Peirópolis e a cultura das infâncias

 

Falando sobre os desafios da infância na quarentena

O mundo em casa é uma série de vídeos que discute os desafios das infâncias em tempos de quarentena, a partir de temas diversos, como imaginário, corpo e brincar.

Apesar de não integrarem os grupos de risco, as crianças estão bastante vulneráveis no contexto da pandemia – a perda do convívio com seus pares na escola, o confinamento dos gestos no ambiente doméstico e a convivência com adultos muitas vezes desesperançosos.

A série, uma iniciativa da editora Peirópolis, em parceria curatorial com o Projeto Infâncias, coordenado por Gabriela Romeu, é um convite para se abrir uma gaveta de possibilidades no novo cotidiano, reinventar mundos dentro da própria casa ou alargar horizontes vistos da janela.

Os primeiros episódios foram com Gandhy Piorski, Paula Zurawski e com educadores do Projeto Quixote.

Websérie: O mundo em casa

 

Cultura da infância e o brincar

Gabriela Romeu é especialista em produção cultural para a infância, com vinte anos de atuação em projetos que abordam temáticas infantis e desenvolvidos em diferentes plataformas, como livros, documentários, sites e exposições. Atualmente dirige o Projeto Infâncias e é realizadora do premiado projeto Mapa do Brincar (site que reúne hoje 750 brincadeiras de todo o país). Autora dos livros Terra de Cabinha, Álbum de Família e Lá no meu quintal, os títulos reúnem ricos registros das pesquisas realizadas por ela sobre a cultura da infância no Brasil, além da biografia poética da família Gomide, com toda essência brincante do Carroça de Mamulengos.

As obras contam com conteúdos multimídia. QR codes permitem que o leitor acesse vídeos, áudios e imagens, tornando inesquecível a viagem pelo Brasil com as brincadeiras e conhecimento de cada um daqueles que participaram da construção das pesquisas.

Gabriela Romeu e a cultura da infância

Terra de Cabinha é um livro que pode ser lido de muitas maneiras diferentes: um diário de viagem pelo sertão do Cariri cearense; inventário que apresenta bens culturais e artísticos dessa região brasileira; como registro etnográfico em diferentes linguagens (jornalística, poética, fotográfica, audiovisual e plástica).

Conteúdo complementar: Terra de CabinhaCurta-metragem: Meninos e Reis

Quantas formas existem de se contar uma história? Álbum de Família é uma biografia poética, a biofantasia da trupe familiar Carroça de Mamulengos, uma das mais importantes companhias culturais do País. No espetáculo da vida, nasceram os oito filhos, todos crescidos na estrada, cada um com um talento diferente para desvendar o mundo. A primeira edição conta com um segundo volume, intitulado Porta-Retratos, com imagens da trupe e um perfil de cada integrante e download gratuito.

Conteúdo complementar: Álbum de FamíliaPorta retratos da família GomideDesenhos para colorir e aquecer o coração

Lá no meu quintal é resultado do Projeto Infâncias e busca busca retratar a riqueza e a diversidade dos brincares nas diferentes regiões do país. O brincar é uma espécie de língua-mãe da infância e foi por meio dessa linguagem que os autores conheceram o Brasil. Textos, vídeos e fotos estão reunidos neste livro, permeado dos saberes, narrativas e vivências compartilhadas com crianças em seus quintais.

Conteúdo complementar: Lá no meu quintalTrailer do livro “Lá no meu quintal”

 

Gandhy Piorski, autor do livro Brinquedos do Chão, inaugura uma série de livros que explora a imaginação do brincar e sua intimidade com os quatro elementos da natureza: terra, fogo, água e ar, e revela a voz livre e fluente da criança em sua trajetória de moldar a si própria. Para o artista, que pesquisou brinquedos de crianças de 25 comunidades no Ceará, o diálogo da imaginação com a natureza guia a identificação dos brinquedos de cada elemento. O material conta com um curta-metragem, e diversos vídeos falando do imaginário e do brincar.

Gandhy Piorski e os brinquedos do chão

 

A arte-educadora Selma Maria Kuasne coleciona bonecos, poesias, pedrinhas e brinquedos-visíveis e invisíveis. Sua pesquisa sobre a cultura da infância longe dos centros urbanos chegou até o sertão de Minas Gerais, onde cresceu o escritor Guimarães Rosa. Durante oficinas realizadas naquele espaço tão distinto do urbano, Selma identificou jeitos muito delicados e criativos de brincar. Poeticamente nomeados como “brinquedo-terra”, “brinquedo-bicho”, “brinquedo-cor”, “brinquedo-brinquedo” e “brinquedo-pensamento”, esses brincares reúnem-se num belo “brinquedo-livro”, para encantar crianças e adultos.

Selma Maria e os meninos quietos

 

Adriana Klisys formou-se em Psicologia, ciência em que encontrou a chave para a compreensão da natureza das relações humanas e sua complexa interação com o universo do conhecimento. Pensar o lúdico em todas as esferas da vida é o que mais motiva esta profissional, comprometida com a cultura e com o pleno desenvolvimento de uma vida mais dinâmica, criativa, sensível e generosa.

A constante curiosidade e paixão pelo saber a levaram a transitar nos campos da educação, da ciência, da arte e do jogo, possibilitando o diálogo com especialistas das áreas mais diversas e a construção de um olhar mais complexo sobre o mundo.

Adriana Klisys e a arte do jogo

 


Adelsin é formado em Artes Plásticas pela UFMG e ex-professor do Ensino Fundamental, ele atua, há mais de 20 anos, como arte-educador, realizando pesquisas e oficinas que buscam valorizar a cultura da infância em sua essência, entendida a partir das próprias crianças, suas brincadeiras e sua forma de relacionar.

Seu trabalho tem raízes profundas em sua própria infância “quando, angustiado após a mudança, com a família, de uma casa na periferia para um apartamento no centro de Belo Horizonte, decide que sua vida seria, “enquanto vivo fosse, pelos meninos e pelos quintais.”

Adelsin e seus brinquedos encantados

 

Teca (Maria Teresa) Alencar de Brito dedica-se à educação musical desde 1974. É doutora e mestre em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP, bacharel em piano e licenciada em Educação Artística (habilitação em Música). Professora e pesquisadora no Departamento de Música da ECA-USP, criou, há 34 anos, a Teca Oficina de Música, núcleo de educação musical em São Paulo voltado à formação de crianças, jovens e adultos.

Teca Alencar de Brito e os brinquedos cantados

 

Conheça os títulos

Catálogo completo da Peirópolis
 

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