um passeio corriqueiro na minha infância. Os sentimentos que guardo desses encontros são de profundo carinho e amizade, ao lado de tristeza e compaixão. É cruel demais aprisionar um animal, e, da forma como aconteceu com esse peixe-boi, é inominável. Apesar de permanecer em cativeiro, pela simples impossibilidade de retorno ao seu habitat natural, Xica nada hoje em águas mais abundantes e é tratada com respeito e dignidade.

O convite da Fundação Mamíferos Aquáticos para escrever e ilustrar este livro me trouxe imensa alegria, e o grande privilégio de compartilhar com as crianças de hoje meu encantamento por esse doce animal, que marcou o imaginário de toda uma geração.

Rosinha

 

1 Comment

  • Nargareth Zanella Ribeiro Posted 1 de dezembro de 2011 18:48

    Fez parte dos meus passeios dominicais em família visitar Xica em seu cativeiro na praça do Derby, e fiquei feliz em saber que ela ganhou uma vida melhor sendo transferida para Itamaracá. Sempre que ia vê-la me perguntava porque um animal tão dócil vivia ali e tão só. Eu já tinha esse sentimento e preocupação desde criança.
    Ainda bem que existem pessoas preocupadas e dedicadas em cuidar e salvar os animais do maior predador de todos os tempos, o homem.

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